Lennart Skoglund

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Lennart Skoglund
Swedish squad at the 1958 FIFA World Cup.jpg
A Seleção Sueca vice-campeã da Copa de 1958.
Skoglund é o primeiro em pé, da esquerda para a direita
Informações pessoais
Nome completo Karl Lennart Skoglund
Data de nasc. 24 de dezembro de 1929
Local de nasc. Estocolmo,  Suécia
Falecido em 5 de julho de 1975 (45 anos)
Local da morte Kärrtorp,  Suécia
Apelido Nacka
Informações profissionais
Posição Ponta-esquerda
Clubes de juventude
1943–1944
1944
1944–1946
Suécia IK Stjärnan
Suécia Sport-Ham
Suécia Hammarby IF
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1946-1949
1949-1950
1950-1959
1959-1962
1962-1963
1964-1967
1968
Suécia Hammarby IF
Suécia AIK Fotboll
Itália Internazionale
Itália Sampdoria
Itália Palermo
Suécia Hammarby IF
Suécia Kärrtorps IK
37 (17)
5 (2)
241 (55)
78 (15)
1 (0)
6 (?)
Seleção nacional
1950-1964 Flag of Sweden.svg Suécia 11 (1)

Karl Lennart Skoglund (Estocolmo, 24 de dezembro de 1929 - Kärrtorp, 5 de julho de 1975) foi um futebolista sueco.[1]

Conhecido como Nacka, iniciou a carreira em 1946, aos 17 anos, no Hammarby IF, time pelo qual torcia. Uma crise financeira forçou a equipe a vendê-lo para o rival AIK Fotboll em 1949. Pelo novo clube, iria à Copa do Mundo de 1950.

Mesmo desfalcados do trio Gre-No-Li, grande responsável pela conquista de medalha de ouro olímpica dois anos antes, nas Olimpíadas de 1948 (a razão era que seus integrantes estavam no profissional futebol italiano, ao passo que a Seleção Sueca chamava apenas atletas amadores por o futebol do país ser à época oficialmente desse jeito [2]), os nórdicos saem-se bem no torneio. Skoglund, mesmo não marcando, é um dos destaques da campanha que levou a desacreditada Suécia ao terceiro lugar no mundial do Brasil, com vitórias sobre as mais celebradas Itália e Espanha.

Ainda durante o torneio, sua performance atraiu os olhares da equipe brasileira do São Paulo, que lhe ofereceu 170.000 cruzeiros, o equivalente a 10.000 dólares na época. O valor foi considerado baixo pelo dirigente do AIK que acompanhava a delecação sueca. Em menos de um mês, o atleta seria vendido por cinco vezes esse valor à Internazionale.[3] Nacka foi um em meio aos dez dos onze titulares que foram imediatamente contratados por clubes italianos após a competição.[3]

Em sua primeira temporada, a de 1950/51, quase veio o título no campeonato italiano, perdido por um ponto de diferença justamente para os rivais do Milan, onde jogavam os Gre-No-Li. Skoglund ficaria os nove anos seguintes na Inter, o que lhe trouxe efeitos bons e maus: consagrou-se em uma liga mais influente, vencendo duas vezes o campeonato italiano com a equipe de Milão (em 1953 e 1954), mas perdia espaço na Seleção Sueca, que continuava a chamar apenas amadores. Enfraquecida, a seleção do país acabaria não classificando-se para a Copa do Mundo de 1954.[4]

A Copa do Mundo de 1958, que seria realizada no país, mudou a postura até então adotada, com a Seleção passando a mesclar amadores e profissionais.[5] No torneio, em que os anfitriões ficam com o vice-campeonato, Skoglund marca o que seria seu único gol pela Suécia, na semifinal contra a campeã Alemanha Ocidental, empatando a partida, terminada em vitória de virada por 3 x 1 dos escandinavos.

No ano seguinte, Nacka deixaria a Inter, ficando mais cinco anos na Itália, passando por Sampdoria e Palermo, voltando à Suécia em 1964, novamente no Hammarby. Parou de jogar em 1968, à beira dos quarenta anos, no Kärrtorps, clube da cidade em que morreria apenas sete anos depois, falido e desolado.

Títulos[editar | editar código-fonte]

AIK
Internazionale

Referências

  1. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Lennart Skoglund». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 569. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  2. "Nordahl: 'Il pompiere d'oro', André Melsohn Dayan, Trivela.com
  3. a b "Sucesso e debandada", Max Gehringer, Especial Placar: A Saga da Jules Rimet fascículo 4 - 1950 Brasil, novembro de 2005, Editora Abril, pág. 37
  4. "O melhor venceu", Luciana Zambuzi, Trivela número 28, junho de 2008, Trivela Comunicações, págs. 33-37
  5. "" O Brasil nunca teve seleção como aquela", Luciana Zambuzi, Trivela.com