Leon Cakoff

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Leon Cakoff
Leon Chadarevian
Leon Cakoff na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo de 2010
Nascimento 12 de junho de 1948
Alepo, Síria
Morte 14 de outubro de 2011 (63 anos)
São Paulo, Brasil
Cônjuge Vera Lúcia Caldas
Renata de Almeida
Ocupação Crítico de cinema
Principais trabalhos Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

Leon Cakoff, pseudônimo de Leon Chadarevian (Alepo, 25 de junho de 1948  – São Paulo, 14 de outubro de 2011), foi um crítico de cinema, de origem armênia naturalizado brasileiro. Era casado com a cineasta Renata de Almeida, codiretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo desde a 13ª edição do evento, em 1989. Leon deixa dois filhos com ela, Jonas e Thiago, além de Pedro e Laura, filhos do primeiro casamento, com Vera Lúcia Caldas.[1][2]

Veio para o Brasil com sua família quando tinha oito anos.

Começou a atuar como crítico de cinema em 1969, aos 19 anos, escrevendo para os jornais Diário da Noite e Diário de São Paulo, dos Diários Associados. Adotou o pseudônimo de "Leon Cakoff" depois de ter um artigo de jornal censurado pelo próprio veículo, durante a regime militar. Cakoff foi também articulista da Folha de S.Paulo, entre 1996 e 2000, ano em que se tornou colaborador do jornal Valor Econômico. Desde agosto de 2011 era colunista da Folha.com.

Formou-se pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em 1972.

A partir de 1974 dirigiu o Departamento de Cinema do Museu de Arte de São Paulo (Masp) fez as programações cinematográficas do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Em 1977 criou a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo para comemorar os 30 anos do MASP. Desde então, a mostra vem sendo reeditada todos os anos - desde 1984, independente do museu. Em 2010, a 34ª Mostra atingiu mais de meio milhão de espectadores. Desde a primeira edição, Leon travou uma luta ferrenha contra a censura imposta pelo regime militar, trazendo filmes até por meio de malas diplomáticas. Foi assim que a Mostra exibiu filmes inéditos vindos da China, Cuba, União Soviética e dos mais distantes países. Frequentador do circuito dos grandes festivais mundiais, tornou-se amigo de cineastas como Quentin Tarantino e Dennis Hopper.[3]

Em 2000, formou a distribuidora Mais Filmes, especializada em filmes de autor, junto com Adhemar Oliveira, Patrícia Durães e Renata de Almeida. Ainda com Adhemar, em 2001, tornou-se sócio do Unibanco Arteplex, primeiro cinema do Brasil a usar o conceito de multiplex para incluir filmes de arte da programação. Nos últimos anos, mantinha, com Renata de Almeida, a distribuidora Filmes da Mostra, que lança filmes em cinema e coleções em DVD.[4]

Na televisão, em parceria com a Fundação Padre Anchieta, conduziu o projeto Mostra Internacional de Cinema na Cultura, trazendo diferentes convidados e projetando cenas do filme que seria exibido a seguir.

O último projeto de Leon Cakoff foi o longa Mundo Invisível, com episódios de cineastas como Wim Wenders e Atom Egoyan, que filmou a volta de Cakoff à Armênia, terra de seus pais.[5]

Leon Cakoff faleceu no dia 14 de outubro de 2011, em decorrência de um melanoma.[6]

Filmes[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Leon Cakoff
  • Ainda Temos Tempo - quinze crônicas sobre o cinema e o próprio Leon.
  • Gabriel Figueroa, o Mestre do Olhar (1995)
  • Cinema Sem Fim: A História da Mostra - 30 Anos (2006)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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