Música tradicional

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Música tradicional
Origens estilísticas Indívidual
Contexto cultural Diferentes nações ou regiões
Instrumentos típicos instrumento folclóricos
Popularidade Muito popular até recentemente
Formas derivadas Várias
Subgêneros
Electric folk - Folk metal - Folk rock - New Age - Neofolk - Space music

A expressão música tradicional refere-se, geralmente, à música própria de um povo, duma determinada região geográfica e num determinado contexto social, tendo raízes num passado remoto. Fruto de transmissão oral, a música tradicional portuguesa sofre evolução e é permeável aos contactos e influências culturais do exterior (por exemplo, a música tradicional brasileira deriva de música europeia, africana e ameríndia).

A grande característica da música tradicional é a sua indissolução do seu contexto vital. Não nasce como um objecto estético que se valorize e admire por si só, mas sim como uma música funcional associada ao trabalho duro do campo. Existindo apenas como uma memória no seu contexto original, representa a psicologia, um modo de vida de um povo e os fósseis de um passado remoto.

A música folclórica está intimamente ligada à música tradicional e, segundo alguns autores, os dois termos acabam por se confundir. A música popular é, em grande parte, influenciada pela música tradicional - mas constituem géneros distintos.

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil a música tradicional faz parte da música popular, e tem enorme variedade de estilos. Na música nordestina, por exemplo, usa-se muito a escala nordestina, que é o modo mixolídio. A música indígena não é tonal, sua sonoridade e ritmo são complexos e incomuns para o ouvido de formação européia.

Os estilos variam com a região e a época, mas entre eles estão o lundu de origem africana, o cateretê de origem indígena, a modinha de origem portuguesa, o choro, o maxixe, o samba, a umbigada, a congada, a Folia de Reis, o repente, a cantiga de roda, o maracatu, o forró, a música sertaneja e a caipira, a moda de viola, o candomblé e a música nativista e a música tradicionalista da região sul,do estado do Rio Grande do Sul.

Portugal[editar | editar código-fonte]

Embora representem metodologias afastadas da prática actual, o estudo da música tradicional em Portugal conta com ilustres antecedentes nos trabalhos de César das Neves, Francisco Serrano, Rodney Gallop, Francisco Serrano Baptista, Gonçalo Sampaio, Jaime Lopes Dias, Kurt Schindler, Vergílio Pereira e Fernando Pires de Lima. Mas muito do conhecimento que se tem do património da música tradicional deve-se ao trabalho pioneiro de Michel Giacometti dedicado à recolha e gravação fonográfica das manifestações musicais do povo português. A fonte bibliográfica das melodias tradicionais encontra-se nas compilações chamadas de cancioneiros. Como principais cancioneiros galegos referem-se o de Eduardo Martínez Torner e Jesus Bal y Gay e o de Casto Sampedro y Folgar.

Alguns autores de música erudita portuguesa, como foi o caso de Fernando Lopes-Graça, demonstram um profundo conhecimento das raízes culturais da música portuguesa. Mais recentemente e na sequência do exemplo de Lopes-Graça, o compositor Eurico Carrapatoso (n. 1962) tem feito um trabalho regular de harmonização da melodia popular portuguesa numa série de harmonizações denominadas com o título genérico "O que me diz o vento de..." (O que me diz o vento de Serpa, O que me diz o vento d'Óbidos, O que me diz o vento mirandês, por exemplo)

Géneros da música tradicional[editar | editar código-fonte]

Alvorada[editar | editar código-fonte]

A alvorada é um género da música tradicional da Galiza e norte de Portugal. É habitual que o ritmo seja em compassos de 5/8. Também é muito evidente a polirritmia.

Andro[editar | editar código-fonte]

Dança da tradição da Bretanha. A semelhança entre as regiões do eixo atlântico faz com que a música seja indistinguível na sua origem geográfica. É feita de ritmo binário que originalmente são tocados por gaitas bretonas que se caracterizam por serem bastante graves.

Improvisação na música tradicional[editar | editar código-fonte]

A improvisação é inerente e indissociável da música tradicional. Por exemplo, um gaiteiro nunca vai tocar a peça duas vezes da mesma maneira, em oposição à música escrita clássica onde existe uma intenção de solidificar a obra, através das partituras. Na música tradicional a improvisação impõe-se e é uma obrigação. Tal como no Jazz a música tradicional dá mais importância à improvisação do que à melodia. Mas enquanto no Jazz a improvisação faz-se sobre estruturas claras de mudanças de compasso, fundamentalmente harmónicas, a música tradicional não tem complexidade harmónica e por isso a improvisação é exclusivamente melódica, ou seja, é um claro desenvolvimento da melodia que se faz essencialmente através de ornamentos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]