Cândida Branca Flor

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Cândida Branca Flor
Informação geral
Nome completo Cândida Maria Coelho Soares
Também conhecido(a) como Branca Flor
Nascimento 12 de novembro de 1949
Origem Beringel, Beja, Alentejo
País  Portugal
Data de morte 11 de julho de 2001 (51 anos)
Gênero(s) Música tradicional, música popular e música infantil
Instrumento(s) Voz
Período em atividade 1976 - 2001
Gravadora(s) Universal Music
Afiliação(ões) Banda do Casaco

Cândida Branca Flor (Beringel, Beja, 12 de Novembro de 1949Massamá, Queluz (Sintra), 11 de Julho de 2001[1] ), nascida Cândida Maria Coelho Soares, foi uma célebre cantora portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Beringel, no Baixo Alentejo, a 12 de novembro de 1949, era filha de Bernardo Soares, natural de Vila Nova de Poiares, e foi adoptada pela sua mulher, Serafina Coelho, natural de Moura.[2] Mais tarde, frequentou aulas de canto com a professora Maria do Rosário Coelho. No bar Louisiana, em Cascais, começou a conviver com os músicos da sua época e aí conheceu Carlos Zíngaro, do grupo de jazz Plexus, que a fez entrar na carreira artística integrando a Banda do Casaco, grupo inovador na música popular portuguesa dos anos 70. Foi, aliás, ao tema "Romance de Branca Flor" do álbum Coisas do Arco da Velha (considerado em Portugal como 'Disco do Ano' de 1976), que foi buscar o nome artístico que a tornaria célebre na sua carreira a solo.[3]

Em 1976, apresentou, ao lado de Júlio Isidro, o programa televisivo O Fungagá da Bicharada, enveredando, depois, pela carreira de cantora com a edição da banda sonora desse mesmo programa.

Em 1979, participou, pela primeira vez, no Festival RTP da Canção, com o tema "A nossa serenata". Nesse mesmo ano fez sucesso no programa Pisca-Pisca da RTP com o tema "Banho de Lua".

Regressou ao Festival RTP da Canção pela mão do seu amigo Carlos Paião, em 1982, com o tema "Trocas baldrocas", e no ano seguinte com "Vinho do Porto (Vinho de Portugal)" num dueto com o próprio autor da canção.

Em 1985, lançou o disco infantil Cantigas da Minha Escola. Em 1987, foi a vez de Cantigas da Nossa Terra. Ambos os discos tiveram a colaboração de Carlos Paião e um notável sucesso no panorama discográfico em Portugal.

Colaborou com muitos outros nomes da música popular portuguesa e, ao longo da sua carreira, deu espectáculos atrás de espectáculos para os emigrantes portugueses no estrangeiro.

Na televisão, foi sempre uma presença bastante frequente e foi, inclusive, convidada para participar em programas históricos da RTP como Casino Royal e Parabéns (da autoria do seu grande amigo Herman José), Piano Bar (de Simone de Oliveira), Sons do Sol (de Júlio Isidro), Praça da Alegria (de Manuel Luís Goucha e Sónia Araújo), entre outros. Participou em inúmeras edições do programa Natal dos Hospitais no qual foi sempre bastante acarinhada pelo público.[4]

No programa televisivo Todos ao Palco do encenador Filipe La Féria, Cândida Branca Flor surgiu numa bastante apreciada apresentação teatral.

A 11 de Julho de 2001, após um período mais apagado da sua carreira, ter-se-á suicidado, o que surpreendeu os seus admiradores devido à imagem de alegria contagiante que projectava em público.[5]

No dia do seu funeral, milhares de pessoas assistiram às cerimónias e as mesmas contaram com uma ampla cobertura mediática (desde televisão à imprensa escrita). No momento do enterro do seu corpo, um comovente aplauso por parte dos seus inúmeros admiradores - entre eles artistas de renome e também simples populares - ecoou na cidade de Lisboa.

Encontra-se sepultada no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

Homenagens póstumas[editar | editar código-fonte]

Em 2008, Renato Carrasquinho produziu um álbum comemorativo dos 25 anos de carreira da artista, editado pela Farol Música (com o apoio da Universal Music), e no qual reuniu alguns testemunhos de amigos e companheiros de carreira da intérprete como António Sala, Herman José, Tozé Brito e Ramon Galarza.

Em Setembro de 2011, o Teatro Aberto estreou a peça "Cândida - Uma história portuguesa", inspirada na vida de Cândida Branca Flor[6] , numa mistura de factos reais e ficção. André Murraças, autor do texto, explicou que «o objectivo era tentar perceber como é que um artista que está preso a um sistema vive, o que tem que fazer para entrar, continuar e não sair. É um espectáculo sobre ela, sobre todas as Cândidas».[7] [8]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Editora Formato
1985 Cantigas da Minha Escola Philips / PolyGram Disco de vinil / CD
1987 Cantigas da Nossa Terra Philips / PolyGram Disco de vinil / CD
1988 Retrato Sagrado Philips / PolyGram Disco de vinil
1990 Bailinho português Ovação Disco de vinil / K7
1991 Olá Miudagem Ovação Disco de vinil
1992 Desejos coloridos Ovação Disco de vinil / CD
1993 Alma portuguesa Ovação Disco de vinil / CD
1993 Melhor de Cantigas da Minha Escola Ovação Disco de vinil / CD
1995 Mar de rosas Discossete CD
1995 Chega-te mais um pouco CDsete CD
1997 Volta para mim (Papá) Discossete CD
1998 Antes te quero esquecer Espacial CD
1998 No Jardim-Escola João de Deus Espacial CD
2001 Amor e Mentiras Sucesso CD

Singles[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Editora Formato
1976 Canção da Roupa Branca / A Agulha e o Dedal Philips Single
1976 O Cochicho / As Lavadeiras de Caneças Polydor Single
1976 Cantiga da Rua / Giestas PolyGram Single
1977 Esses Dias ao Teu Lado / Em Ti Existo PolyGram Single
1977 Um, dois, três (agora ou nunca) / Carrocel PolyGram Single
1978 Dias de Verão / Já é tarde PolyGram Single
1979 Que será, será / Telenovela PolyGram Single
1980 Mil Vezes Só / Só Por Amar Vadeca Single
1980 Maria Papoila / O Raspa Vadeca Single
1982 Trocas Baldrocas / A Prima da Pantera Cor-de-Rosa NOVA - Companhia de Música Single
1982 Gira-Discos / A Nossa serenata Rádio Triunfo Single
1983 Vinho do Porto (Vinho de Portugal) (em dueto com Carlos Paião) Valentim de Carvalho Single
1983 Cristo-Rei / Domingos de sol CBS (Portugal) Single
1984 Ó Meu Fradinho Capucho / Quando Eu Era Miúda CBS (Portugal) Single

Participações[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Editora Formato
1976 Coisas do Arco da Velha (com a Banda do Casaco) Philips Disco de vinil

Compilações[editar | editar código-fonte]

Ano Nome Editora Formato
2001 O Melhor de 2 (Cândida Branca Flor / Ana) Universal Music CD Duplo
2004 A Arte e a Música de Cândida Branca Flor Universal Music CD
2008 Uma vida para sempre Farol Música CD

Referências

  1. Cândida Branca Flor morreu há 10 anos in Revista Lux-
  2. MEMÓRIA - O fado de Branca Flor in Revista Visão, 19 de julho de 2001.
  3. A vida de Cândida Branca Flor por Nuno Ferreira, in Jornal Público (23/07/2001)
  4. Percursos - Cândida Branca Flor in RTP
  5. Cândida Branca Flor morreu há 10 anos Revista Lux Lux.iol.pt (11 de julho de 2011). Visitado em 26 de outubro de 2015.
  6. História de Cândida Branca Flor contada em teatro in Jornal Correio da Manhã (04.08.2011)
  7. Vida de Cândida Branca Flor no palco do Teatro Aberto in Jornal Diário de Notícias (12/09/2011)
  8. Vida de Cândida Branca Flor sobe ao palco do Teatro Aberto Diário Digital. Visitado em 17-09-2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]