Magia do Caos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Text document with red question mark.svg
Este artigo ou secção contém fontes no fim do texto, mas que não são citadas no corpo do artigo, o que compromete a confiabilidade das informações. (desde agosto de 2017)
Por favor, melhore este artigo inserindo fontes no corpo do texto quando necessário.
A Estrela do Caos (também chamada 'caosfera' por alguns praticantes) é o símbolo mais popular na Magia do Caos, outras variantes também existem.
Aleister Crowley, sob traje de alto grau da OTO (Ordo Templi Orientis)
Robert Anton Wilson
Austin Osman Spare
Yin-Yang
psiconauta

O conceito de magia do caos (caoismo) é relativamente recente, tendo tido origem em West Yorkshire, em Inglaterra, nos anos 70 do século XX. Influenciada pelas práticas thelémicas de Aleister Crowley e Austin Osman Spare, a magia do caos é primeiramente uma prática abordada na prática de magia. Trata-se de uma das tendências modernas em ocultismo, em construção na rejeição de qualquer forma de dogmatismo e a primazia da experiência mágica pessoal. movimento Magia do Caos originou no final de 1970 na Inglaterra até a década de 1990 permaneceu no meio underground; a sua ocorrência está associada ao crescimento do interesse no oculto entre as comunidades de jovens e subcultura contra britânicos. A máxima central deste tipo de prática é "se funciona, usa-a". A magia do caos usa o estado de gnose, através de práticas como meditação, música, dança, uso de ervas, dor, ou orgasmos, como forma de incumbir em práticas divinatórias. Os magos do caos acreditam que conseguem moldar a realidade, acedendo a estes estados de consciência e projecto imagens, pensamentos. Apesar de algumas práticas serem únicas à magia do caos (tal como o uso de formas mágicas de nome sigils), este tipo de práticas são normalmente baseados em sistemas de crenças individuais, e de base adogmática. Alguns magos do caos acreditam que alguma desta prática é uma forma de paradigma de pirataria. Algumas fontes comuns neste tipo de inspiração incluem coisas diversas como ficção científica, teorias científicas, teorias da conspiração, shamanismo, filosofia oriental, religiões do mundo, e experiências individuais. Apesar de enorme variação, os magos do caos frequentemente trabalham com paradigmas caóticos, e humorísticos.[1] Para a magia do caos é caracterizada pelo uso de ambas as técnicas tradicionais tiradas de sistemas místicas orientais e ocidentais já existentes e novoizobretonnyh [1]. Entre estes últimos (o anterior não era), deve-se notar método sigilizatsii Austin Spare, "linguagem oranichesky" e bastante uma formação peculiar de símbolos mágicos (estrela de caracteres Caos probabilísticos e imutabilidade, e outros.). Outra característica, de acordo com os próprios declarações seguidores de religiões - o amplo uso de estados alterados de consciência, incluindo trance e alguns estado de êxtase que os proponentes da Magia do Caos é chamado de "gnosis" (não confundir compreensão haositskoe do termo com a sua interpretação tradicional hermético). Para atingir este estado representantes de fluxo pode utilizar drogas ou contactos sexuais [1].

Princípios gerais[editar | editar código-fonte]

Mesmo que poucas técnicas sejam exclusivas da Magia do Caos, ela é frequentemente altamente individual e toma emprestado deliberadamente de outros sistemas de crenças, devido à crença central de que a crença é um instrumento. Algumas fontes comuns de inspiração incluem diversas áreas como ficção científica, teorias científicas, magia cerimonial tradicional, neoxamanismo, filosofia oriental, religiões e experimentações individuais. Não obstante a tremenda variação individual, os magos do caos frequentemente trabalham com paradigmas caóticos e humorísticos, como Hundun do taoísmo e Éris do discordianismo.

Magos do caos frequentemente são vistos por outros ocultistas como perigosos ou preocupantes revolucionários.

História[editar | editar código-fonte]

Austin Osman Spare era inicialmente envolvido com a Ordem da Golden Dawn, e por fora também com ordens como a O.T.O e a Astrum Argentum de Aleister Crowley; porém, mais tarde se afastou delas para trabalhar independentemente.

Dali em diante ele iria desenvolver práticas e teorias que iriam, após a sua morte, influenciar profundamente a I.O.T.. Especificamente, Spare desenvolveu o uso de sigilos, e técnicas envolvendo estados de êxtase para dar poder a estes sigilos. Spare também foi pioneiro no desenvolvimento de um "alfabeto sagrado pessoal", e, sendo um artista plástico talentoso, usou imagens como parte de sua técnica de magia. A maior parte dos trabalhos recentes em sigilos remete ao trabalho de Spare: a construção de uma frase detalhando o intento mágico, seguida da eliminação de letras repetidas e a recombinação artística (normalmente simétrica) das letras restantes em uma só imagem formando o sigilo.

Embora ele não tenha originado o termo, e talvez não aprovasse o mesmo, hoje ele é visto como o primeiro Magista do Caos.

Após a morte de Aleister Crowley (e a do então obscuro Spare), a magia praticada pelos ocultistas remanescentes no Reino Unido tendeu a se tornar cada vez mais experimentalista, pessoal, e bem menos ligada às tradições mágicas estabelecidas pelas ordens. Reações a isso incluem a disponibilidade pública de informações secretas antes do século XX (especialmente nos trabalhos publicados por Crowley e Israel Regardie), o Zos Kia Cultus (nome do estilo de magia radicalmente inortodoxa de Austin Osman Spare), a influência do Discordianismo e seu popularizador Robert Anton Wilson, o Dadaísmo, e a grande popularização da magia causada por cultos folcloristas embasados em sistemas mágicos de Crowley, como a Wicca, e o uso de drogas psicodélicas.

Toda uma série de músicos e artistas relacionados com a prática do rock and roll, e da música pop, viriam a ser influenciados pelo pensamento de Aleister Crowley, a saber, entre os mais conhecidos: os Beatles, Black Sabbath, Led Zeppelin, ou mesmo Sonic Youth, entre as mais conhecidas. No brasil, nomes como Zé do Caixão, ou Raul Seixas, viriam a ser altamente influenciados, pelo pensamento do mago que se auto-denominava, como a grande besta 666 (Fernando Pessoa telo-á feito ver que a leitura do mapa astral que o fazia ver isto em si estava, afinal, errada, nomeadamente no âmbito da sua correspondência com o mago oculista, e posteriormente, no seu encontro na boca do inferno em Sintra).

O termo Magia do Caos apareceu pela primeira vez no Liber 0 (também chamado Liber Null) de Peter Carroll, publicado pela primeira vez em 1978. Nele, Carrol formulou vários conceitos de magia radicalmente diferentes daqueles considerados "mistérios mágicos" na época de Crowley. Este livro, junto ao Psychonaut (1981) do mesmo autor, mantém importantes fontes. magistas que se alinham a estas ideias costumam se chamar de várias formas, evitando repetir a mesma. Algumas destas formas de nomenclatura são: "Caoísta", "Caota", "Magista do Caos", "Caoticista", "Eriano", "Discordista", "Caoseiro", dentre outros tantos nomes - por vezes muito bem humorados e/ou pouco polidos.

Carroll também co-fundou com Ray Sherwin O Pacto Mágico dos Illuminates of Thanateros, ou, na abreviatura mais conhecida, I.O.T., uma organização que continua a pesquisa e desenvolvimento da Magia do Caos hoje em dia. A maior parte dos autores e praticantes renomados de Magia do Caos mencionam afiliação ou algum grau de influência a esta. Porém, a Magia do Caos tem como característica marcante ser uma das vertentes de magia menos organizadas do mundo, fazendo isso propositalmente.

O nome coas, e consequentemente estrela do caos, forma extraídos de um romance de Carroll: Michael Moorcock's "Elric of Melniboné - The Sage From the end of time ". No entanto, Carroll não o definiu como o ponto de origem para o seu simbolismo. No seu trabalho tardio"Liber Kaos(...)" (German 1994), ele apresentou um sistema de magia baseado no "The Color of Magic" (1983) ) de Terry Pratchett's. Desta vez, ele apontou para a originem numa nota de rodapé e para a literatura.

Quebra de Paradigma Mágico - ou "Quebrar o Ego"[editar | editar código-fonte]

Uma das mais curiosas questões da Magia do Caos é o conceito de Quebra (ou Troca) de Paradígma Mágico, ou "Quebra do Ego". Usando o termo de Thomas Kuhn, Carroll criou a técnica de arbitrariamente modificar o modelo (ou paradigma) de magia das pessoas, uma questão principal na Magia do Caos. Através desta, o magista busca por trocar constantemente a crença em um paradigma, não apenas de forma linear como é visto nas outras pessoas, mas de forma objetiva e proposital, ziguezagueando entre crenças diferentes (e geralmente contraditórias) e "se aproveitando" dos resultados que elas geram sem ficar preso a nenhuma.

Esta quebra é encontrada não apenas em ritos, mas também no dia a dia, através da chamada "quebra do ego".

Muitos caoístas uniram a Magia do Caos ao uso de diversas ciências modernas, entre elas a Psicologia e a Psicanálise.

Como a base de trabalho dos ritos caoístas consiste na total desconstrução de tudo rumo ao Caos (daí o nome Caoísmo), uma técnica muito utilizada no treinamento pessoal dos caoístas é a chamada "quebra do ego", que consiste em negar e trocar gostos pessoais como uma forma de banimento pessoal, indo contra tudo aquilo que o ego acredita como pessoa, gerando em si mesmo a desconstrução buscada pela Magia do Caos. Um exemplo de quebra do ego é por exemplo, um vegetariano comer carne. Aqui cabe imaginação ao magista, para aplicar estes exercícios em âmbitos profissionais, sexuais, familiares, gregários, entre outros, e conseguir permanecer são - podendo ser até este conceito questionado.

O principal mote da Magia do Caos é: Nada é verdadeiro, tudo é permitido - atribuído a Hassan i Sabbah - O Velho da Montanha, líder da Ordem dos Hashishins que impôs seu poderio no Oriente Médio medieval, influenciando os Templários, e consequentemente as ordens de magia contemporâneas que neles se inspiraram.

Como o "Fazes o que tu queres há de ser toda a Lei" de Crowley, essa frase é por vezes mal compreendida e interpretada de forma literal como "Não há verdade, então faça o que você quiser", quando "Nada é verdadeiro, tudo é permitido" significa algo como "Não existe uma verdade objetiva fora da percepção pessoal; assim sendo, qualquer coisa pode ser verdadeira e possível".

A ideia é que a crença é uma ferramenta que pode ser aplicada à vontade de formas conscientes. Alguns magistas do caos creem que ter crenças inusuais e por vezes bizarras é interessante como uma forma de considerar a flexibilidade de crenças e utilizá-las a seu dispor.

Magia do Caos no Brasil[editar | editar código-fonte]

A cada ano, novos magistas se tornam adeptos deste meta-sistema mágicko, especialmente no Brasil.

Encontra-se em plena atividade a sede sul-americana da I.O.T. com reuniões no Rio de Janeiro, e magistas independentes trabalham na divulgação da Magia do Caos, mesmo não pertencendo à I.O.T.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Leitura adicional[editar | editar código-fonte]

  • Clarke, Peter Bernard (2006). Psychology Press, ed. Encyclopedia of New Religious Movements. [S.l.: s.n.] pp. 105ff. ISBN 978-0-415-26707-6 
  • Dukes, Ramsey (2002). SSOTBME Revised: An Essay on Magic. [S.l.: s.n.] ISBN 0-904311-08-2 
  • Drury, Neville (2011). Stealing Fire from Heaven: The Rise of Modern Western Magic. [S.l.]: Oxford University Press. pp. 251ff. ISBN 978-0-19-975099-3 
  • Morris, Brian (2006). Religion and Anthropology: A Critical Introduction. [S.l.]: Cambridge University Press. pp. 303ff. ISBN 978-0-521-85241-8 
  • Penczak, Christopher (2007). The Temple of High Witchcraft: Ceremonies, Spheres and the Witches' Qabalah. [S.l.]: Llewellyn Worldwide. p. 58. ISBN 978-0-7387-1165-2 
  • Spare, Austin Osman. Ethos. [S.l.: s.n.] ISBN 1-872189-28-8 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

[[Categoria:Magia do caos]