Runas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Question book-4.svg
Esta página ou secção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo, o que compromete a verificabilidade (desde março de 2015). Por favor, insira mais referências no texto. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Alfabeto rúnico antigo (Futhark antigo)
Pedra rúnica de Skänninge com runas do século XI em Skänninge, Suécia
Osso com alfabeto rúnico, encontrado em Lund
Codex Runicus - um pergaminho do século XIII com as Leis da Escânia
Sino da Igreja de Saleby, com inscrições rúnicas de 1228
Pente de Vimose (Dinamarca) com a inscrição rúnica mais antiga que se conhece

As runas são letras características, usadas para escrever nas línguas germânicas da Europa do Norte, principalmente na Escandinávia, ilhas Britânicas e Alemanha (regiões habitadas pelos povos germânicos) desde o séc. II até ao séc. XI. Estes caracteres têm sido encontrados em pedras rúnicas, e em menor número em ossos e peças de madeira, assim como em pergaminhos e placas metálicas.[1][2][3][4]

Fehu f Uruz u Þurisaz þ Ansuz a Raido r Kaunan k Gebo g Wunjo w
Haglaz h Naudiz n Isaz i Jeran j Eihwaz ï Perþo p Algiz z Sowilo s
Tiwaz t Berkanan b Ehwaz e Mannaz m Laukaz l Ingwaz ŋ Dagaz d Oþalan o

As inscrições rúnicas mais antigas datam de cerca do ano 150. O alfabeto rúnico foi sucessivamente substituído pelo alfabeto latino, com o avanço do cristianismo na Europa central, no século VI, e na Escandinávia, no século XI.[3]

O alfabeto rúnico germânico primitivo tinha 24 runas, e era usado na Alemanha, Dinamarca e Suécia, desde a época inicial. Esta lista ordenada das runas é conhecida como Futhark antigo (devido às suas primeiras seis letras serem 'F', 'U' 'Th', 'A', 'R', e 'K' - ᚠᚢᚦᚨᚱᚴ), e foi usada até à Idade Média.

Alfabeto rúnico, na Pedra de Klyver, datada de 400


Na Escandinávia - Dinamarca, Suécia e Noruega, as inscrições mais antigas que se conhecem, usavam esses 24 carateres, tendo todavia esse alfabeto inicial sido sucessivamente reduzido a apenas 16 caracteres - o Futhark recente, também conhecido como "runas escandinavas".

Runen nordisch.jpg


A versão anglo-saxónica, com 28 carateres, é conhecida como Futhorc (um nome também com origem nas primeiras letras deste alfabeto).

Beagnoth Seax Futhorc.jpg

Contudo, o uso de runas persistiu para propósitos especializados, principalmente na Escandinávia, na área rural da Suécia até ao início do século XX (usado principalmente para decoração e em calendários rúnicos).[5]

Além do alfabeto, a cultura germânica antiga possuía um calendário, cujo ano se iniciava no dia 29 de Junho, representado pela runa Feob.

Nota[editar | editar código-fonte]

Runemal era a arte do uso de alfabetos rúnicos para obter respostas, como um oráculo, instrumento usado pelos iniciados nesta arte desde o pré-cristianismo para o auto-conhecimento. Arte denominada de pagã pelo cristianismo.

Origem Mitológica das Runas[editar | editar código-fonte]

Contam as lendas viquingues que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos da Edda poética, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII, contam esta aventura de Odin em algumas de suas estrofes:[6]

Esta é a criação mítica das Runas, na qual o sacrifício de Odin (que logo depois foi ressuscitado por magia) trouxe para a humanidade essa escrita alfabética antiga, cujas letras possuíam nomes significativos e sons também significativos, e que eram utilizadas na poesia, nas inscrições e nas adivinhações, mas que nunca chegaram a ser uma língua falada.

Transliteração do alfabeto rúnico[editar | editar código-fonte]

Rúnico Latino
Complexo Simplificado
F F
V V
U U
Ʀ Yr
Y Y
W W
Þ TH
Ð D
A A
Ô O
 A
Ō O
Ŏ O
Ó O
Œ Œ
R R
K
K K
G G
Ŋ NG
Ĝ G
Ƿ W
H H
Ĥ H
Ȟ H
H
N N
Ņ N
N
I I
E E
J J
Ǣ Æ
Ă A

Æ

Æ
P P
Z
S S
Š S
Ş S
C C
Z Z
T T
Ţ T
D D
B B
B
P
P
Ê E
M M
M
M
L L
Ŀ L
Nᵍ NG
N̂ᵍ NG
D
Ò O
IOR IOR
Ʀ̌
Ʀ̧
Ʀ̂
Q Q
X X
. .

:

:

Referências

  1. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Runorna». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 76. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  2. «runor». Norstedts uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts. 2007-2008. p. 1097. 1488 páginas. ISBN 9789113017136 
  3. a b Miranda, Ulrika Junker; Anne Hallberg (2007). «Runor». Bonniers uppslagsbok (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag. p. 833. 1143 páginas. ISBN 91-0-011462-6 
  4. Muceniecks, André (2014). «RUNAS: UMA INTRODUÇÃO». Notícias Asgardianas (7). Núcleo de Estudos Vikings e Escandinavos, Universidade Federal da Paraíba. pp. 5–10. ISSN 1679-9313. Consultado em 11 de novembro de 2018. 
  5. «Runor» (em sueco). Årsunda Viking. Consultado em 23 de dezembro de 2016. 
  6. Stålbom, Göran (1994). «Myten om runornas ursprung (Mito da origem da runas)». Runristningar (em sueco). Estocolmo: Fabel förlag. p. 14-18. 206 páginas. ISBN 91 7842 1705 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Runas