Egrégora

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Egrégora, ou egrégoro (do grego egrêgorein, "velar, vigiar"), é como se denomina a força espiritual criada a partir da soma de energias coletivas (mentais, emocionais) fruto da congregação de duas ou mais pessoas.[1] O termo pode também ser descrito como sendo um campo de energias extrafísicas criadas no plano astral a partir da energia emitida por um grupo de pessoas através dos seus padrões vibracionais.

Conceito geralː energia concentrada da coletividade[editar | editar código-fonte]

Segundo as doutrinas que aceitam a existência de egrégoras, elas estão presentes em todas as coletividades, seja nas mais simples associações, ou mesmo nas assembleias religiosas. Sendo assim, todos os agrupamentos humanos possuiriam suas egrégoras características (empresas, clubes, igrejas, famílias, partidos etc.), nas quais as energias dos indivíduos se uniriam e formariam uma entidade autônoma e mais poderosa que a simples soma aritmética das energias dos indivíduos.

Segundo seus defensores, a egrégora seria capaz de realizar, no mundo visível e palpável, as aspirações transmitidas ao mundo invisível pela coletividade geradora. Em miúdos, uma egrégora participaria ativamente de qualquer meio, seja ele físico ou abstrato. Quando a energia é deliberadamente gerada, ela formaria um padrão, ou seja, teria a tendência de se manter como está e de influenciar o meio ao seu redor. No mais, as egrégoras podem ser descritas como concentrações ou esferas energéticas criadas quando várias pessoas têm um mesmo objetivo. Trata-se de um conceito místico-filosófico com vínculos muito próximos à teoria das formas-pensamento, na qual todo pensamento e energia gerada têm existência, podendo circular livremente pelo cosmo.

Pode-se exemplificar o conceito de egrégora ao analisar um ambiente hospitalar, no qual o principal objetivo dos circunstantes é promover a cura. Portanto, um hospital carregaria, consigo, uma concentração de energias que buscam a cura, e estas estariam por todo canto — no chão, nas paredes, no nome —, recebendo e influenciando o pensamento coletivo e a moral de seus frequentadores (funcionários, pacientes e visitantes). Da mesma maneira, uma missa, um encontro de algumas ou muitas pessoas voltadas para promover um mesmo fim, seja a cura de alguém, o fim de um problema ou a superação de uma perda, teriam um grande poder de formar energias positivas e, através delas, promover mudanças.

Qualquer tipo de congregação seria, portanto, a condição crucial para a formação de uma egrégora, que seria as muitas mentes voltadas para um único objetivo, gerando tal concentração de energia.

Teosofia[editar | editar código-fonte]

O ponto de vista defendido pela teosofia encontra eco em diversas outras linhas de pensamento, especialmente religiosas. Segundo ele, as incontáveis formas pensamento em que vivemos mergulhados nos afetam continuamente. Portanto, ter conhecimento delas pode nos permitir utilizá-las em nosso favor, ou ao menos evitar que sejamos influenciados negativamente. Funcionaríamos, segundo essa visão, de forma semelhante a um aparelho de rádio, sintonizando, através de nossos pensamentos e emoções, as frequências das egrégoras ao nosso redor, e dessa forma potencializando seus efeitos, tanto em nossos corpos quanto na própria egrégora, o que tornaria sua existência mais longa.[2]

Na Bíblia[editar | editar código-fonte]

Um possível exemplo bíblico de egrégora pode ser quando Jesus disse:

Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.[3]

Referências

  1. Editores do Aulete (2007). «Verbete: egrégora». Dicionário Caldas Aulete. Consultado em 15 de junho de 2014. 
  2. Maurício Medeiros. «Em Sintonia com as Egrégoras». Consultado em 18 de março de 2013. 
  3. Mateus 18:20 - ACF

Referências[editar | editar código-fonte]

  • BAYARD, Jean-Pierre. Os Talismãs: Psicologia e poderes dos símbolos de proteção. São Paulo: Editora Pensamento, 1985 (ISBN 85-315-0647-6).
  • BOUCHER. Jules. A Simbólica Maçônica: Segundo as Regras da Simbólica Tradicional. 11.ª Edição - São Paulo: Editora Pensamento. 2006. (ISBN 85-315-0625-5).