Vitalismo

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No início do século XIX, a síntese de ureia a partir de compostos inorgânicos veio refutar a hipótese vitalista de que só os organismos podiam ser componentes dos seres vivos.

Vitalismo é a crença de que os organismos vivos são fundamentalmente diferentes dos objetos inanimados por conterem algum elemento metafísico ou por serem governados por diferentes princípios desses objetos.[1] Nos casos em que o vitalismo refere explicitamente esse princípio vital, geralmente dá-lhe o nome de "energia vital", "impulso vital" ou "elã vital", um conceito semelhante ao da alma.[2][3]

Nos séculos XVIII e XIX, o vitalismo era tema de discussão entre os biólogos, divididos entre os que acreditavam que as leis da mecânica ou da física acabariam por explicar a diferença entre vida ou não vida, e os que acreditavam que a vida não poderia ser reduzida a processos mecânicos. Estes últimos, os biólogos vitalistas, chegaram a propor hipóteses testáveis com o objetivo de demonstrar que as explicações mecânicas eram insuficientes, mas estas experiências não conseguiram demonstrar a existência do vitalismo. Desde o início do século XX que os biólogos consideram o vitalismo refutado por evidências empíricas, pelo que o enquadram no campo da religião, e não da ciência.[2]

Referências

  1. Bechtel, William; Williamson, Robert C. (1998). E. Craig, ed. Vitalism. Routledge Encyclopedia of Philosophy. [S.l.]: Routledge 
  2. a b Williams, Elizabeth Ann (2003). A Cultural History of Medical Vitalism in Enlightenment Montpellier. [S.l.]: Ashgate. p. 4. ISBN 978-0-7546-0881-3 
  3. «Vitalismo». Infopédia. Consultado em 25 de novembro de 2017