Medicina ortomolecular

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A Medicina ortomolecular (pronuncia-se ôrto ou órto) é uma prática de Medicina Alternativa que recomenda o uso de quantidades de biomoléculas acima dos limites definidos pela Medicina[1] . Tal prática é proibida pelo Conselho Federal de Medicina brasileiro[2] e é considerada pseudocientífica, enganosa, fraudulenta e potencialmente perigosa pela Asociación Española de Dietistas-Nutricionistas [1] .

Essa prática tem suas raízes quando, nos anos de 1950, uma série de psiquiatras criaram a terapia megavitamínica, que consistia na aplicação de dosagens massivas de vitamina B3 em pacientes psiquiátricos[3] . Com o tempo, a terapia foi ampliada e passou a usar outras vitaminas, minerais, hormônios e dietas, combinados com medicamentos e com eletroconvulsoterapia (eletrochoque).

No início da década de 1980, uma força tarefa da Associação Psiquiátrica Americana analisou a literatura produzida pelos defensores dessa terapia e concluiu que suas alegações não tem credibilidade, classificando a vasta campanha de publicidade utilizada por eles como deplorável[3] . A Sociedade Americana do Câncer afirma que os estudos disponíveis não são capazes de demonstrar qualquer melhora na condição dos pacientes[4] .

Segundo o Instituto de Medicina dos Estados Unidos e a Autoridade Européia de Segurança Alimentar, exceder os limites de tolerância de substâncias no corpo pode trazer efeitos adversos tanto a curto quanto a longo prazo[4] .

Veja também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b María Luisa Torres (29/09/2012). «El Verso De La Medicina Ortomolecular» (em espanhol). Consultado em 23/03/2016. 
  2. RESOLUÇÃO CFM Nº 2.004/2012
  3. a b TERAPIA ORTOMOLECULAR - Por Stephen Barret, MD(em espanhol)
  4. a b Maria Manera (24/02/2012). «Nutrición ortomolecular, una terapia desaconsejada» (em espanhol). Consultado em 23/03/2016.