Amit Goswami

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Amit Goswami
Nascimento 4 de novembro de 1936 (82 anos)[carece de fontes?]
Alma mater Universidade de Calcutá
Instituições Universidade de Oregon
Campo(s) Física quântica[1]
Misticismo quântico[2]
Ativismo quântico[3]

Amit Goswami (4 de novembro de 1936)[carece de fontes?] é um autor de livros de autoajuda e professor aposentado de Física Teórica da Universidade de Oregon, bem como estudioso da Parapsicologia[4] e defensor de uma linha de pensamento pseudocientífico conhecida como misticismo quântico.[5][6][2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de um guru hinduísta, perseguiu uma carreira como Físico até eventualmente tornar-se doutor no campo da Física Quântica pela Universidade de Calcutá, na Índia, em 1964. Ao longo da carreira foi professor no Departamento de Física da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, e membro do Instituto de Ciências Noéticas.[3][7][4] Apesar de atuar inicialmente como professor e pesquisador no campo da física teórica, mais tarde passou a se dedicar ao estudo da parapsicologia sob a justificativa de que este campo representaria uma intersecção entre "ciência e consciência".[1]

Segundo algumas publicações na imprensa nacional, o autor é "conhecido no mundo inteiro por defender a substituição do materialismo pela consciência como base do mundo",[7] ou mesmo como "uma referência mundial entre aqueles que buscam conciliar a ciência e a espiritualidade", frequentemente entrando em atrito com os que ele chama de céticos, representados pelo cientista materialista, o teólogo cristão e o filósofo ocidental.[8][9][10] Amit Goswami escreveu um grande número de artigos publicados em revistas de medicina, economia e psicologia.[carece de fontes?] Entre os suas publicações de caráter não acadêmico encontram-se alguns livros com vendagem considerável no Brasil como "A Física da Alma", "Criatividade para o Século 21" e "O Ativista Quântico".[7][3] Também é autor do livro "Quantum Mechanics", que de acordo com o Instituto de Ciências Noéticas seria supostamente usado em cursos introdutórios sobre física quântica em várias universidades.[4]

No ano de 2007, em uma de suas visitas ao Brasil visando promover a venda de seus livros, Goswami participou de uma entrevista no programa Roda Viva, onde foi confrontado por Maurício Tuffani (jornalista especializado em ciência e editor-chefe das revistas Galileu e Scientific American Brasil), acerca da baixíssima projeção de seu trabalho em âmbito científico no que diz respeito à Física teórica. Durante a entrevista Tuffani, apresentou registros da base de dados "Web of Science", que indicavam apenas nove trabalhos publicados por Goswami desde janeiro de 1986 e que tiveram, até a véspera da entrevista, apenas 46 citações em todo o mundo — sendo quase todas dele mesmo ou de seus colaboradores — em artigos indexados nessa base de dados. A partir destes dados o jornalista concluiu que seu trabalho era irrelevante do ponto de vista científico, uma vez que não conta com o reconhecimento de seus pares.[5]

Em 2016 o autor indiano retornou ao Brasil afim de participar do primeiro "Congresso Internacional da Felicidade", um evento hospedado em Curitiba que busca abordar a felicidade a partir das mais variadas perspectivas teóricas. Naquela oportunidade o jornal paranaense Gazeta do Povo consultou os físicos Dr. Laerte Sodré Júnior (diretor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), e Dr. Alexandre Zabot (Professor de Astrofísica e Engenharia Aeroespacial da UFSC), que tiveram críticas contundentes em relação à postura de Goswami. De acordo com o professor Zabot, "Fenômenos psíquicos, curas de doenças ou bem-estar do ser humano jamais foram objeto de trabalho dos físicos" afirmando ainda que a comunidade científica não apoia essas doutrinas exóticas e portanto o mero fato de Goswami ostentar um doutorado não lhe confere automaticamente legitimidade científica para propagar este tipo de ideia.[11] Já o doutor Sodré Júnior foi ainda mais incisivo, avaliando que Amit Goswami meramente "vende bobagens fantasiadas de ciência", classificando-o como um enganador.[11]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Alguns de seus livros foram traduzidos para o português:[9]

  • A Física da Alma
  • Criatividade Quântica
  • Criatividade para o Século XXI
  • A Janela Visionária
  • O Médico Quântico
  • O Universo Autoconsciente
  • Evolução Criativa
  • O Ativista Quântico
  • Deus não está morto

Referências

  1. a b Programa Roda Viva, da TV Cultura, de 11/02/2008
  2. a b «Quantum Quackery - CSI». www.csicop.org. Consultado em 26 de julho de 2016 
  3. a b c Júnior, Edvaldo. "SP: físico quântico Amit Goswami retorna ao Brasil" Arquivado em 17 de outubro de 2013, no Wayback Machine.. Brasil Diário, 30/08/2013
  4. a b c Directory of IONS - Institute of Noetic Sciences, acesso em 19 de dezembro de 2015[ligação inativa]
  5. a b «A distorção quântica volta ao Brasil». Direto da Ciência. Consultado em 26 de julho de 2016 
  6. «Picaretagem quântica no "congresso da felicidade"». 19 de julho de 2016. Consultado em 26 de julho de 2016 
  7. a b c Pinheiro, Roberta. "Físico Amit Goswami chama a atenção de seguidores em palestra em Brasília". Correio Braziliense, 25/02/2015
  8. Araújo, Ariadne. "Cientista usa física quântica para provar que Deus existe". Folha de S.Paulo, 27/10/2010
  9. a b Galli, Marcelo. "Evangelho para uma nova Ciência" Arquivado em 22 de dezembro de 2015, no Wayback Machine.. Revista Psique — Ciência e Vida, 60
  10. "Brasília: palestra sobre Ativismo Quântico com Amit Goswami"[ligação inativa]. EcoRede, mar/2015
  11. a b «"Picaretagem quântica no "congresso da felicidade""». Gazeta do Povo. Consultado em 2 de setembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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