Grafologia

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Grafologia é um estudo pseudocientífico[1][2][3][4] que utiliza a análise da escrita para inferir sobre traços de personalidade. A palavra é por vezes usada incorretamente para se referir à análise forense de documentos. Neste caso, o termo correto seria grafotécnica ou grafoscopia.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Apesar inúmeros estudos científicos comprovarem sua ineficácia em identificar características da personalidade[5][6], milhares de empresas usaram a grafologia nos últimos anos, por exemplo, para seleção de candidatos.[7]

A principal crítica à grafologia é a inexistência de base científica que sustente o uso dessa técnica para a investigação da personalidade. A técnica de análise grafológica também é criticada por utilizar regras associativas de caráter simbólico ou analógico sem validade comprovada. Após longos estudos, a sociedade britânica de psicologia definiu a grafologia com "validade zero".[8]

Em uma metanálise com mais de 200 estudos comparando a grafologia com outros exames de personalidade, concluiu que a grafologia não consegue prever nenhum traço de personalidade.[9]

Os críticos da grafologia alegam ainda que não há provas de que a mente inconsciente seja um reservatório que guarda a verdade sobre uma pessoa e muito menos de que a grafologia ofereça um portal para esse reservatório. Boa parte da suposta comprovação é por efeito Forer, ou seja, quando se sugere a uma pessoa que ela reconhece em si algum traço de personalidade amplo, comum e subjetivo, pessoas sugestionáveis costumam concordar e considerar como algo peculiar de si mesmo.[10]

Referências

  1. Roy N. King and Derek J. Koehler (2000), "Illusory Correlations in Graphological Inference", Journal of Experimental Psychology: Applied 6 (4): 336–348
  2. Fluckiger, Fritz A, Tripp, Clarence A & Weinberg, George H (1961), "A Review of Experimental Research in Graphology: 1933 - 1960", Perceptual and Motor Skills 12: 67–90
  3. Bayne, R., & O'Neill, F. (1988), "Handwriting and personality: A test of some expert graphologists' judgments", Guidance and Assessment Review (4): 1–3.
  4. Lighton, R E (1934). "A Graphological Examination of the Handwriting of Air Pilots". Thesis in the Faculty of Arts (University of Pretoria).
  5. Driver, Russel H.; M. Ronald Buckley y Dwight D. Frink (abril de 1996). «Should We Write Off Graphology?». International Journal of Selection and Assessment 4 (2): 78-86. doi:10.1111/j.1468-2389.1996.tb00062.x.
  6. Furnham, Adrian; Barrie Gunter (1987). «Graphology and Personality: Another Failure to Validate Graphological Analysis.». Personality and Individual Differences 8: 433-435. doi:10.1016/0191-8869(87)90045-6.
  7. Jonathan Duffy e Giles Wilson (1º de fevereiro de 2005). «Writing wrongs» (em inglês). BBC News. 
  8. Duffy, Jonathan; Giles Wilson (2005-02-01). "Writing wrongs". BBC News Magazine. Retrieved 2008-06-24.
  9. Jennings, D. L., Amabile, T. M., and Ross, L. (1982), Informal covariation assessment: Data-based versus theory-based judgments. In D. Kahneman, P. Slovic, & A. Tversky (Eds.), Judgment under uncertainty: Heuristics and biases, Cambridge, England: Cambridge University Press, pp. 211–238
  10. Ana Luiza Barbosa de Oliveira (20/04/04). «Investigando a grafologia». Grafologia. Projeto Ockham.