Teoria das hidroplacas

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A Teoria das Hidroplacas é uma teoria de linha criacionista proposta pelo engenheiro mecânico norte-americano Walter Brown, em 1980,[1] em seu livro In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood. Esta teoria defende uma explicação alternativa à tectônica de placas, defendendo que a atual formação geológica terrestre, seria consequência de um evento catastrófico em decorrência de uma inundação global, sendo considerada por grande parte da classe científica como uma teoria baseada em pseudociência.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

A teoria tenta explicar 25 feições geológicas da Terra, baseando-se nos conceitos do movimento criacionista Young Earth Creationism (YEC), partindo do princípio de que o planeta teria surgido há cerca de seis mil anos. Segundo a teoria, a Terra teria apresentado originalmente continentes contínuos, com muito menos água nos oceanos e baixas montanhas[1] e a configuração atual da Terra teria se formado repentinamente através de um evento cataclísmico.[1] Esta teoria, no entanto, encontra-se em choque com os dados atuais que afirmam que a idade exata da terra pode não ser conhecida, mas é conhecida com um grau de incerteza de 1% defendendo que tem entre 4,5 e 4,6 bilhões de anos.

Publicada por Walter Brown em seu livro In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood, a teoria das hidroplacas é considerada, por geólogos e cientistas evolucionistas, como uma pseudociência, segundo os quais existem explicações científicas consistentes e válidas para a geomorfologia atual, bem como supostos explicações para a origem cultural do dilúvio universal.[2]

Descrição[editar | editar código-fonte]

Os eventos que descrevem a teoria das hidroplacas são divididos em quatro etapas: fase de ruptura, fase de inundação, fase da deriva continental e fase de acomodação.

Fase de ruptura[editar | editar código-fonte]

Segundo Brown, por volta de 4.500 anos atrás, a Terra teria apresentado características diferentes das atuais, com pressão atmosférica elevada (aproximadamente 6 atm), relevo de baixas altitudes e oceanos menos profundos e de baixa salinidade. Também teria possuído um único supercontinente e um lençol de água subterrâneo homogêneo de aproximadamente 1 km de espessura, com cerca de metade da atual quantidade de água dos oceanos, que se situaria cerca de 15 km abaixo da superfície.

Um aumento de pressão da água subterrânea sobre rochas com menor resistência teria promovido uma ruptura da crosta terrestre, lançando violentamente uma enorme mistura de água, terra e rocha na superfície, com uma energia superior à explosão de dez bilhões de bombas de hidrogénio.[3] [4] [5]

Fase de inundação[editar | editar código-fonte]

Ao chegar à estratosfera, a água lançada teria congelado rapidamente, produzindo cristais de gelo que, ao caírem, teriam originado uma forte chuva torrencial, ao mesmo tempo que teriam promovido o congelamento instantâneo de animais como o mamute, encontrado na Sibéria e no Alasca.

A água em alta pressão emergindo das rupturas teria produzido o grande volume de sedimentos que agora cobrem todo o globo terrestre. Esses sedimentos teriam soterrado plantas e animais, formando os registros fósseis. A Bíblia descreve a inundação global como sendo o Dilúvio e, segundo ela, teria ocorrido em quarenta dias de chuvas contínuas.

Fase da deriva continental[editar | editar código-fonte]

A erosão promovida pela água em alta pressão teria alargado rapidamente o tamanho das rupturas da crosta terrestre, promovendo a compressão de rochas. O leito do oceano, que até então era plano, teria começado a emergir, formando as cordilheiras mesoceânicas, cobrindo 74.000 km ininterruptos do fundo oceânico.

As placas continentais, definidas como hidroplacas pela teoria de Brown, ainda contendo água subterrânea lubrificante, teriam deslizado rapidamente pelo oceano. Ao encontrarem resistência, as rochas das hidroplacas teriam sido comprimidas como uma espécie de "efeito mola", formando as montanhas acima do oceano e as fossas abissais abaixo deste. Isso teria acarretado o surgimento de oceanos mais profundos, e, ao mesmo tempo, por causa da compactação de rochas, continentes mais altos.

Fase da acomodação[editar | editar código-fonte]

O movimento dos continentes, em velocidades aproximadas de 60 km/h, teria aberto profundas bacias oceânicas, nas quais as águas da inundação teriam se retraído. Nos continentes, cada cavidade teria moldado depressões ou bacias, as quais naturalmente teriam sido preenchidas com água, produzindo os lagos. A erosão das águas continentais teria produzido cânions em pouco tempo.

Oceanos Subterrâneos[editar | editar código-fonte]

Descobertas recentes tem demostrado a existência de oceanos subterrâneos de profundidade de 600 km. Seu conteúdo poderia encher três vezes o volume atual dos oceanos da superfície. Ainda foi mapeado toda água logo abaixo da superfície terrestre sendo estimado um volume capaz de cobrir todo planeta por até 180 metros de profundidade. [6] [7] [8]

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. a b c Compelling Evidence for Creation and the Flood, 8th Edition (2008), by Dr. Walt Brown - A Teoria das Hidroplacas Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "Brown" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  2. Sabbatini
  3. The Hydro-Plate Theory and The Great Flood
  4. [1]
  5. [2]
  6. [3]
  7. [4]
  8. [5]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Brown, Walter; In the Beginning: Compelling Evidence for Creation and the Flood; 8ª Edição (Center for Scientific Creation. All rights reserved)
  • Lourenço, J.B., Adauto; Como Tudo Começou; Uma Introdução ao Criacionismo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]