Do-in

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Os mesmos pontos utilizados na Acupuntura são a base do Do-In

Do-in é uma técnica de automassagem de origem oriental, que basicamente utiliza a pressão dos dedos das mãos em pontos específicos do corpo humano, com objetivo de trazer alívio, prevenir, identificar e tratar enfermidades, como dores de diversas origens e problemas relacionados ao estresse, como ansiedade e insônia[1][2][3][4][5][6].

Os pontos massageados no Do-In são os mesmos utilizados em outras práticas da medicina tradicional chinesa e japonesa, como a acupuntura, e se localizam nos chamados meridianos energéticos do corpo humano[1][2][3][4][5][6].

Tem ancestralidade comum à outras massagens orientais, como o Tuiná e o Shiatsu[3][4][5].

Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Do-In", palavra de origem japonesa[3][4][5], significa literalmente "o caminho da casa", sendo a "casa" uma metáfora para o corpo humano saudável[3][5][6].

Origens[editar | editar código-fonte]

O Do-in tem suas origens nas práticas milenares de automassagem da medicina chinesa antiga, que remontam a mais de 5000 anos de idade, no período do Imperador Amarelo, que com seus livros clássicos criou as bases da medicina tradicional chinesa[3][4][6]. Ainda na antiguidade, estas técnicas ancestrais de auto-massagem espalharam-se rapidamente pelo resto do oriente[6], ao longo dos anos se adaptando em cada cultura.

Assim, apesar da ancestralidade chinesa, foi no Japão que o termo "Do-in" foi cunhado[3][4][6] e popularizado para o ocidente no século XX, através de japoneses como George Ohsawa e Michio Kushi[5]. No Brasil, o popularizador desta técnica é Juracy Cançado, autor de vários livros no século XX sobre o assunto[1][5].

Princípios[editar | editar código-fonte]

Sedação e estimulação[editar | editar código-fonte]

O do-in serve-se dos mesmos pontos utilizados na acupuntura para tratar e prevenir distúrbios e enfermidades no corpo, restaurando, segundo os conceitos da medicina chinesa tradicional, o fluxo da energia Ki, onde esta tenha sofrido bloqueios ou desequilíbrios[1][3][5][6].

É usada também como técnica de primeiros socorros para certos males, na qual o próprio paciente se auto-aplica a massagem[1][2][4][5][6].

A massagem consiste, basicamente, no emprego de dois tipos de toque[4][6]:

  • Sedação - pressão contínua sobre um ponto;
  • Estimulação - pressão intermitente sobre um ponto.

Visão holística do Do-In[editar | editar código-fonte]

De acordo com Michio Kushi, popularizador no ocidente de métodos orientais de saúde, o Do-In deve funcionar aliado e integrado à outras práticas, como cuidados com a dieta, respiração, relações sociais e caminho espiritual[5].

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. a b c d e Camargo, Juliana (9 de setembro de 2015). «Do-in: Automassagem em pontos combate dores em todo o corpo». Revista Vida Natural - Ed. 51. Consultado em 14 de outubro de 2018 
  2. a b c Meurer, Kíria (23 de janeiro de 2009). «Reportagem "Alívio na ponta dos dedos"». Site do programa televisivo "Globo Repórter". Consultado em 14 de outubro de 2018 
  3. a b c d e f g h Sousa, Islandia M. C. (2004). «Medicina alternativa nos serviços públicos de saúde: a prática da massagem na área programática 3.1 no município do Rio de Janeiro» (PDF). Dissertação de Mestrado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca - Fundação Oswaldo Cruz. Consultado em 14 de outubro de 2018 
  4. a b c d e f g h Gonsalves, Paulo Eiró (1999). Medicinas alternativas: os tratamentos não-convencionais. Brasil: Instituição Brasileira de Difusão Cultural. pp. (Pg. 43). Consultado em 14 de outubro de 2018 
  5. a b c d e f g h i j Kushi, Michio (1985). O Livro do Do-In. São Paulo: Editora Ground. 228 páginas. Consultado em 13 de outubro de 2018 
  6. a b c d e f g h i Cançado, Juracy (1993). Do-In - Livro Dos Primeiros Socorros - Volume 1. São Paulo: Editora Ground. Consultado em 13 de outubro de 2018 
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