Pseudomedicina

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Pseudomedicina é qualquer prática de medicina cujos proponentes alegam ser eficaz no diagnóstico ou tratamento de determinadas condições médicas, mas que foi refutada por evidências ou que nunca foi provada e a o consenso científico considera que nunca o será. É diferente da medicina experimental, que é medicina que ainda não foi provada, mas que se encontra em processo de ser aprovada com possibilidade de vir a ser aceite, ou que foi desacreditada e rejeitada.

Definição e história[editar | editar código-fonte]

Pseudomedicina designa tratamentos que alegam ser conceitos operacionais da medicina, mas que não apresentam benefícios objetivos e verificáveis ou que são incompatíveis com o estado do conhecimento em determinado campo da medicina baseada em evidências.[1] Em termos históricos, o termo começou a ser usado no início do século XX pela Associação Médica Americana, ao combater charlatanismo e pseudomedicina para se demarcar de práticas pseudocientíficas.[2]

O National Council Against Health Fraud afirma que a existência de pseudomedicina é o resultado de forças do mercado: de um lado, a procura por soluções milagrosas associadas à alienação pela medicina e, por outro, pela existência de empreendedores dispostos a suprir essa procura.[3]

Lista de campos considerados pseudomedicina[editar | editar código-fonte]

  • Acupunctura: uma forma de medicina alternativa em que são inseridas agulhas finas no corpo. É um componente essencial da medicina tradicional chinesa.[4]
  • Quiropraxia: um sistema de medicina baseado nas crenças de Daniel David Palmer (1845–1913), que propôs que a coluna vertebral e a musculatura subjacente regulam todos os aspetos da saúde humana.[4]
  • Homeopatia: um sistema de medicina criado por Samuel Hahnemann que contradiz os princípios fundamentais da patologia, física e química.[5]
  • Naturopatia: um sistema de medicina com base no vitalismo e naquilo que denominam tratamentos "naturais", incorporando métodos de vários ramos de medicina alternativa.[6][7]
  • Osteopatia: um conjunto de técnicas baseado nas ideias de Andrew Taylor Still (1828–1917), que propôs que uma camada de tecido interligada no corpo humano podia ser manipulada para tratar doenças sistémicas.[4]
  • Frenologia: um conjunto de práticas focadas essencialmente nas medições do crânio humano, com base no conceito de que o cérebro é o órgão da mente, e que determinadas áreas possuem funções específicas.[4][8]
  • Reiki: uma pseudociência baseada na manipulação do "chi", cujos proponentes alegam ser uma força vital universal, embora não haja qualquer evidência da existência de tal força.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Gilson S, dePoy E (1 de setembro de 2015). O'Reilly M, Nina Lester J, eds. Child Mental Health: A Discourse Community. The Palgrave Handbook of Child Mental Health. [S.l.]: Palgrave Macmillan. p. 190. ISBN 978-1-137-42832-5 
  2. Boyle EW (2007). «Chapter 4:AMA Investigations and Propaganda for Reform». The Boundaries of Medicine: Redefining Therapeutic Orthodoxy in an Age of Reform. [S.l.]: ProQuest. p. 194. ISBN 978-0-549-27005-8 
  3. «NEJM focuses on pseudomedicine». NCAHF Newsletter (March/April). 1992 
  4. a b c d Swanson ES (2015). «Pseudoscience». Science and Society: Understanding Scientific Methodology, Energy, Climate, and Sustainability. [S.l.]: Springer. p. 65. ISBN 978-3-319-21987-5 
  5. «Evidence Check 2: Homeopathy». Parliament.uk. Parliament.uk. Consultado em 16 de abril de 2017 
  6. Swanson, Eric (2016). Science and Society - Understanding Scientific Methodology. New York: Springer. p. 68. ISBN 978-3-319-21986-8. Consultado em 9 de novembro de 2016 
  7. Atwood IV, Kimball. C. (26 de março de 2004). «Naturopathy, pseudoscience, and medicine: Myths and fallacies vs truth». Medscape General Medicine. 6 (1): 33. PMC 1140750Acessível livremente. PMID 15208545 
  8. Fodor, Jerry A. (1983). Modularity of Mind: An Essay on Faculty Psychology. Cambridge, Mass.: MIT Press. ISBN 0-262-56025-9 p.14, 23, 131