Michael Behe

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Michael Behe
Michael J. Behe
MichaelBehe.jpg
Conhecido(a) por Complexidade irredutível
Nascimento 18 de janeiro de 1952 (68 anos)
Altoona, PA
Estados Unidos
Nacionalidade Estadunidense
Cônjuge Celeste Behe
Alma mater Universidade da Pensilvânia
Instituições Universidade Lehigh, Discovery Institute, Center for Science and Culture
Campo(s) Bioquímica
Tese Investigation of some physical chemical factors affecting the gelation of sickle cell hemoglobin.

Michael J. Behe ( /ˈbh/), nascido em 18 de janeiro de 1952,[1] é um bioquímico estadunidense, autor e defensor da pseudociência conhecida como design inteligente.[2][3] Ele é professor de bioquímica na Universidade Lehigh e membro sênior do Centro de Ciência e Cultura do Discovery Institute.

Behe é mais conhecido como um defensor da validade do argumento da complexidade irredutível,[4] que afirma que algumas estruturas bioquímicas são complexas demais para serem explicadas por mecanismos evolutivos conhecidos e, portanto, provavelmente resultado de design inteligente. Behe testemunhou em vários casos judiciais relacionados ao design inteligente, incluindo o caso Kitzmiller v. Dover Area School District, onde suas opiniões foram citadas na sentença final, que decidiu que o design inteligente não é ciência e é de natureza religiosa.[5]

As alegações de Behe sobre a complexidade irredutível das estruturas celulares essenciais foram rejeitadas pela grande maioria da comunidade científica[6][7] e seu próprio departamento de biologia na Universidade de Lehigh publicou uma declaração repudiando as opiniões de Behe e o design inteligente.[8][9]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Parte de uma série de artigos sobre
Design inteligente
Um relógio de bolso do tipo savonette
Conceitos

Complexidade Irredutível
Complexidade especificada
Universo bem afinado
Designer inteligente
Realismo teísta
Criacionismo
Tedeísmo

Movimento
do design inteligente

Cronologia
Discovery Institute
Center for Science and Culture
Estratégia da cunha
Análise Crítica da Evolução
Ensine a Controvérsia
Design inteligente na política
Kitzmiller v. Dover Area School District

Reações

Judaísmo · Católica Romana
Organizações científicas

Portal do Criacionismo

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Michael Behe no Facebook
  2. Boudry, Maarten; Blancke, Stefaan; Braeckman, Johan (2010). «Irreducible Incoherence and Intelligent Design: A Look into the Conceptual Toolbox of a Pseudoscience» (PDF). The Quarterly Review of Biology. 85: 473–482. PMID 21243965. doi:10.1086/656904 – via Universiteit Gent 
  3. Lents, Nathan (8 de fevereiro de 2019). «Defending Darwin: Scientists Respond to Attack on Evolution». City University of New York (CUNY) (em inglês). Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2020 
  4. Caponi, Gustavo (2013). «El 18 Brumario de Michael Behe: La teoría del diseño inteligente en perspectiva histórico-epistemológica». Filosofia e História da Biologia (em espanhol). 8 (2): 253–278. ISSN 1983-053X 
  5. Wikisource-logo.svg Kitzmiller v. Dover Area School District - Conclusion no Wikisource em inglês.
  6. Debate na revista Stanford Review
  7. Case, Steve (1999). «Why Evolution Must Not Be Ignored». The Washington Post (Web chat). Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2020 
  8. «Department Position on Evolution and 'Intelligent Design'». Department of Biological Sciences (em inglês). Bethlehem, PA: Lehigh University. 2003. Arquivado do original em 13 de outubro de 2005 
  9. «Intelligent-design backer fires back at critics». NBCNews.com. New York: NBCUniversal. MSNBC News Services; Associated Press; Reuters. 2005. Cópia arquivada em 9 de fevereiro de 2020 
  10. Lents, Nathan H.; Swamidass, S. Joshua; Lenski, Richard E. (8 de fevereiro de 2019). «The end of evolution?». Science (em inglês). 363 (6427): 590–590. ISSN 0036-8075. doi:10.1126/science.aaw4056. Ultimately, Darwin Devolves fails to challenge modern evolutionary science because, once again, Behe does not fully engage with it. He misrepresents theory and avoids evidence that challenges him. 
  11. Lang, Gregory I.; Rice, Amber M. (13 de março de 2019). «Evolution unscathed: Darwin Devolves argues on weak reasoning that unguided evolution is a destructive force, incapable of innovation». Evolution. 73 (4): 862–868. ISSN 1558-5646. doi:10.1111/evo.13710. By reviewing Behe's latest book, we run the risk of drawing attention—or worse, giving credibility—to his ideas. Books like Darwin Devolves, however, must be openly challenged and refuted, even if it risks giving publicity to misbegotten views. Science benefits from public support. Largely funded by federal grants, scientists have a moral responsibility (if not a financial obligation) to ensure that the core concepts of our respective fields are communicated effectively and accurately to the public and to our trainees. This is particularly important in evolutionary biology, where—over 150 years after On the Origin of Species—less than 20% of Americans accept that humans evolved by natural and unguided processes 
  12. Martins, Maurício Vieira (2001). «De Darwin, de caixas-pretas e do surpreendente retorno do 'criacionismo'». História, Ciências, Saúde-Manguinhos. 8 (3): 739–756. ISSN 0104-5970. doi:10.1590/S0104-59702001000400013. Interessa-nos sobretudo surpreender textualmente a emergência de um certo pensamento, criacionista, no interior de um argumento que se apresenta, de início, como científico. Assim, é o próprio texto de Behe que nos fornece as evidências da visível extrapolação que, aparentemente em nome da bioquímica, acaba lançando a discussão para uma órbita bastante distinta daquela anunciada nos momentos iniciais da obra. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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