Magnetoterapia

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Magnetoterapia é uma terapia praticada pela medicina alternativa baseada na suposta influência dos campos magnéticos estáticos sobre o corpo humano. Os adeptos desta prática afirmam que ela seria capaz de tratar efetivamente diversas doenças sobretudo de ordem reumática. Tais afirmações, todavia, carecem de base científica.[1] No Brasil, esta terapia passou a fazer parte da atuação do profissional fisioterapeuta a partir da Resolução COFFITO nº 380/2010.

Reconhecimento científico[editar | editar código-fonte]

Embora tratamentos baseados na aplicação de campos magnéticos tenham encontrado aceitação na cultura popular praticamente desde que os ímãs foram descobertos, há total falta de evidências científicas sobre a eficácia destes métodos. Alguns estudos controlados sugerem que campos magnéticos estáticos (tais como os gerados por ímãs) não causam nenhuma ou quase nenhuma influência sobre o corpo humano, mesmo em intensidades ordens de grandeza maiores que as praticadas nestas terapias.

Críticos desta terapia acrescentam ainda que algumas pessoas, como os operadores de equipamentos de ressonância magnética, são expostos freqüentemente a campos magnéticos extremamente intensos (superiores a 1 tesla) sem nenhum efeito observado em sua saúde (seja benéfico ou não).

Respaldando  as informações quanto  aos efeitos da  terapia  magnética, vamos apresentar alguns estudos realizados sobre  o  assunto  e  seus consequentes resultados:

  1. Estudo realizado na  Universidade Sul Coreana durante o período de Junho a Outubro de 1992, demonstrou um maior alívio das dores de cólicas menstruais em pacientes que utilizaram magnetos.[carece de fontes?]
  2. O estudante  do oitavo semestre da Faculdade de Ciências Biológicas do México, ganhou o primeiro lugar na categoria ciências da saúde do  concurso  “Certamen Juvenil  de  Ciências Biológicas”  ao desenvolver um protótipo  com eletro magnetismo, que  estimula  a regeneração  do  tecido  celular, acelerando  assim o  processo  de cicatrização.[carece de fontes?]
  3. Estudo realizado no Hospital Militar Central “Dr. Carlos Finlay” em Cuba, publicado  na Revista  Cubana  de Medicina Militar, julho a dezembro  de  1995, demonstrou regressão  ou melhora  em 60% dos pacientes portadores do Mal de Alzheimer, nos casos de tratamento combinando a ozonoterapia com magnetos.[carece de fontes?]
  4. Estudo  realizado na  Universidade Cranfield  em Bedfordshire, publicado  na  Revista  “New  Scientist”  em 25  de  abril de  1998, demonstrou  que  piscinas com águas magnetizadas, aumentaram a ação do desinfetante  hipoclorito  de sódio  em 30% mais dos que  as piscinas com água sem tratamento prévio com imãs.[carece de fontes?]

Exploração comercial[editar | editar código-fonte]

Existem no mercado diversos dispositivos destinados à magnetoterapia, tais como pulseiras, colchões, travesseiros e até mesmo magnetizadores de água.

As vendas mundiais da indútria relacionada à terapia magnética somam mais de um bilhão de dólares americanos por ano,[2][3]

Um relatório da Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos sobre atitude e entendimento público observou que a terapia magnética não é "nem um pouco científica" (not at all scientific).[4] Numerosos vendedores fazem afirmação sem fundamentos sobre a terapia magnética usando pseudociência e linguagem New Age. Tais afirmações não encontram guarida em resultados de estudos científicos e clínicos .[5]

Referências

  1. «Magnetoterapia». Dicionário do cético. 2005. Consultado em 6 de julho de 2009 
  2. «Magnet therapies 'have no effect'». BBC. 6 de janeiro de 2006. Consultado em 18 de agosto de 2009 
  3. Flamm, Bruce L. (julho de 2006). «Magnet Therapy: a billion-dollar boondoggle». Skeptical Inquirer. Committee for Skeptical Inquiry. Consultado em 18 de agosto de 2009 
  4. National Science Board (2002). Science and Engineering Indicators – 2002. Arlington, Virginia: National Science Foundation. pp. ch. 7. ISBN 978-016066579-0  "Among all who had heard of [magnet therapy], 14 percent said it was very scientific and another 54 percent said it was sort of scientific. Only 25 percent of those surveyed answered correctly, that is, that it is not at all scientific."
  5. James D. Livingston. «Magnetic Therapy: Plausible Attraction?». Skeptical Inquirer 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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