Filosofia natural

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A Filosofia da Natureza também denominada de Filosofia Natural é a parte da filosofia que trata do conhecimento das primeiras causas e dos princípios do mundo material. Diversamente das disciplinas científicas (ciência), não busca uma descrição dos fenômenos da natureza mas procura chegar à essência dos entes que possuem corpo, tem por objeto formal o ser das coisas corpóreas.

A Filosofia Natural foi denominada por Aristóteles de "fisica", por estudar os seres físicos, Christian Wolff a denominou de "cosmologia" por estudar o Cosmos sob o seu aspecto filosófico. A Metafísica, a Antropologia Filosófica e a Teologia Natural apoiam-se na Filosofia da Natureza para alcançar os seus objetos, pois todas o atingem com mais facilidade partindo do "ente sensível", das coisas materiais existentes para depois chegar ao conceito de "ser", ao conhecimento do homem e à demonstração racional da existência de Deus.

A filosofia natural foi um termo introduzido pelos antigos gregos para indicar o estudo objectivo da natureza e do universo físico e que foi usado até o desenvolvimento da ciência moderna. Dentre os pensadores gregos, Aristóteles destaca-se por suas especulações e investigações na Filosofia Natural, embora antes dele pode-se apontar os filósofos pré-socráticos Leucipo e Demócrito como importantes propositores de especulações teóricas em Filosofia Natural, tais como o Atomismo.

Durante o período medieval, a Teologia preponderou sobre a Filosofia, embora certos progressos filosóficos tenham sido realizados. Roger Bacon, por exemplo, foi neste período um verdadeiro precursor do rumo que tomaria a Filosofia Natural séculos mais tarde, destacando-se do tronco da Filosofia e tornando-se a Ciência.

Após o Renascimento, a Filosofia Natural assume uma vertente experimentalista baseada em métodos, sob influência de filósofos como Francis Bacon e René Descartes. Estas propostas metodológicas, aliadas ao sucesso de investigadores como Johannes Kepler e Galileu Galilei, estabelecem os alicerces do que seria a Revolução Científica do século XVII. A primeira construção teórica mais ampla e coerente, matematicamente estruturada, passível de testes e com poder de previsão, foi a Física de Isaac Newton, na segunda metade do século XVII. Interessante notar o título de sua principal obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, no qual observa-se a classificação de seu trabalho dentro da Filosofia Natural. Portanto, embora a história considere o advento da Física Newtoniana um marco para a ciência moderna, tanto Newton quanto outros cientistas da época ainda denominavam o que estavam fazendo de Filosofia Natural.

Segundo Manuel Morente, "uma ciência se desprendeu do velho tronco da filosofia quando conseguiu cirscunscrever um pedaço no imenso âmbito da realidade, defini-lo perfeitamente e dedicar exclusivamente sua atenção a essa parte, a esse aspecto da realidade."

Na medida em que a Ciência firmou-se como ramo independente, a Filosofia passa a tentar compreendê-la mais profundamente, ao modo do que faz com qualquer aspecto da realidade. Os ramos da Filosofia dedicados a esta tarefa são a Lógica e a Epistemologia, e posteriormente a moderna Filosofia da Ciência.

Assim, pode-se dizer que a Filosofia Natural rendeu como frutos diretamente a Ciência Moderna, e indiretamente outros ramos da Filosofia que se dedicam à compreensão da Ciência.

Ver também[editar | editar código-fonte]


Wikipedia-pt-hist-cien-logo.png Portal de história da ciência. Os artigos sobre história da ciência, tecnologia e medicina.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MORENTE, G. Garcia; Fundamentos de Filosofia. Editora Mestre Jou; 8a Edição; São Paulo, SP, 1980, p. 30.
  • Martins Filho, Ives Gandra da Silva. Manual esquemático de filosofia. 3ª ed., São Paulo: LTr., 2006. ISBN 85-361-0825-8.
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