Maurício Einhorn

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Maurício Einhorn
Informação geral
Nome completo Mauricio Einhorn
Nascimento 29 de maio de 1932 (85 anos)
Origem Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
País  Brasil
Gênero(s) Bossa Nova
Jazz
MPB
Samba
Ocupação(ões) gaitista
Instrumento(s) gaita
Período em atividade 1952 – atualmente
Afiliação(ões) Sebastião Tapajós
Sérgio Mendes
Jim Hall
Altamiro Carrilho

Mauricio Einhorn (Rio de Janeiro, 29 de maio de 1932) é um gaitista brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de imigrantes poloneses, os pais eram gaitistas[1] Começou a tocar gaita de boca aos cinco anos de idade, desde então se apresentando no colégio franco-brasileiro onde estudava até os 13 anos de idade.

Carreira[editar | editar código-fonte]

A constância do músico com referência ao instrumento foi tanta que, já aos 10 anos, Einhorn começou a participar dos renomados programas radiofônicos de calouros da época, tais como "A Hora do Pato" e "Papel Carbono"[2] (na Rádio Nacional); e mesmo o programa de Ary Barroso e das Gaitas Hering na Rádio Tupi[3], ao lado de Fred Williams e outros.

Ainda adolescente tocou em duos, trios e quartetos sendo que no início da década de 1950 introduziu-se nas linguagens dos estilos jazz e choro[4]. Sua primeira gravação foi em 1952, quando, na música "Portate Bien" solou com um conjunto de gaitas Brazilian Rascals. Apresentou-se com Waldir Azevedo e seu Regional na Rádio Clube do Brasil. Por volta de 1955 no Hotel América, já extinto, em frente ao Clube Hebraica conheceu Durval Ferreira durante um baile em que Maurício Einhorn tocava. A primeira música dos dois, "Sambop", foi gravada em 1959 por Claudete Soares no LP "Nova Geração em Rítmo de Samba", em que fez participação. Depois vieram: "Estamos aí" (com Durval Ferreira e Regina Werneck) gravada por Leny Andrade; "Tristeza de Nós Dois" ( com Durval Ferreira e Bebeto); "Batida Diferente", "Nuvem e Clichê" (todas com Durval Ferreira), "SamBlues" (com Durval Ferreira e Regina Werneck) e muitas outras[2]. Tocou com Vitor Assis Brasil em 1975 e atuou em várias gravações de Chico Buarque, Claudete Soares, Gilberto Gil e muitos outros. Participou das trilhas sonoras de diversos filmes. Teve também destaque na bossa nova[2], movimento cuja influência mudou os rumos da MPB.

Na década de 1960, no ano de 1968, participou do Festival Internacional da Canção (da Rede Globo de Televisão) junto com o gaitista Toots, como também no festival da Rede Record de Televisão. Em 1972, a convite do músico brasileiro Sérgio Mendes, residente nos Estados Unidos, Einhorn foi para esse país e chegou a tocar com famosos expoentes do jazz como o guitarrista Jim Hall,o contrabaixista Ron Carter e o gaitista Toots Thielemans[4]. Com seus amigos, os pianistas brasileiros Eumir Deodato e João Donato gravou o disco "Donato/Deodato". Em dezembro de 1972 retornou ao Brasil. Em 1973 gravou um compacto cujo tema foi o filme "O Último Tango em Paris" (na gravadora Tapecar). Também lançou o LP de trilhas sonoras "The Oscar Winners"[2]. Em 1975 gravou para o selo Phillips um LP que deveria ter sido o primeiro a aparecer com o seu nome mas que, por razões comerciais, foi batizado com o nome "A Era de Ouro do Cinema". Em 1976 fez parceria com o violonista Sebastião Tapajós[4]. Em 1979 saiu o primeiro LP em seu nome, pela etiqueta Clam[2]. Lançou outros discos em 1984 e 1985 pela Interdisc na Argentina. Em 1993 apresentou-se no SESC Pompéia em São Paulo de onde foram gravados as faixas para o seu quarto disco, pela etiqueta Tom Brasil. Em 1996 gravou o CD "Os Solistas" ao vivo com Sebastião Tapajós, Gilson Peranzetta e Paulinho Nogueira depois, relançado pela Moviedisc. Em 1996 gravou novamente com Sebastião Tapajós, Gilson Peranzetta e Altamiro Carrilho o CD independente "Nas Águas do Brasil".

Legado[editar | editar código-fonte]

Mostrou talento, técnica e criatividade na arte do uso da gaita em várias fases da história musical no Brasil, quais sejam, da MPB, os anos áureos do rádio, bossa nova, os grandes festivais, aos dias de hoje. Com mais de 62 anos de carreira, ainda leciona atualmente. Costuma passar mais prática do que teoria em suas aulas. O músico é amigo do belga Toots Thielemans, tido como o melhor gaitista do mundo[1]. A opinião de ambos é de que, para aprender-se a tocar o instrumento, mesmo que não em nível profissional, é necessário dedicar-se pelo menos uma hora por dia, "inclusive sábado, domingo e feriado".

No decorrer de sua carreira, o músico gravou com grandes astros da MPB, tais como Elizeth Cardoso, Maria Bethânia, Hermeto Pascoal, Chico Buarque, entre outros.

Consta do seu repertório a composição de mais de 400 músicas, das quais 40 foram gravadas. E ainda continua na ativa. Da sua lista de alunos constam: Gabriel Grossi, brasiliense, e hoje integrante do grupo cujo líder é Hamilton de Holanda; Hélio Rocha, professor de gaita da Escola de Música de Brasília; Leonardo Medeiros, gaitista desde 1999 entre outros.

O músico já marcou presença em Brasília por diversas vezes, inclusive, no início da década de 1980, na Granja do Torto, residência oficial de Presidentes da República brasileiros, onde tocou em duo com o então presidente Figueiredo, que era "gaitista amador". Ele presenteou o então presidente com uma gaita, que, por sua vez, havia recebido de presente do famoso gaitista Toots Thielemans. A última apresentação na capital foi no Clube do Choro, por sugestão de Gabriel Grossi, no contexto de um projeto em homenagem a Waldir Azevedo. Além disso, a Escola de Música de Brasília também já desfrutou do conhecimento do mestre.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2012 o artista gravou o disco "ME-78"[5], em comemoração aos seus 78 anos de idade, sendo 65 profissionalmente. Neste show Einhorn interpreta composições suas, standards e clássicos da música popular brasileira. Maurício segue realizando shows, compondo e participando de gravações.

Em 2013, Mauricio foi tema do documentário do diretor e músico Rodolfo Novaes. O filme "Mauricio Einhorn - Estamos aí" conta a biografia de Mauricio, acontecimentos de sua longeva carreira e seu ponto de vista sobre a música e seu intrumento. A produção ainda apresenta depoimentos de amigos (dentre os quais o ex-aluno e gaitista Gabriel Grossi, o saxofonista Paulo Moura, o cineasta Walter Lima Jr. e o gaitista Jean "Toots" Thielemans) falando sobre o gaitista.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • 1966 Participação especial no LP de Baden Powell, "Tempo Feliz"(Polygram/ Phillips)
  • 1978 Participação especial no LP de Zizi Possi, "Flor do Mal"(PolyGram/ Phillips)
  • 1980 "ME" (CLAM (Brasil)/ Metronome (Alemanha))
  • 1984 Maurício Einhorn e Sebastião Tapajós (Convidado especial: Arismar do Espírito Santo) LP (Polygram/ Barclay)
  • 1993 Instrumental no CCBB - Sebastião Tapajós, Gilson Peranzetta, Maurício Einhorn e Paulinho Nogueira, Zimbo Trio e ME Quarteto com o pianista Alberto Chimelli
  • 1996 Convidado No CD de Joe Carter "Um abraço no Rio" (Empathy Records)
  • 1996 "Nas águas do Brasil" ( O encontro de Solistas) com Altamiro Carrilho, Gilson Peranzzettta e Sebastião Tapajós
  • 1996 Brasil Musical - Série MÚSICA VIVA - Zimbo Trio e Maurício Einhorn
  • 1999 "K-Ximblues" de Paulo Moura
  • 2002 "Conversa de Amigos" com Alberto Chimelli, Luiz Alves e João Cortez (gravado ao vivo no CCBB - 11 a 14 de julho de 2002) (Delira Música)
  • 2007 "Conversa de Amigos - Vol. II" com Alberto Chimelli, Luiz Alves e João Cortez (gravado ao vivo no CCBB - 11 a 14 de julho de 2002) (Delira Música)
  • 2007 "Travessuras" (Delira Música)
  • 2010 "ME- 78" (gravado ao vivo na Sala Cecília Meirelles)
  • 2013 "Mauricio Einhorn - Estamos aí" (documentário) - Dir. Rodolfo Novaes

Referências

  1. a b Luiz Fernando Vianna (26 de maio de 2012). «Gaitista Mauricio Einhorn faz show para festejar 80 anos». O Globo Online. Consultado em 19 de junho de 2012 
  2. a b c d e «Maurício Einhorn - Biografia». Clube do Jazz. Consultado em 11 de agosto de 2012 
  3. «Rio das Ostras Jazz e Blues 2012 - Atrações». Rio das Ostras Jazz e Blues. Consultado em 11 de agosto de 2012 
  4. a b c «MaurÍcio Einhorn». CliqueMusic (UOL). Consultado em 11 de agosto de 2012 
  5. «ME 78 e convidados - Maurício Einhorn» (PDF). Rio de Janeiro: Sindicato dos Músicos Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (SINDIMUSI). Jornal Musical (50): 15. Dezembro de 2010. Consultado em 20 de junho de 2012 

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Correio Braziliense. Caderno Cultura: 1. 19 de janeiro de 2006