Carmen Costa

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Carmen Costa
Informação geral
Nome completo Carmelita Madriaga
Nascimento 5 de julho de 1920
Origem Trajano de Moraes, RJ
Data de morte 25 de abril de 2007 (86 anos)
Nacionalidade brasileira
Gênero(s) MPB
Período em atividade 1938-2007
Gravadora(s) Odeon, Columbia, RCA Victor, Star, Discos Copacabana, Som Livre, EMI

Carmelita Madriaga, conhecida como Carmen Costa, (Trajano de Moraes, 5 de julho de 1920Rio de Janeiro, 25 de abril de 2007) foi uma cantora e compositora brasileira.[1]

Nascida em uma família humilde da cidade de Trajano de Moraes, no interior do Rio de Janeiro, Carmen mudou-se aos 15 anos de idade com sua família para a capital do estado, em busca de uma vida melhor, onde conseguiu uma vaga como empregada doméstica do cantor Francisco Alves. Numa festa, pediu para ela cantar para os convidados, entre eles Carmen Miranda, onde todos a aplaudiram, e então seu patrão e os convidados a incentivaram a iniciar uma carreira artística.

Se apresentou como caloura no programa de rádio de Ary Barroso, saindo-se vencedora. Passou a cantar profissionalmente e a fazer dupla com o cantor e compositor Henricão.

Seu primeiro sucesso foi Está Chegando a Hora, versão da canção mexicana Cielito Lindo, nos anos 40. Em 1945, casou-se com seu noivo, o norte-americano Hans Van Koehler, e foi viver com ele nos Estados Unidos, onde fez muito sucesso em sua carreira. Passou uma temporada em Los Angeles e em Nova York, onde esteve em um concerto histórico no Carnegie Hall, que marcou a bossa nova norte-americana em 1962.

Nos anos 50, já desquitada|, voltou ao Brasil, quando conheceu o compositor Mirabeau Pinheiro, com quem foi viveu junto por cinco anos e tiveram uma única filha, Silésia. Juntos tiveram sucessos como Cachaça não é água (quando foram acusados de plágio) e Obsessão. Não quis mais casar-se novamente, apenas mantendo relacionamentos estáveis.

Desta mesma época foi o samba-canção de Ricardo Galeno Eu sou a outra ("ele é casado/eu sou a outra na vida dele…"), que retratava uma situação que a própria Carmen vivia e, anos depois, assumia.

Foi homenageada no programa "MPB Especial", da TV Cultura de São Paulo, gravado em 1972, no qual a artista fluminense interpretou canções de grande sucesso. Entre o repertório, "Está Chegando a Hora", de Rubens Campos; "Só vendo que Beleza" e "Casinha da Marambaia", de Rubens Campos e Henricão; "Xamego", de Luiz Gonzaga; "Polêmica", de Ataulfo Alves; e "Cachaça Não é Água Não", de Mirabeau.

Com Paulo Márquez, gravou um belo LP "A Música de Paulo Vanzolini", de 1974.

Sua última gravação foi com o cantor Elymar Santos, de quem era convidada especial em alguns shows.

A cantora também participou de vários filmes, como "Pra Lá de Boa" (1949), "Carnaval em Marte" (1955), "Depois Eu Conto" (1956) e "Vou Te Contá" (1958).

Em 2003, a Câmara Municipal do Rio de Janeiro tinha aprovado um projeto de iniciativa do Museu da República e ela foi "tombada" como patrimônio cultural do Brasil.[2] Para a ocasião, compôs a música "Tombamento", que cantou para o ministro da Cultura, Gilberto Gil ("Eu sou a raça/ Sou mistura/ Sou aquela criatura/ Que o tempo vai tombar").

Em 2 de junho de 2004, no Rio de Janeiro, participou da reinauguração da Rádio Nacional, emissora líder de audiência nas décadas de 40 e 50. Na ocasião, houve o encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com as "cantoras do rádio", geração de artistas reveladas na Rádio Nacional. Lula definiu o encontro de "saudosismo gostoso" e subiu ao palco do auditório da Nacional para abraçar e beijar Emilinha Borba, 80, Marlene, 79, Carmen Costa, 84, Ademilde Fonseca, 83, Adelaide Chiozzo, 73, e Carmélia Alves, 81.

Morreu no Hospital Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro, aos 86 anos, depois de alguns dias internada. Teve insuficiência renal e parada cardíaca às 6h do dia 25 de abril de 2007.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Carmen em 1942.
  • Onde está o dinheiro?/Não dou motivo (1939) Odeon 78
  • Dance mais um bocado/Não quero conselho (1940) Columbia 78
  • Eu sambo meu nego/Não posso viver sem você (1941) Columbia 78
  • Está chegando a hora/Só vendo que beleza (1942) Odeon 78
  • Depois que ela partiu(Com Henricão)/Formosa morena (1942) Odeon 78
  • Carmilito/Festa na roça (1942) Victor 78
  • Caramba/A festa é boa (1943) Victor 78
  • A coisa melhorou/Já é de madrugada (1943) Victor 78
  • Estrela D'Alva (1943) Victor 78
  • Quero ver-te uma vez mais/Velho realejo (1943) Victor 78
  • Chorei de dor/Não me abandone (1944) Victor 78
  • Madalena/Não há (1944) Victor 78
  • Chamego/Casinha da Marambaia (1944) Victor 78
  • Garota esportiva/A mulher do Lino (1944) Victor 78
  • Outro céu/Manduca (1944) Victor 78
  • Sarapaté/Ciúme (1945) Victor 78
  • E não tarda a amanhecer/Bilu-bilu (1945) Victor 78
  • No lesco lesco/Não posso aceitar (1945) Victor 78
  • Siga seu destino/Meu barraco (1946) Victor 78
  • Sonhei que estava em Pernambuco (1949) Star 78
  • Dona Juliana/Chiquinha (1949) Star 78
  • Se é pecado eu não sei/Cetim para as baianas (1951) Star 78
  • Busto calado/Coco duro (1952) Star 78
  • Tô te esperando/Quando chega a noite (1952) Star 78
  • Não me deixe/Tô te esperando (1952) Star 78
  • Cachaça (Com Colé) (1952) Copacabana 78
  • Defesa/Resposta (1953) Copacabana 78.
  • Maria Pé de Boi/Batendo pé (1953) Copacabana 78
  • Eu sou a outra/Não pode mexer (1953) Copacabana 78
  • Tranca rua/Mais tempero (1954) Copacabana 78
  • Tio biruta/Mexerica (1954) Copacabana 78
  • Canção da alma/Quase (1954) Copacabana 78
  • Não é só vestir saia/Manchetes de jornal (1954) Copacabana 78
  • Busto calado/Coco duro (1954) Copacabana 78
  • Sacode a lapela/Operário (1955) Copacabana 78
  • Tem nego bebo aí/Até amanhã (1955) Copacabana 78
  • Gente cega/Reencontro (1955) Copacabana 78
  • Presidiário/Se você me quer bem (1955) Copacabana 78
  • Sei de tudo/Obsessão (1955) Copacabana 78
  • Começo de vida/A morena sou eu (1955) Copacabana 78
  • Drama da favela/Acacamauê (1956) Copacabana 78
  • Na paz de Deus/Deixa o cabrito berrar (1956) Copacabana 78
  • Amor barato/Se eu fosse contar (1956) Copacabana 78
  • Don Charles/Só você (1956) Copacabana 78
  • Jarro da saudade/Está bem (1956) Copacabana 78
  • Gato escaldado/Nem só de pão (1957) Copacabana 78
  • Jarro da saudade (1957) Copacabana 78
  • Facundo/Drama de amor (1957) Copacabana 78
  • Cai sereno/Palácio improvisado (1957) Copacabana 78
  • Carmen Costa nº 2 (1957) Copacabana LP
  • Indecisão/Como eu chorei (1958) Copacabana 78
  • Lágrimas de sangue/Augusto Calheiros (1958) RCA Victor 78
  • Aquela noite/Está chegando a hora (1959) RCA Victor 78
  • Se eu morrer amanhã/Cretcheu (Amor) (1961) RCA Victor 78
  • Marcha do cordão da Bola Preta/Se eu morrer amanhã (1961) RCA Victor 78
  • Eu sou a outra/Quase (1963) Copacabana 78
  • Ensinando a bossa nova/Melancolia (1963) Copacabana 78
  • O samba no Brasil/Tem bobo pra tudo (1963) RCA Victor 78
  • Não fique triste/Mal que faz bem (1964) Copacabana 78
  • Embaixatriz do samba (1964) Copacabana LP
  • Ziriguidum no Sambão (1971) RCA Candem LP
  • Trinta anos depois (1973) RCA Victor LP
  • A Música de Paulo Vanzolini - Carmen Costa e Paulo Marques (1974) Discos Marcus Pereira LP
  • Carmen Costa (1980) Continental LP
  • Agnaldo Timóteo & Carmen Costa - Na Galeria do amor (1981) EMI/Odeon LP
  • Benditos, Hinos e Ladainhas (1983) Alvorada/Continental LP
  • Tantos caminhos (1996) Som Livre CD
  • Bis Cantores do Rádio - Carmen Costa (2000) EMI CD

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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