Parque da Orla do Guaíba
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Parque da Orla do Guaiba Parque Jaime Lerner | |
|---|---|
De cima para baixo, da esquerda para direita: Parque visto de uma das suas pontes suspensas sob a água; Atracadouro Turístico Nico Fagundes; Pedestres passeiam no trecho um da orla; Diversas quadras esportivas do trecho três da orla | |
| Localização | Porto Alegre, Rio Grande do Sul |
| País | Brasil |
| Bairros | Centro Histórico, Praia de Belas e Menino Deus |
| Tipo | Público |
| Área | 3,4 km |
| Paisagista | Jaime Lerner e Associados |
| Inauguração | 2014 (Segundo trecho) 2018 (Primeiro trecho) 2022 (Terceiro trecho) |
| Administração | Prefeitura de Porto Alegre através de concessões |
| Coordenadas | |
| Início do parque urbano | |
O Parque Urbano da Orla do Guaíba (também conhecido pelo seu nome oficial Parque Jaime Lerner ou apenas Orla do Guaíba) trata-se de um parque urbano público localizado na região central da cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no Brasil. Possuí seu início oficial logo após o Cais Mauá e tem o seu final no Estádio Beira Rio, o parque tem 3,4 km de extensão abrangendo três bairros distintos: o Centro Histórico, o Praia de Belas e o Menino Deus.[1]
O parque é dividido em três trechos, sendo o seu primeiro trecho revitalizado e inaugurado no ano de 2018, o seu segundo trecho revitalizado em 2014 para utilização durante a Copa do Mundo FIFA e em processo de uma nova revitalização e seu terceiro trecho revitalizado e entregue no ano de 2022.[2][3][4]
O parque possuí uma ampla infraestrutura, possuindo: banheiros públicos, ciclovias, calçadas acessíveis com piso tátil, bares e restaurantes, monumentos, vagas de estacionamento, fontes de água, quadras de diversos esportes e a maior pista de skate da América Latina.[5]
História
[editar | editar código]Antecedentes
[editar | editar código]A configuração atual do Parque da Orla do Guaíba é resultado de um longo processo histórico de intervenções urbanas, aterros e medidas de contenção de cheias que alteraram a geografia original da cidade. A ocupação urbana de Porto Alegre iniciou-se voltada para as águas. Em 1752, chegaram os primeiros 60 casais açorianos ao "Porto de Viamão", local escolhido pela Coroa Portuguesa pela segurança do ancoradouro natural protegido de ventos, fundando o povoado que daria origem à cidade.[6] Durante o século XIX, a cidade realizou seus primeiros aterros para expandir a área comercial, com marcos como a construção do Mercado Público (inaugurado em 1869) e a estruturação de trapiches que serviam ao comércio fluvial, consolidando a orla como uma área funcional e portuária.[7]
No início do século XX, a necessidade de modernização logística levou ao primeiro grande distanciamento físico entre a população e o Guaíba. As obras do Cais do Porto (atual Cais Mauá) iniciaram-se em 1912. Após interrupções, a construção foi retomada em 1919 e trechos significativos foram entregues em 1921. A estrutura de armazéns e a zona alfandegária criaram uma barreira física que bloqueou o acesso direto da região central às águas por décadas.[8]
Em 11 de novembro 1928 uma usina termoelétrica na base do Cais Mauá foi inaugurada, a usina tratava-se da Usina do Gasômetro, que ficou conhecida após a instalação de sua grande chaminé em 1937 coordenado pelo então prefeito Alberto Bins para amenizar os problemas causados pela emissão de fuligem.[9]
A histórica Enchente de 1941 foi um divisor de águas no planejamento urbano da capital. Na ocasião, o nível do Guaíba atingiu a marca histórica de 4,76 metros, alagando o centro da cidade e impulsionando a criação de sistemas de defesa.[10][11] Paralelamente, buscou-se expandir a cidade sobre o lago na zona sul. O Aterro da Praia de Belas começou a ser executado em meados da década de 1950, baseando-se em planos urbanísticos aprovados em 1956 (Plano Diretor). Esta obra massiva de engenharia criou a área onde hoje se situam o Parque Marinha do Brasil e as avenidas Beira-Rio e Edvaldo Pereira Paiva, afastando a linha da orla de seu traçado natural original.[12][13]
Como resposta definitiva às inundações recorrentes, o Departamento Nacional de Obras de Saneamento (DNOS) construiu o Sistema de Proteção Contra Cheias. A parte mais visível e controversa deste sistema, o Muro da Mauá, foi erguida entre 1971 e 1974. Com cerca de 2,6 km de extensão e 3 metros de altura, a estrutura de concreto armado completou a separação visual entre o Centro Histórico e o Guaíba, gerando um passivo urbano que os projetos de revitalização do século XXI buscaram solucionar.[14][15]
Parque contemporâneo
[editar | editar código]Com a desativação da Usina do Gasômetro em 1974, iniciou-se na cidade uma discussão sobre o destino da antiga termoelétrica. O local correu risco de demolição, mas foi preservado após mobilização popular e tombado pelo patrimônio histórico estadual (IPHAE) em 1982 e municipal em 1983. Em 1991, a usina foi reaberta como centro cultural, consolidando a vocação da região para o lazer e a cultura.[9][16] Durante as décadas seguintes, o turismo na orla restringiu-se majoritariamente ao entorno da Usina e ao Anfiteatro Pôr do Sol, inaugurado em maio de 2000. Embora o anfiteatro tenha sido palco da Fan Fest da Copa do Mundo FIFA de 2014, sua estrutura sofreu com a falta de manutenção nos anos posteriores, levando à sua interdição.[17]
A transformação definitiva da orla começou a tomar forma em 2011, na gestão do prefeito José Fortunati, com a contratação do escritório do renomado arquiteto e urbanista Jaime Lerner para desenvolver um projeto de revitalização integral. O plano dividiu a orla em trechos para execução escalonada, financiados pela Corporação Andina de Fomento (CAF).[18][19] As obras do Trecho 1 (Usina do Gasômetro à Rótula das Cuias) ocorreram entre 2015 e 2018, sendo inauguradas em 29 de junho de 2018 sob a gestão de Nelson Marchezan Júnior, focadas em gastronomia e contemplação.[20] Posteriormente, o Trecho 3 (Foz do Arroio Dilúvio ao Parque Gigante), dedicado à prática esportiva e contando com a maior pista de skate da América Latina, teve suas obras iniciadas em 2019 e foi entregue à população em outubro de 2021, na gestão de Sebastião Melo.[21]
Enchentes de 2024
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As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 causaram danos significativos à infraestrutura do Parque da Orla do Guaíba, especialmente no Trecho 1. Em maio de 2024, o nível do Guaíba ultrapassou 4,6 metros, o que resultou em alagamentos que afetaram diversas áreas da cidade, incluindo a orla.[22] Durante o evento, o mesmo trecho na altura do atracadouro turístico e da Usina do Gasômetro, foi utilizado como ponto estratégico de resgate dos moradores anteriormente ilhados na zona do Arquipélago da cidade, com instalações emergenciais sendo instaladas com o auxílio de voluntários, do exército, de brigadianos, de bombeiros e da defesa civil.[23]
Até o início de 2025, diversos bares tradicionais do trecho um que estavam localizados no primeiro andar do parque, bem como as instalações de segurança da Guarda Municipal de Porto Alegre, permaneceram desativadas e parcialmente destruídas, deixando danos também a manifestações artísticas que estavam contidas no local. Entre os bares que existem na região baixa do parque, apenas o 360° POA Gastrobar foi revitalizado e estava funconal.[24] Em maio de 2025, o prefeito Sebastião Melo anunciou o início das obras de recuperação do local, com investimento estimado em R$ 12 milhões. O cronograma foi dividido em três etapas. [25]

A primeira fase destinou-se aos reparos nas áreas utilizadas por vendedores ambulantes e food trucks, bem como à reforma da base operacional da Guarda Municipal, com previsão de entrega para o final do mesmo ano. A segunda etapa, iniciada em setembro de 2025, teve como foco a revitalização dos bares, restaurantes e sanitários do Trecho 1, severamente atingidos pelas enchentes, além do reforço das estruturas do Trecho 3, que sofreram impactos menores. Por fim, a terceira etapa, com o objetivo de ser finalizada até o final do primeiro semestre de 2026, concentrou-se na implementação de medidas de proteção contra novas cheias, incluindo a instalação de gabiões de contenção, e na recomposição paisagística do parque, realizada através do plantio de espécies nativas provenientes do viveiro municipal.[25][26][27]
Divisão em trechos
[editar | editar código]Para fins de planejamento urbano e gestão de revitalização, a prefeitura de Porto Alegre segmentou a orla em macrozonas. A chamada Orla Central abriga o projeto arquitetônico do Parque Urbano da Orla do Guaíba (desenhado por Jaime Lerner), que se estende da Usina do Gasômetro até o Estádio Beira-Rio. Esta área difere-se da Orla Sul (que engloba o calçadão do bairro Ipanema), que possui características residenciais e histórico de urbanização distinto, não fazendo parte do complexo do Parque Urbano.[2][19] O Parque da Orla do Guaíba (região central) foi subdividido administrativamente em três trechos contíguos para a execução das obras.
Trecho um
[editar | editar código]O Trecho 1 da orla, denominado oficialmente Orla Moacyr Scliar, estende-se por 1,3 quilômetros, iniciando no encontro do Cais Mauá com a Usina do Gasômetro e terminando na Rótula das Cuias (onde se conecta ao Parque Harmonia). Com uma área de aproximadamente 81,4 mil m², o trecho foi o primeiro a ser entregue à população, sendo inaugurado em 29 de junho de 2018 após completa revitalização arquitetônica.[20][28][29] Atualmente, a gestão do espaço é realizada pela concessionária GAM 3 Parks, que assumiu a administração do parque e do vizinho Parque Harmonia por 35 anos em contrato assinado em 2021.[30][31]
Em maio de 2024, este foi o trecho mais severamente atingido pelas inundações históricas do Lago Guaíba, sofrendo danos profundos no calçamento, rede elétrica e nas estruturas comerciais, que permaneceram fechadas por mais de um ano. As obras de recuperação pesada iniciaram-se apenas em maio de 2025, com reparos nos taludes e infraestrutura.[26] A reabertura dos bares e restaurantes foi autorizada gradualmente a partir de dezembro de 2025, após a conclusão das reformas.[32] O trecho conta com ciclovias, deques de madeira, o ancoradouro turístico Nico Fagundes, além de complexos gastronômicos e diversos monumentos. A iluminação e o paisagismo seguem o padrão original do arquiteto Jaime Lerner, atualmente restaurados após as enchentes de 2024.[2]
Trecho dois
[editar | editar código]O segundo trecho do parque começa na Rótula das Cuias e vai até a Avenida Ipiranga, onde se conecta ao Parque Marinha do Brasil e ao terceiro trecho da orla, atualmente é o único trecho sem revitalização completa, sendo a caracteristica marcante a presença do Anfiteatro Pôr do Sol. Em novembro de 2021, foi iniciado o processo de revitalização, com a publicação de um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) pelo Executivo.[3]
Em 2022, dois projetos foram recebidos e analisados, com consultoria da SP Parcerias. O projeto escolhido, da consultoria Cheetah, prevê a construção de uma esplanada, marina pública e centro de eventos, substituindo o atual anfiteatro Pôr do Sol, que foi condenado e aguardava demolição.[33][34] O novo centro de eventos terá 24 mil m², com capacidade para até 10 mil pessoas, e um anfiteatro para 2 mil pessoas. A marina contará com 581 vagas para embarcações e vários serviços. A esplanada terá capacidade para 30 mil pessoas, com um mirante, e a área incluirá ainda um parque infantil, cachorródromo e decks.[35] O projeto atualmente está em processo de discussão orçamentária e após as enchentes que atingiram a região em 2024, também foi levantada a necessidade de um plano de proteção contra cheias.[36][37][38]
O Anfiteatro Pôr do Sol foi inaugurado em 2000, o local foi um importante centro de eventos e sediou a Fan Fest da Copa do Mundo de 2014. No entanto, devido a falhas estruturais graves nas fundações e falta de manutenção, o equipamento foi interditado.[39][40] Pelos graves danos a infraestrutura, a prefeitura incluiu sua demolição no processo de revitalização do trecho 2 em 2022,[41] com o avanço das discussões sobre o projeto de revitalização do trecho, o vereador Pedro Ruas protocolou em fevereiro de 2024 um projeto de lei para garantir que o espaço continue público, visando proteger o patrimônio ambiental.[42]
A estrutura, já fragilizada, sofreu degradação acelerada após ficar submersa durante a enchente de maio de 2024, e em 2025 o Ministério Público do Rio Grande do Sul recomendou o cercamento do local devido sua estrutura trazer riscos a possíveis visitantes,[43] visando ainda manter a estrutura e incentivar por parte da prefeitura um processo de revitalização e não demolição do anfiteátro, em agosto de 2025 o vereador Aldacir Oliboni protocolou um projeto de lei que visa tornar a estrutura em um patrimônio cultural tombado.[44][45] Após as recomendações a prefeitura iniciou o cercamento em novembro de 2025,[46] e em dezembro de 2025 as obras de cercamento foram concluídas e o processo de análise técnica teve seu início oficial.[47]
Trecho três
[editar | editar código]O Trecho 3 da orla estende-se por 1,6 quilômetros, iniciando na foz do Arroio Dilúvio (Avenida Ipiranga) e terminando nas imediações do Parque Gigante (Estádio Beira-Rio). Inaugurado oficialmente em 23 de outubro de 2021, este setor consolidou-se como o maior complexo esportivo público ao ar livre da cidade, integrando-se visualmente ao vizinho Parque Marinha do Brasil.[48]
O grande destaque do trecho é a sua Pista de Skate, reconhecida como a maior da América Latina. O complexo foi projetado com certificação da Confederação Brasileira de Skate (CBSk) e divide-se em três modalidades olímpicas: Park, Street e Bowl. A estrutura atrai atletas internacionais e sedia competições do circuito nacional (como o STU National), tornando Porto Alegre uma referência no esporte.[49][50][51]
A vocação esportiva da área é sustentada por 29 quadras de uso gratuito e iluminadas por LED, permitindo a prática noturna. A infraestrutura inclui: quadras poliesportivas (futebol, basquete); quadras de areia (futevôlei, beach tennis e vôlei de praia); Quadras de tênis e concreto.[52][53] Após a enchente de maio de 2024, que manteve o Parque da Orla submerso por semanas, a liberação das 29 quadras esportivas do Trecho 3 ocorreu de forma gradual, priorizando a segurança sanitária dos frequentadores. O processo de recuperação estendeu-se por cinco meses, sendo concluído oficialmente em 19 de outubro de 2024.[54][55] Além do esporte, o projeto priorizou o conforto dos frequentadores com a instalação de uma ampla rede de bebedouros e chuveiros (duchas) ao longo do percurso, o local também dispõe de academias ao ar livre, playgrounds, ciclovia segregada, estacionamento para mais de 150 veículos e complexos comerciais que abrigam bares e lojas de conveniência.[56][57][4]
Infraestrutura
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O sistema de segurança do parque é composto por cerceamento eletrônico com câmeras de monitoramento e, em dois pontos específicos — em frente à Usina do Gasômetro e à Mega Pista — há totens com câmeras da Guarda Municipal de Porto Alegre. Esses totens possuem auto falantes que transmitem informações sobre emergências, como desaparecimento de crianças e alertas meteorológicos. Além disso, estão equipados com botões de pânico e microfones, permitindo que o público entre em contato direto com a base fixa da Guarda Municipal no parque.[58][59] As três grandes rotatórias ao redor do parque também contam com bases móveis da Brigada Militar. Rondas diárias são realizadas tanto no interior do parque quanto nas avenidas ao redor, sendo responsabilidade compartilhada entre a Guarda Municipal e a segurança privada. Durante períodos de maior movimento, embarcações da Brigada Militar realizam patrulhas no entorno do parque para garantir a segurança marítima da região.[58][60]
O parque não possui ambulatórios, mas as quadras localizadas no terceiro trecho têm uma parceria com o Hospital Mãe de Deus, que disponibiliza um número de telefone emergencial, impresso em placas vermelhas fixadas nas quadras. Esse número está disponível 24 horas para contato em casos de emergência. Durante eventos e feriados, quando se espera um grande número de visitantes, o hospital também disponibiliza ambulâncias para realizar atendimentos emergenciais no local.[61][62]
O parque possui infraestrutura acessível e adaptada para receber cadeirantes e pessoas cegas. Existem estações públicas de carregamento de celulares, além de pontos para abastecimento de água potável e gelada, bem como chuveiros e torneiras ao lado das quadras no trecho 3. O parque conta com diversos banheiros químicos espalhados por sua extensão, além de banheiros públicos fixos próximos às instalações, como restaurantes e bares. Vagas de estacionamento estão disponíveis na lateral da rua principal do parque, e há também um grande estacionamento central, na altura do terceiro trecho.[63][64][65]
Bares e restaurantes
[editar | editar código]A região conta com uma ampla variedade de bares e restaurantes distribuídos pelos Trechos 1 e 3 do parque. Os restaurantes estão localizados em salões no primeiro andar, abaixo das arquibancadas, ou na seção superior, em quiosques com mesas.[66] Também é possível encontrar lojas de conveniência, vendedores de comida de rua e food trucks.[67] Esses estabelecimentos oferecem uma grande diversidade culinária, com destaque para os bares de hambúrgueres, churrascos e cervejas artesanais.[67][68] O local atrai visitantes que buscam apreciar o pôr do sol enquanto desfrutam de suas refeições. Alguns estabelecimentos oferecem música, seja ao vivo ou gravada, e nas proximidades é possível localizar banheiros públicos e estações de carregamento de celulares.[69][70]
360° POA Gastrobar
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O 360° POA Gastrobar trata-se de um bar e restaurante inaugurado no ano de 2018 no trecho um da orla. O proprietário do bar trata-se do empresário Edemir Simonetti, conhecido por ser proprietário também do tradicional Chalé da Praça XV um café em formato de um chalé colonial localizado em frente ao Mercado Público de Porto Alegre.[71]
O empreendimento também possui suas características marcantes, principalmente pelo fato do restaurante estar totalmente dentro do lago Guaíba com seu acesso sendo exclusivo por uma ponte metálica.[72] O restaurante tem um formato oval e possui suas paredes e chão feitas de vidro, assim permitindo a visualização do visitante tanto do lago quanto do tradicional por do sol que ocorre nos finais da tarde no lago.[71] No local o visitante pode encontrar um vasto cardápio, que possui como destaques: as sobremesas, os hambúrgueres, os coquetéis alcoólicos, os pratos a base de carne e as cervejas.[72]
Monumentos e intervenções culturais
[editar | editar código]O parque conta com uma ampla infraestrutura cultural, com destaque para as principais intervenções artísticas localizadas em seu primeiro trecho, embora sua oferta cultural não se restrinja a essa área. Os visitantes podem interagir com diversos monumentos fixos, além de participar de intervenções culturais sazonais que acontecem em períodos específicos do ano. A região também se tornou um espaço para intervenções artísticas espontâneas de artistas de rua, que acontecem principalmente ao pôr do sol e nos finais de semana. Além disso, o local é escolhido para abrigar blocos carnavalescos durante o carnaval e festas de Réveillon no Ano Novo.[73][74][75][76] Isso ocorre, em parte, porque o parque está situado em uma área com poucas construções residenciais e um grande número de repartições públicas e administrativas, que se espera estarem fechadas durante os feriados.[77][78]A região também conta com uma infraestrutura de transporte já consolidada, em razão de sua proximidade com o Estádio Beira-Rio, que existia antes da reforma do parque, o que facilita a realização de diversos eventos culturais.[79][80]
Usina do Gasômetro
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A Usina do Gasômetro é uma antiga usina brasileira de geração de energia localizada no primeiro trecho do Parque da Orla do Guaíba. A usina movida a carvão mineral recebeu o nome de Gasômetro erroneamente tendo em vista que fazia referência aos tanques de gás de petróleo que era distribuído por canalização às residências da cidade que ficavam ao lado de onde hoje está a usina, com isso, a ponta da cidade passou a se chamar "Ponta do Gasômetro" e a rua que contornava esta ponta de "Volta do Gasômetro". Com a instalação posterior da usina termoelétrica, esta passou a se chamar "Usina da Ponta do Gasômetro" ou simplesmente "Usina do Gasômetro".[9]
A usina foi inicialmente instalada em 1928 pela Companhia de Energia Elétrica Rio-Grandense (CEERG), subsidiária da multinacional estadunidense Eletric, Bond & Share Co. que geriu a eletricidade e o transporte elétrico de Porto Alegre até 1954. A usina seria utilizada para geração de luz substituindo outras duas usinas termoelétricas da cidade. A chaminé de 117 metros, um dos símbolos da Usina, foi construída em 1937 durante a administração de Alberto Bins para amenizar os problemas causados pela emissão de fuligem. Devido à crise do petróleo e à falta de condições de atender à demanda de energia a usina foi desativada em 1974 tornando-se um centro cultural no ano de 1995.[81] Atualmente tombado pelo IPHAE, a usina é utilizada como ponto turístico e atualmente passa por reforma devida a sua antiga natureza.[81]
Estátua em homenagem à Elis Regina
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A cantora Elis Regina foi conhecida pela competência vocal, musicalidade e presença de palco. Entre todas as suas obras, umas das suas principais foi Falso Brilhante (1975-1977) e Transversal do Tempo (1978), sendo estas reconhecidas internacionalmente.[82][83]
Como parte das comemorações dos 237 anos de Porto Alegre, em 26 de março de 2009, foi inaugurada ao lado do Usina do Gasômetro no trecho um da orla uma estátua de bronze da cantora.[84][85] A obra, produzida pelo artista plástico José Pereira Passos representa Elis Regina em tamanho real com seu característico cabelo curto vestindo um vestido longo com diversas estrelas espalhadas por ele.[86] Estrelas estas que escorrem até seus pés derramando sob um disco de granito inspirado em um disco de vinil onde constam as escrituras centrais "Homenagem da cidade de Porto Alegre a Elis Regina, grande intérprete da música popular brasileira", bem como um pouco da sua história com a cidade escrita em formato orbicular onde é possível ler: "Elis Regina Carvalho Costa - Filha de Romeu Costa e Ercy Carvalho, nasceu no bairro IAPI na cidade de Porto Alegre em 17 de março de 1945". Ao lado da cantora existe um banco também feito de bronze onde é possível sentar-se para posar junto a estátua.[87][85]
Monumento "Olhos Atentos"
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O monumento "olhos atentos", trata-se de um monumento interativo realizado pelo artista plástico José Resende e cedido como um presente para a cidade de Porto Alegre no ano de 2006 após ser um dos artistas convidados pela 5.ª Bienal do Mercosul para produzir obras permanentes para Porto Alegre.[88] A obra é composta por duas vigas de aço, que se estendem acima do Guaíba, formando uma passarela, no qual é acessível ao público.[89]
Em 2019 foi descoberto um possível problema na obra que poderia levá-la à seu colapso.[90] O fato era que o peso e a movimentação dos visitantes a obra estavam causando leves inclinações que poderiam acarretar acidentes graves.[90] A obra foi reaberta ao público no ano de 2022 após ter sua estrutura reforçada e vistoriada, e foi imposto uma barra central de proteção na obra, assim limitando o número de visitantes à 20 simultâneos além de facilitar a distribuição de massa sob toda a estrutura.[88]
Monumento Heróis Voluntários
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O monumento "Heróis Voluntários" é uma homenagem aos voluntários que atuaram durante as enchentes de maio de 2024. A instalação do monumento na orla do Guaíba, especificamente ao lado da Usina do Gasômetro e em frente a "Árvore da Vida", foi uma escolha simbólica, pois essa área foi um dos principais pontos de desembarque para as vítimas resgatadas na Região das Ilhas, Guaíba e Eldorado do Sul. Este monumento serve como um tributo permanente aos heróis anônimos que se dedicaram ao auxílio das vítimas durante a enchente de maio de 2024, refletindo a solidariedade e o espírito comunitário da população de Porto Alegre.[91]
A obra, foi criada pelo artista plástico Ricardo Cardoso em colaboração com a Merigo Estruturas Metálicas. A escultura tem 6 metros de comprimento, 2 metros de largura e 4,5 metros de altura, totalizando 3,5 toneladas. Ela retrata um barco com a inscrição "Fraternidade", no interior do barco estão localizados socorristas com cães e crianças, enquanto o barco é segurado por outros voluntários na sua parte inferior, simbolizando o resgate de pessoas e animais durante a enchente. A inauguração contou com a presença de autoridades e voluntários que participaram ativamente dos resgates durante a enchente. O prefeito Sebastião Melo destacou a importância do trabalho voluntário, enfatizando que "sem voluntariado, não há vida boa".[91]
Monumento das Mãos Amarradas
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O Monumento das Mãos Amarradas envolve o caso do soldado Manoel Raymundo Soares, que se tornou um símbolo da repressão militar e das consequências da ditadura no Brasil. Manoel Soares foi um militar que, ao contrário de muitos colegas de farda que apoiaram a repressão durante o regime militar, se opôs à violência do regime. Ele foi torturado e preso por se opor às práticas autoritárias do governo militar, o que o tornou um dos exemplos de pessoas que sofreram com a brutalidade do sistema. No entanto, sua história é marcada pela resistência.[92][93]
Soares foi envolvido em atividades de resistência à ditadura, sendo preso e torturado pela Operação Bandeirante , uma das principais operações de repressão e perseguição de opositores ao regime militar. Ele foi levado para o Dops (Departamento de Ordem Política e Social), onde foi submetido a diversos tipos de tortura física e psicológica, características do regime militar, com o intuito de forçá-lo a confessar atividades subversivas. Após as sessões de tortura, o militar acabou falecendo e seu corpo foi posteriormente localizado com as mãos amarradas às costas, boiando, por moradores da Ilha das Flores.[92][93]
O monumento em questão é uma escultura de metal localizada no Trecho 3 do parque, próximo à mega pista. A obra representa duas mãos algemadas: uma delas aberta de forma exagerada, simbolizando o sofrimento, e a outra empunhando uma espécie de bandeira, que pode ser interpretada como uma bandeira branca – sinal universal de rendição e paz. De acordo com a história descrita na placa instalada na base da escultura, a bandeira foi ignorada pelos torturadores. Este monumento é um símbolo de memória, especialmente sobre a história dos militares e a resistência de vários opositores ao regime militar brasileiro, além de servir como um estímulo à defesa do estado democrático.[94][95]
Supercuia
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A rótula das cuias trata-se de uma rotatória urbana localizada no limite entre o trecho um e dois do parque. Onde existe em uma das suas extremidades um monumento chamado de Supercuias criado pelo artista plástico Saint Clair Cemin no ano de 2003 sendo um presente do artista durante a 4.ª Bienal do Mercosul. O monumento é formado por 12 cuias idênticas resultando em um grande dodecaedro, o objeto cuia foi escolhido como uma homenagem ao povo gaúcho e sua tradição de tomar chimarrão utilizando tal objeto.[96][97]
Por seu formato de complexa interpretação, o monumento acabou virando piada entre alguns porto-alegrenses que consideram o formato do monumento parecido com seios femininos, assim apelidando o local de "Rótula das Tetas".[98] Em 2020 com veiculação da pandemia da COVID-19, o seu formato característico também foi associado a doença, recebendo outro apelido, desta vez a "Rótula do Coronavírus" em decorrência de seu formato ser parecido com as representações do vírus em formato de "coroa".[98]
Esportes
[editar | editar código]A Orla do Guaíba conta com diversas quadras poliesportivas destinadas à prática de esportes coletivos e individuais. Estas quadras são destinadas a modalidades como futebol, basquete, vôlei e futsal, sendo de uso gratuito e público, o que a torna um espaço democrático para a prática esportiva. A presença dessas instalações contribui para a popularização do esporte e para a promoção de atividades físicas ao ar livre. Além das quadras, a orla também dispõe de espaços para a prática de esportes individuais, como o tênis, com quadras específicas para essa modalidade.[99][100][101]
A ciclovia que percorre a Orla do Guaíba é uma das principais vias para a prática de ciclismo na cidade. Com um trajeto que se estende por toda a extensão dos três trechos do parque, ela oferece um percurso seguro e bem sinalizado, tanto para ciclistas recreativos quanto para aqueles que a utilizam como meio de transporte.[102] Além da ciclovia, pelo percurso estão distribuídas centrais para aluguel de bicicletas do "Bike Itaú" da empresa Tembici ligada ao Banco Itaú, o que facilita o turismo entre os trechos da orla.[103] O local também é palco de eventos sazonais de ciclismo, como o "Pedal da Paz".[104]
O calçadão da Orla do Guaíba é uma importante infraestrutura voltada para atividades de caminhada, corrida e passeio. Ele se estende ao longo de grande parte da orla e é utilizado por pedestres em busca de lazer, exercícios leves e contemplação. Além de promover a saúde e o bem-estar, o calçadão proporciona uma experiência de contato com a natureza, permitindo aos usuários desfrutar das vistas para o Guaíba e da vegetação ao redor. Além disso, o Trecho 3 da Orla do Guaíba foi projetado para ser 100% inclusivo a pessoas com deficiência, contando com rampas de acesso, corrimãos próximos às arquibancadas, vagas reservadas no estacionamento e uma rota tátil composta por piso podotátil de dois tipos: o direcional e o de alerta.[105] A infraestrutura da região a torna atraente para eventos relacionados à prática de corridas. O mais famoso desses eventos é um dos trechos do Circuito Poa Day Run.[106][107] Além disso, também são realizadas corridas temáticas em apoio a causas específicas, como a "Corrida Para Vencer o Diabetes" e a "Corrida pela Vida", que são dois exemplos bastante conhecidos. [107][108]
Megapista da Orla
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A Megapista da Orla é o nome popular para o skatepark presente no terceiro trecho do Parque da Orla do Guaíba. Entregue no ano de 2022, foi projetada pela empresa Spot Skateparks em conjunto com a empresa Rio Ramp Design tendo sua construção sendo auxiliada pela construtora Ambiente SB PARKS.[109][5] Possuindo 6 km² de área, é considerado o maior skatepark da América Latina, retornando um prestígio à cidade que anteriormente era detentora do título por possuir o primeiro e consecutivamente na época o maior skatepark na área do Parque Marinha do Brasil.[5] Em conjunto com a prefeitura o local é palco para diversas atividades de divulgação do esporte, bem como para a inclusão de crianças carentes e com deficiência a praticas desportivas.[110][111]
A megapista possui três modalidades do esporte em um único trecho interligado, sendo eles:[109][112]
- Pista street: a prática "street" (do inglês: rua) trata-se da modalidade onde os praticantes utilizam-se de objetos do cotidiano das ruas (corrimão, lixeira, banco...) como obstáculos para realizar suas manobras.[112]
- Bowl: o "bowl" (do inglês: tigela) trata-se de uma pista em formato de uma tigela profunda porém não extensa, onde os praticantes conseguem realizar manobras com o impulso de suas decidas tanto nas inclinações da própria pista quanto nas beiradas.[112]
- Snake bowl: o "snake bowl" ou simplesmente "snake" (do inglês: cobra) é um tipo de pista onde o praticante utiliza-se de uma pista em formato de uma piscina rasa porém com diversas curvas e inclinações. A pista recebe este nome, por ter um formato semelhante ao rastro deixado por uma serpente após sua passagem.[113]
Galeria
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Menino observa o pôr do sol -
Homem passeia sob as passarelas durante o pôr do sol -
Usina do Gasômetro vista do cais embarcadeiro presente no parque -
Passarelas presentes sob o Guaíba -
Monumento helicoidal
Referências
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