Parental Advisory

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O selo Parental Advisory atual, introduzido em 1996.

Parental Advisory (abreviado PAL) é uma etiqueta de aviso introduzida primeiramente pela Recording Industry Association of America (RIAA) em 1985 e mais tarde adotado pela British Phonographic Industry (BPI) em 2011. O selo é colocado em gravações de áudio para indicar excesso de palavras de baixo calão ou referências inapropriadas, com a intenção de alertar os pais que naquele produto há material potencialmente incompatível com ouvintes mais jovens. De início, o rótulo era afixado em compact discs (CD) e fitas cassete, e foi mais tarde incluído em listas digitais oferecidas pelas lojas de música online para acompanhar a crescente popularidade do serviço.

Os álbuns com a legenda Parental Advisory são geralmente lançados em conjunto com versões censuradas que reduzem ou eliminam o material questionável. Diversos varejistas distribuem todos os tipos da obra, ocasionalmente com um preço maior para o editado, enquanto alguns vendedores oferecem as edições alteradas como a opção principal e decidem não deixar disponíveis as homólogas explícitas. Contudo, a etiqueta já foi bastante questionada por percebida ineficiência em limitar a quantidade de conteúdo inapropriado ao qual os jovens estão expostos.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Mary "Tipper" Gore, a co-fundadora do Parents Music Resource Center, comumente creditada pelos principais movimentos que levaram ao selo Parental Advisory.

Pouco depois de sua formação, em abril de 1985, o Parents Music Resource Center (PMRC) criou uma lista com quinze canções que continham conteúdo considerado impróprio. Uma crítica particular foi a música "Darling Nikki", do cantor Prince, após a filha da co-fundadora do PMRC, Mary "Tipper" Gore, reconhecer suas referências à masturbação. A Recording Industry Association of America (RIAA) respondeu introduzindo uma versão mais nova do aviso de conteúdo, mas o PMRC não mostrou-se satisfeito e propôs um sistema de classificação musical semelhante ao usado para os filmes pela Motion Picture Association of America (MPAA). A RIAA deu como alternativa a ideia de usar um selo, onde estaria escrito "Parental Guidance: Explicit Lyrics", e após um conflito contínuo entre as duas organizações, o tema foi discutido durante uma audiência com o Comissão de Comércio, Ciência e Transporte do Senado dos Estados Unidos. Dois meses depois da sessão, aproximadamente, ambas concordaram com a decisão de afixar nas gravações de áudio uma etiqueta com os dizeres "Explicit Lyrics: Parental Advisory" ou ter suas letras afixadas na parte de trás da embalagem.[1]

Em 1990, um aviso em preto e branco que dizia "Parental Advisory: Explicit Lyrics" foi apresentado como padrão a ser seguido pelos discos considerados impróprios, e a ser colocado na seção inferior direita do produto. Até maio de 1992, aproximadamente 225 obras foram marcadas com o rótulo.[2] Em resposta a diversas opiniões nos anos seguintes, mudou-se o texto para "Parental Advisory: Explicit Content" em 1996. O sistema permaneceu sem alterações até 2002, quando afiliadas da Bertelsmann Music Group (BMG) começaram a adicionar classificações específicas para diversas áreas, como "strong language", "violent content" e "sexual content" em compact discs ao lado da genérica indicação Parental Advisory.[3] O selo passou a ser utilizado em serviços de streaming e lojas de música online em 2011.[4] No mesmo ano, a British Phonographic Industry (BPI) revisou suas políticas de censura musical para incorporar o uso mais proeminente da etiqueta.[5]

Referências

  1. Tom Cole (29 de outubro de 2010). «You Ask, We Answer: 'Parental Advisory' Labels — The Criteria And The History» (em inglês). NPR. Consultado em 30 de janeiro de 2016. 
  2. David Browne (22 de maio de 1992). «As Prudish as They Wanna Be». Entertainment Weekly (em inglês). Time Inc. Consultado em 30 de janeiro de 2016. 
  3. Jon Wiederhorn (3 de julho de 2002). «Sex, Violence, Cursing: Explicit Lyrics Stickers Get Explicit» (em inglês). MTV News. Viacom. Consultado em 30 de janeiro de 2016. 
  4. Mark Sweney (2 de junho de 2011). «Parental warnings to be introduced for online music». The Guardian (em inglês). Consultado em 30 de janeiro de 2016. 
  5. «BPI Parental Advisory Scheme Guidelines» (PDF) (em inglês). British Phonographic Industry. setembro de 2011. Consultado em 30 de janeiro de 2016.