Ponte do Øresund

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Ponte do Øresund
Øresundsbroen
Öresundsbron
Design Ponte Estaiada - Cabos
Data de abertura 2 de julho de 2000
Dimensões e tráfego
Comprimento total 7845 metros (25 738 pés)
Maior pilar 490 metros (1608 pés)
Tráfego 17 000 veículos
Geografia
Via 4 vias da Rota Europeia E20
Cruza Øresund
Localização Copenhague, Dinamarca
e Malmö, Suécia
Coordenadas 55° 34' 31" N 12° 49' 37" E

A Ponte de Øresund ou Ponte de Öresund (em dinamarquês: Øresundsbroen, em sueco: Öresundsbro) é uma ponte que liga a Dinamarca à Suécia, mais exatamente Copenhague a Malmö, através do estreito de Öresund. Com 7845 metros de comprimento, é a maior ponte rodoferroviária da Europa de altura do vão acima do nível da água[1][2][3].

Nome[editar | editar código-fonte]

Na Suécia e na Dinamarca, a ponte é mais frequentemente referida como Öresundsbron ou Øresundsbroen, respetivamente. A própria empresa insiste em Øresundsbron, um compromisso entre as duas línguas, que simbolizaria uma identidade cultural comum da região.

O complexo rodoferroviário de 16 km, composto por 3 partes - a ponte (7845 m), o túnel submarino (3510 m) e a ilha artificial de Pepparholm (4055 m), é oficialmente designado por "Ligação de Øresund" (em dinamarquês: Øresundsforbindelsen, em sueco: Öresundsförbindelsen).[4]

História[editar | editar código-fonte]

A ponte de Øresund liga a Dinamarca (vermelho) à Suécia (amarelo)

A construção começou em 1995. O último ponto foi construído em 14 de agosto de 1999. O custo total da obra foi de R$ 5,7 bilhões de dólares, pagos 50% por cada um dos dois dois países por ela interligados.[5] O Príncipe herdeiro Frederico da Dinamarca e a Princesa herdeira Vitória da Suécia, se encontraram no ponto exato do meio da ponte para celebrar sua conclusão. A inauguração oficial foi em 1 de junho de 2000, com a rainha Margarida II da Dinamarca e com o rei Carlos XVI Gustavo da Suécia. A ponte foi aberta ao tráfego mais tarde nesse dia. Antes da inauguração, 79.871 corredores competiram na maratona de Amager (na Dinamarca) para Skåne (na Suécia), em 12 de junho de 2000. A ponte foi concluída 3 meses antes da data prevista.

A divisão em três partes distintas, conforme supramencionado, apesar de mais cara do que uma hipotética estrutura constituída unicamente como ponte, justifica-se por duas razões principais. Primeiramente, para substituir o trecho em túnel submarino por uma ponte, seriam necessários vãos muito largos e pilares muito elevados, dado o porte dos grandes navios que atravessam a região. Em segundo lugar, ainda que a primeira solução fosse tecnicamente viável, o aeroporto internacional de Copenhague figa nas proximidades o que faria deste trecho hipotético um significativo risco para a aviação. Ademais, por consequência, a parte formada pela ponte fica justamente do lado oposto à Copenhague. [5]

Inicialmente, o uso da ponte não era tão grande como esperado, que era geralmente atribuído aos custos da travessia. Entanto, em 2005 e 2006, houve um rápido aumento do volume de tráfego sobre a ponte. Este fenômeno pode ser devido à migração pendular entre Copenhague e Malmö, já que os custos de moradia no lado sueco eram mais baratos. A tarifa do pedágio (portagem) na época era de 260 coroas dinamarquesas, que equivaliam a 325 coroas suecas ou a 36 euros (no entanto, descontos de até 75% estão disponíveis para os utilizadores regulares). Em 2007, quase 25 milhões de pessoas viajaram ao longo da ponte, totalizando a soma de 15,2 milhões de euros pagos nos pontos de pedágios por carros e ônibus e 9,6 milhões de euros em passagens de trem.

Características[editar | editar código-fonte]

A ponte tem uma das mais longas linhas de cabos e fios do mundo (em 490 metros). A altura do pilar é de 204 metros. O comprimento total da ponte é de 7845 metros, que é aproximadamente metade da distância entre as terras dinamarquesas e suecas, e o seu peso é 82 mil toneladas. Na ponte, os dois traçados ferroviários estão abaixo do tabuleiro com quatro faixas de rodagem rodoviária. A ponte tem uma folga vertical de 57 metros (187 pés), embora a maioria dos barcos de tráfego em todo o Øresund ainda passe sobre o estreito de Drogden (onde se situa o túnel). A ponte foi projetada por Arup.

Para a construção do túnel, o leito do mar foi escavado por cerca de 4 km, inclusive enfrentando dificuldades em trechos com rochas de alta dureza. Sua estrutura é formada por 20 grandes blocos de concreto moldados em canteiros, transportados por um conjunto de balsas e assentados na rocha escavada com precisão milimétrica. A ilha artificial, por sua vez, foi produzida a partir de rochas, areia dragada do fundo do mar e e entulhos produzidos pela construção da ponte.[5]

Referências

  1. Magnusson, Thomas; et al. (2004). «Öresundsbron». Vad varje svensk bör veta (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. p. 230. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 
  2. «Öresundsförbindelsen» (em sueco). Nationalencyklopedin – Enciclopédia Nacional Sueca. Consultado em 8 de fevereiro de 2016 
  3. «Øresundsforbindelsen» (em dinamarquês). Den Store Danske Encyklopædi – Grande Enciclopédia Dinamarquesa. Consultado em 8 de fevereiro de 2016 
  4. Ernby, Birgitta; Martin Gellerstam, Sven-Göran Malmgren, Per Axelsson, Thomas Fehrm (2001). «Öresundsförbindelsen». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. p. 787. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 
  5. a b c Venturi, Jacir (19 de julho de 2017). «Edifício Turning Torso e Ponte Öresund». Consultado em 21 de julho de 2017 

Ver também[editar | editar código-fonte]

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