Ricardo Piglia

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Ricardo Piglia
Ricardo Piglia, 2011
Nascimento 24 de novembro de 1941
Adrogué, Argentina
Morte 6 de janeiro de 2017 (75 anos)[1]
Nacionalidade Argentina Argentino
Prémios Prémio Iberoamericano de Letras José Donoso (2005)

Prémio Rómulo Gallegos (2011)
Prémio Casa de las Américas (2012)

Género literário Romance, conto
Movimento literário Pós-modernismo
Magnum opus Dinheiro a arder

Ricardo Piglia (Adrogué, Buenos Aires, 24 de novembro de 19416 de janeiro de 2017) foi um escritor argentino. Publicou, entre os textos de ficção, La invasión (contos, 1967), Nombre falso (contos, 1975), Respiración artificial (romance, 1980), Prisión perpetua (novelas, 1988), La ciudad ausente (romance, 1992) e Plata quemada (romance, 1997). Os livros de não-ficção são Crítica y ficción (1986, com edição ampliada em 1990), Formas breves (2000), Tres propuestas para el próximo milenio (y cinco dificultades) (2001) e El último lector (2005). Volta para a ficção em El camino de Ida (romance, 2013). Compôs, em parceria com o músico Gerardo Gandini, a ópera que estreou em 1995 no Teatro Colón de Buenos Aires, La ciudad ausente, baseada em seu romance de mesmo nome. Em 1990, Alejandro Agresti dirigiu um longa metragem chamado Luba, partindo do livro Nombre falso. Em 1998, igualmente, Marcelo Piñeyro levou às telas a história de Plata quemada. Ricardo Piglia editou o Diccionario de la novela de Macedonio Fernández (2000), organizou e prefaciou uma antologia de contos chamada Las fieras (1993). Cuentos con dos rostros (1992) é uma seleção de relatos e integra um projeto de difusão cultural dirigido pela Universidade Nacional Autónoma de México, sob os cuidados de Marco Antonio Campos. La Argentina en pedazos (1993) é uma compilação de ensaios introdutórios à literatura argentina, originalmente preparados para as adaptações de textos literários da revista em quadrinhos Fierro. Cuentos morales (1995) é uma antologia organizada por Piglia que reúne alguns de seus relatos, escritos entre 1961 e 1990.

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Em 1957, sua família se mudou para Mar del Plata, cidade onde começou a escrever um diário íntimo que se sobrepõe à memória e parece ficção. Em 1960, decide-se pelo curso de História na Universidad Nacional de la Plata. Em 1963, tornou-se professor dessa mesma universidade. No mesmo ano, foi secretário de redação da revista Liberación, órgão cultural do Movimiento de Izquierda Revolucionario, MIR. Em 1965, preparou para a editora Jorge Álvarez uma antologia da narrativa norte-americana chamada Crónicas norteamericanas.

Ao lado de Sergio Camarda dirigiu a revista Literatura y sociedad (um único número). No ano seguinte, devido ao golpe de Estado de Juan Carlos Onganía e a intervenção nas universidades, renunciou ao cargo de professor e começou a trabalhar na editora Jorge Álvarez, dirigindo a coleção "Clásicos de Hoy". Em 1968, foi diretor literário da editora Tiempo Contemporáneo e preparou a coleção de romances policiais chamada "Serie Negra", quando se difundiram na Argentina as obras de Dashiel Hammet, Raymond Chandler, David Goodis, Horace McCoy, Brett Halliday, Eric Ambler. Entre 1969 e 1974 fez parte do comitê de redação da revista Los libros, dirigida por Héctor Schmucler.

Em 1974, colaborou para a revista Crisis, dirigida por Eduardo Galeano. Em 1977, foi visiting professor na Universidade da Califórnia. Em 1978, tem início sua participação na direção da revista Punto de Vista, ao lado de Beatriz Sarlo e Carlos Altamirano. No mesmo ano, traduziu Men without Women, de Ernest Hemingway. Em 1984, passou a fazer parte dos colaboradores da revista Fierro, dirigida por Juan Sasturian. Em 1987, como senior fellow do Council of the Humanities, passou um semestre na Universidade de Princeton, à qual retornaria em 1989 e onde desde 1997 é professor. Em 1988, residiu três meses na Maison des Écrivains Étrangers et Traducteurs, em Saint Nazaire. No ano seguinte, recebeu a bolsa Guggenheim. No primeiro semestre de 1990, ministrou cursos em Harvard University, depois retornou à Argentina pelos sete anos consecutivos, desta vez como professor da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires.

Em 1962, o conto "Mi amigo" (La invasión), foi premiado no concurso organizado por El Escarabajo de oro. Em 1963, "Una luz que se iba", do mesmo livro, recebeu a premiação do primeiro concurso da revista Bibliograma, do qual participaram como jurados Marta Lynch, Marco Denevi, Aristóbulo Echegaray e Germán Verdiales. Em 1975, "La loca y el relato del crimen" (Nombre falso) foi vencedor do concurso de contos policiais da revista Siete Días, cujos jurados eram Jorge Luis Borges, Marco Denevi e Augusto Roa Bastos. Respiración artificial recebeu o Premio Boris Vian (1982), Plata quemada foi premiado pela editora Planeta (1997), Formas breves foi o ganhador do Premio Bartolomé March (2001). Toda a obra foi homenageada pelo Premio Iberoamericano de Letras José Donoso (2005). Para o cinema, Ricardo Piglia escreveu o roteiro de Foolish Heart (Coração Iluminado), dirigido por Héctor Babenco em 1995. No mesmo ano trabalhou com o cineasta Andrés di Tella num documentário sobre Macedonio Fernández. Elaborou o roteiro de La Sonámbula (1998), com colaboração de Fabián Bielinsky e do diretor Fernando Spiner. Junto a David Lipszyc, realizou a adaptação de El astillero (2000) de Juan Carlos Onetti. Ainda fez versões de textos de Julio Cortázar e colaborou com María Luisa Bemberg na primeira versão do roteiro de El impostor, baseado em relato de Silvina Ocampo.

Obras[editar | editar código-fonte]

Romances[editar | editar código-fonte]

  • Respiración artificial , Editorial Pomaire, Buenos Aires, 1980
  • La ciudad ausente, Editorial Sudamericana, Buenos Aires, 1992
  • Plata quemada, Planeta, Buenos Aires, 1997
  • Blanco nocturno, Anagrama, Barcelona, 2010
  • El camino de Ida, Anagrama, Barcelona, 2013

Contos[editar | editar código-fonte]

  • Jaulario, Casa de las Américas, La Habana, Cuba, 1967. Contiene 9 cuentos:
    • Tierna es la noche; Tarde de amor; La pared; Una luz que se iba (primer premio en el concurso de la revista Bibliograma, 1963); Desde el terraplén; La honda; En el calabozo; Mata Hari 55; y Las actas del juicio
  • La invasión, Editorial J. Álvarez, Buenos Aires, 1967. Este libro es Jaulario modificado y ampliado; así, contiene el cuento Mi amigo, no incluido en el libro cubano, e introduce modificaciones en algunos relatos, como los importantes en Una luz que se iba, cuento que sí se incluía en Jaulario.[2] Anagrama sacó una reedición ampliada en 2007. La edición de 1967 contiene 10 cuentos:
    • Tarde de amor; La pared; Una luz que se iba; En el terraplén; La honda; Mata Hari 55; Las actas del juicio; Mi amigo (primer premio, compartido, en el concurso de la revista El Escarabajo de Oro, 1962), La invasión y Tierna es la noche
  • Nombre falso, Siglo XXI Editores, México, 1975. Contenía cinco relatos — Las actas del juicio; Mata Hari 55; El laucha Benítez cantaba boleros; La caja de vidrio y El precio del amor— y la nouvelle que da título al libro; la edición definitiva —Seix Barral, Buenos Aires, 1994—, quedó así: El fin de viaje; El laucha Benítez cantaba boleros; La caja de vidrio; La loca y el relato del crimen; El precio del amor y Nombre falso
  • Prisión perpetua, Editorial Sudamericana, Buenos Aires, 1988; contiene las nouvelles Prisión perpetua y Encuentro en Saint-Nazaire; a la edición española le agregó dos relatos: El fin del viaje y La loca y el relato del crimen. En las cuatro figura Emilio Renzi, el personaje que adoptó el papel de narrador de Respiración artificial
  • Cuentos morales, con introducción de Adriana Rodríguez Pérsico; Espasa Calpe, Buenos Aires, 1995
  • El pianista, Eloísa Cartonera, Buenos Aires, 2003

Ensaios[editar | editar código-fonte]

  • Crítica y ficción, Seix Barral, Buenos Aires, 1986. La edición de Anagrama, en 2001, incorpora entrevistas e intervenções de 1986 até 2000 e contém:
    • La lectura de la ficción; Sobre Roberto Arlt; Narrar en el cine; Una trama de relatos; Sobre Cortázar; El laboratorio de la escritura; Sobre el género policial; Parodia y propiedad; Sobre 'Sur'; Sobre Borges; Novela y utopía; Los relatos sociales; La literatura y la vida; Ficción y política en la literatura argentina; Sobre Faulkner; Primera persona; Borges como crítico y Conversación en Princeton
  • Formas breves, Temas Grupo Editorial, Buenos Aires, 1999
  • Diccionario de la novela de Macedonio Fernández, Fondo de Cultura Económica USA, 2000
  • El último lector, Anagrama, Barcelona, 2005
  • Teoría del complot, Mate, Buenos Aires, 2007

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Antología personal, Fondo de Cultura Económica, 2014 / Editorial Anagrama, Barcelona, 2015
  • Los diarios de Emilio Renzi, tres volúmenes de los diarios que Piglia escribe desde los 16 años:
    • Los años de formación (1957 - 1967), Editorial Anagrama|Anagrama, Barcelona, 2015
    • Los años felices, previsto para 2016
    • Un día en la vida, previsto para 2017

Referências

  1. «Morre o escritor argentino Ricardo Piglia, aos 75 anos». O Globo. 6 de janeiro de 2017. Consultado em 6 de janeiro de 2017 
  2. Ricardo Piglia: la escritura y el arte nuevo de la sospecha, Universidad de Sevilla, Secretariado de Publicaciones, 2006. Sobre Jaulario y La invasión véanse las páginas 166 y siguientes de este libro coordinado por Daniel Mesa Gancedo.

Ver também[editar | editar código-fonte]