Robert Lucas, Jr.

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Robert Lucas, Jr.
Nascimento 15 de setembro de 1937 (80 anos)
Yakima
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Prêmios Nobel prize medal.svg Nobel de Economia (1995)
Campo(s) Economia

Robert Emerson Lucas, Jr. (Yakima, 15 de setembro de 1937) é um economista estadunidense da Universidade de Chicago.

Foi laureado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 1995 e referenciado por N. Gregory Mankiw como "o macroeconomista mais influente do final do século 20".[1] Foi um dos que assinaram uma petição para que o governo americano não socorresse os bancos em 2008.[2]

Contribuições[editar | editar código-fonte]

Expectativas racionais[editar | editar código-fonte]

Lucas é muito conhecido pelas suas investigações sobre as implicações do pressuposto das expectativas racionais. Lucas (1972) incorporou a ideia de expectativas racionais num modelo de equilíbrio geral dinâmico. Os agentes no modelo de Lucas são racionais: com base na informação disponível, formam expectativas sobre os preços e quantidades futuro e com base nessas expectativas eles agem para maximizar a sua utilidade total esperada. Também elaborou fundamentos teóricos sólidos para a ideia de Milton Friedman e Edmund Phelps da neutralidade a longo prazo da moeda e gizou uma explicação sobre a correlação entre o produto e a inflação, representada pela curva de Phillips.

Crítica de Lucas[editar | editar código-fonte]

Lucas (1976) desafiou os fundamentos da teoria macroeconômica (anteriormente dominada pela abordagem keynesiana), argumentando que um modelo macroeconómico deveria ser construído como uma versão agregada dos modelos microeconómicos (ainda que observando que a agregação no sentido teórico pode não ser possível dentro de um determinado modelo). Ele estabeleceu a crítica de Lucas da formulação de políticas económicas, que sustenta que as relações que parecem verificar-se na economia, como uma aparente relação entre inflação e desemprego, poderiam alterar-se em resposta a mudanças na política económica. Isto levou ao desenvolvimento da macroeconomia dos novos clássicos e a desenvolvimentos da fundamentação microeconómica da teoria macroeconómica.

Outras contribuições[editar | editar código-fonte]

Lucas também desenvolveu a teoria da oferta (Lucas aggregate supply function) que sugere que as pessoas podem ser iludidas por uma política monetária não sistemática; o modelo Uzawa-Lucas (com Hirofumi Uzawa) de acumulação de capital humano; e o paradoxo de Lucas, que explica por que razão não se verifica um maior fluxo de capital dos países desenvolvidos para os países em desenvolvimento. A obra de Lucas de 1988 é uma contribuição seminal para a literatura do desenvolvimento e crescimento económicos. Robert Lucas e Paul Romer contribuiram para o nascimento da teoria do crescimento endógeno e para o ressurgimento da pesquisa sobre o crescimento económico no final dos anos de 1980 e na década de 1990.

Também contribuiu com noções fundamentais para a economia comportamental e estabeleceu a fundamentação intelectual que nos permite entender os desvios da lei do preço único (law of one price) baseada na irracionalidade dos investidores.

Em 2003, ele proclamou, cerca de 5 anos antes da Grande Recessão, que "o problema central da prevenção da depressão foi resolvido, para todos os efeitos práticos, e de fato foi resolvido por muitas décadas."[3]

Referências

  1. Mankiw, N. Gregory (21 de setembro de 2009). «Back In Demand». Wall Street Journal 
  2. To the Speaker of the House of Representatives and the President pro tempore of the Senate:
  3. Lucas, Robert (2009) Fighting Off Depression, The New York Times, 4 de Janeiro de 2009, http://www.nytimes.com/2009/01/05/opinion/05krugman.html?_r=0

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Reinhard Selten, John Forbes Nash e John Harsanyi
Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel
1995
Sucedido por
James Mirrlees e William Vickrey


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