Ronald Coase

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Ronald Coase
Conhecido(a) por Teorema de Coase
Nascimento 29 de dezembro de 1910
Londres
Morte 2 de setembro de 2013 (102 anos)
Chicago
Nacionalidade Britânico
Alma mater Universidade de Londres, London School of Economics
Prêmios Medalha do prêmio Nobel Nobel de Economia (1991)
Instituições Universidade da Virgínia, Universidade de Chicago
Campo(s) Análise econômica do direito

Ronald Harry Coase (Londres, 29 de dezembro de 19102 de setembro de 2013) foi um economista britânico.[1]

Filho da classe trabalhadora, Coase se apaixonou pelas economias de mercado, sendo agraciado com o Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel de 1991, por sua produção da área da microeconomia, desenvolvendo a Teoria da Firma,[2] e pelo seu trabalho denominado O Problema do Custo Social, que é considerado uma mudança de paradigma na área de legislação econômica bem como o trabalho mais citado na mesma.[3][4]

A firma, o mercado e o direito[editar | editar código-fonte]

A mais importante obra de Ronald Coase, The firm, the market and the law, foi traduzida para a língua portuguesa em 2016 e publicada pela Forense Universitária, na Coleção Paulo Bonavides, dirigida pelo ministro Dias Toffoli e pelo professor Otavio Luiz Rodrigues Junior. Sob o título A firma, o mercado e o direito, o livro foi antecedido de um Estudo Introdutório elaborado pelo ministro Antonio Carlos Ferreira e por Patrícia Candido Alves Ferreira.[5]

A Natureza da Firma[editar | editar código-fonte]

Segundo Coase, o objetivo com o seu aritigo The nature of firm "foi estabelecer uma base lógica para a firma e indicar o que determina a gama de atividades que desenvolve"[6].

Procurou responder ao questionamento sobre a origem do crescimento das firmas, propondo que elas crescerão enquanto for mais barato racionalizar os custos de transação de um determinado produto internamente, do que adquiri-lo diretamente no mercado.

Para o economista britânico, era importante responder tal questão, pois a teoria econômica até então se preocupava com um funcionamento do mercado não realista, ignorando o funcionamento de algo tão importante para o funcionamento das modernas economias de mercado: as firmas.

Em suas palavras: "A principal razão pela qual é lucrativo estabelecer uma firma pareceria ser que existe um custo na utilização do mecanismo de preços", uma vez que seria bastante oneroso a celebração de inúmeros contratos para cada transação de troca.

Assim, cria-se a firma para que o custo dessas inúmeras transações seja reduzido. A "operação de um mercado tem seus custos e, ao estabelecer uma organização e permitir que alguma autoridade (o 'empresário') direcione os recursos, são economizados determinados custos de mercado"[7].

O problema do custo social[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Teorema de Coase

Coase argumenta que em um cenário sem custos de transação, a barganha entre as partes envolvidas em um conflito legal levaria à alocação de recursos mais eficiente possível.[8]

Referências

  1. Ronald Coase, 1910-2013 (em inglês)
  2. Hahn, Robert (2013). «Ronald Harry Coase (1910–2013) Nobel-prize winning economist whose work inspired cap-and-trade». Nature. 502 (7472): 449. Bibcode:2013Natur.502..449H. doi:10.1038/502449a 
  3. Merrill & Smith (2017), p. 32.
  4. Davies, William (2014). The Limits of Neoliberalism: Authority, Sovereignty and the Logic of Competition. [S.l.]: SAGE. pp. 87–90. ISBN 9781473905337 
  5. «Lançamento de obra de Ronald Coase reforça estudo entre Direito e Economia». Consultor Jurídico 
  6. COASE, Ronald (2017). A Firma, o Mercado e o Direito. Rio de Janeiro: Forense universitária. pp. 6–6 
  7. Coase, Ronald (2017). A Firma, o Mercado e o Direito. Rio de Janeiro: Forense Universitária. pp. 40–41 
  8. (Coase 1960)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Harry Max Markowitz, Merton Howard Miller e William Forsyth Sharpe
Prémio de Ciências Económicas em Memória de Alfred Nobel
1991
Sucedido por
Gary Stanley Becker
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