São Paulo em 1841

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São Paulo em 1841
Model of old São Paulo.jpg
Tipo
Características
Material
Comprimento
6 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Largura
5,1 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Concepção
Data
Fabricação
Autor
Utilização
Encomendador
Retenção
Conservador
Coleção Museu Paulista (d)Visualizar e editar dados no Wikidata
Localização

São Paulo em 1841 é uma maquete em gesso de parte da cidade de São Paulo retratada em 1841, realizada pelo modelador holandês Henrique Bakkenist e inaugurada em 1922, para o centenário da Independência do Brasil. A maquete foi encomendada por Afonso d'Escragnolle Taunay e, por ser até então a maior obra desse tipo produzida no Brasil, foi concebida para ser uma das principais atrações do Museu Paulista.[1] A obra é tida hoje com um importante documento da lógica do povoamento de São Paulo.[2]

A produção da maquete iniciou-se em março de 1920, a partir de plantas da cidade selecionadas por Taunay. Seu objetivo inicial era reproduzir São Paulo em 1822, mas por haver poucos documentos sobre a cidade nesse período optou por reproduzi-la em sua configuração de 1841. As plantas variadas que selecionou, em especial a primeira carta cadastral da cidade,[3] fundamentaram o desenho da base, com 5,1 metros de largura e 6 metros de comprimento, sobre a qual Bakkenist produziu a maquete.

O objetivo de Taunay era que a obra fosse uma reprodução fiel da região central da cidade em 1841,[1] o que contribuiria para dar um sentido histórico coerente a São Paulo.[3]

As construções na maquete foram criadas a partir de ilustrações, pinturas e fotografias, como as realizadas em 1862 por Militão Augusto de Azevedo. Apenas um quarto da cidade, a região central, é representado na obra, por isso não aparecem pontos importantes de São Paulo à época, como Largo do Piques. São ressaltadas na maquete as feições coloniais das construções da cidade; não há vegetação, pessoas e veículos.[3]

No momento da inauguração da maquete, em 1922, era toda branca. Em 1984, recebeu a pintura que tem ainda hoje, com o intuito de agradar mais o público.[2]

No período de fechamento do museu para reforma, iniciado em 2013, São Paulo em 1841 é uma das obras que permaneceu no edifício-monumento por não haver forma de retirá-la, o mesmo que aconteceu com a pintura de Pedro Américo Independência ou Morte.[4]

Referências

  1. a b Brefe, Ana Claudia Fonseca (1 de janeiro de 2005). O museu paulista: Affonso de Taunay e a memória nacional, 1917-1945. [S.l.]: SciELO - Editora UNESP. ISBN 9788539303281 
  2. a b Lobo, Manuel Leal da Costa; Júnior, José Geraldo Simões (1 de janeiro de 2012). Urbanismo de colina: uma tradição luso-brasileira. [S.l.]: SciELO - Editora Mackenzie. ISBN 9788582930533 
  3. a b c «Maquete - A Cidade de São Paulo em 1841». Vimeo. Consultado em 5 de maio de 2018 
  4. «Quadro chumbado na parede e outras dificuldades da reforma do Museu do Ipiranga». VEJA SÃO PAULO