Scila Médici

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa
Scila Médici
GCB
29.ª Primeira-dama do Brasil
Período 30 de outubro de 1969
até 15 de março de 1974
Presidente Emílio Garrastazu Médici
Antecessor Yolanda Costa e Silva
Sucessor Lucy Geisel
Dados pessoais
Nome completo Scila Gaffrée Nogueira Médici
Nascimento 4 de outubro de 1907
Bagé, Rio Grande do Sul
Morte 25 de janeiro de 2003 (95 anos)
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Nacionalidade Brasileira
Cônjuge Emílio Garrastazu Médici (1931–1985)

Scila Gaffrée Nogueira Médici[1] GCB (Bagé, 4 de outubro de 1907Rio de Janeiro, 25 de janeiro de 2003[2]) foi a esposa de Emílio Garrastazu Médici, 28.º Presidente do Brasil, e a primeira-dama do país de 1969 a 1974.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu como Scila Gaffrée Nogueira. Ela e seu marido tiveram dois filhos, Sérgio Nogueira Médici (um agropecuarista, falecido em maio de 2008[3]) e Roberto Nogueira Médici (um engenheiro e professor universitário.[4]) Ambos nasceram em Bagé, no Rio Grande do Sul, e foram Comendadores (20 de julho de 1972) e Grandes-Oficiais (26 de julho de 1973) da Ordem Militar de Cristo.[5][6]

Primeira-dama do Brasil[editar | editar código-fonte]

Scila Médici tornou-se primeira-dama do Brasil com um pouco mais de sessenta anos de idade. Foi discreta e se limitou aos afazeres de dona-de-casa. Em dezembro de 1969, no transcurso do Dia Nacional da Família, ela dirigiu a seguinte mensagem às mulheres do país através da revista Brasil Jovem:

Dona Scila decorou a granja de Riacho Fundo com móveis retirados dos depósitos públicos de Brasília, sem gastar nenhum dinheiro público.

Últimos anos[editar | editar código-fonte]

No dia 1º de julho de 1986, quase um ano após a morte de Médici, Dona Scila afirmou ao Jornal do Brasil que seu marido desejara iniciar a abertura política antes do fim do seu mandato, mas que Ernesto Geisel, seu sucessor, ameaçou renunciar a sua candidatura se o presidente pusesse em prática aquela iniciativa.[8]

Em 5 de janeiro de 2003, Scila Médici foi internada no Hospital Samaritano, em razão de um acidente vascular cerebral. Acabou sendo transferida para o Hospital Central do Exército (HCE), onde morreu de causas naturais, aos noventa e cinco anos. Seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista, em Botafogo.

Honra[editar | editar código-fonte]

Insígma País Honra Data
POR Ordem do Merito Gra-Cruz BAR.svg Portugal Grã-Cruz da Ordem de Benemerência, concedida pelo Presidente Américo de Deus Rodrigues Thomaz 24 de abril de 1972.[9]

Referências

  1. Pela grafia arcaica, Scylla Gaffrée Nogueira Médici.
  2. Brasil - 25 de janeiro de 2003[ligação inativa]
  3. Obituário - Zero Hora
  4. «Forense Universitária». Consultado em 11 de janeiro de 2009. Arquivado do original em 3 de março de 2016 
  5. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Sérgio Nogueira Médici". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016 
  6. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Sérgio Nogueira Médici". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016 
  7. «Carta de Scila Médici». Consultado em 11 de janeiro de 2009 
  8. «Muda Brasil: o marketing político que levou Tancredo Neves à presidência da República» (PDF). Consultado em 11 de janeiro de 2009. Arquivado do original (PDF) em 20 de julho de 2014 
  9. «Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas». Resultado da busca de "Marly Sarney". Presidência da República Portuguesa. Consultado em 24 de março de 2016 

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedida por:
Iolanda Costa e Silva
Primeira-dama do Brasil
19691974
Sucedida por:
Lucy Geisel