Serviço Social da Indústria

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Serviço Social da Indústria
Logotipo
(SESI)
Fundação 1 de julho de 1946 (70 anos)
Tipo Rede de instituições privadas
Sede Brasília,  Brasil
Membros 27 federações estaduais
Presidente do Conselho Nacional João Henrique de Almeida Sousa
Sítio oficial sesi.org.br
O ex-presidente do Conselho Nacional do SESI, Jair Meneguelli (2003-2015), discursa durante o lançamento do Projeto Caju, do SESI (2007). Foto:Roosewelt Pinheiro/ABr
O ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, ao lado do símbolo do projeto SESI - Indústria do Conhecimento, na Esplanada dos Ministérios (2007). Foto:Antonio Cruz/ABr
Vista parcial da unidade de São José dos Campos.

O Serviço Social da Indústria (SESI) é uma rede de instituições paraestatais brasileiras e de atuação em âmbito nacional. Foi criado em 1 de julho de 1946[1] com a finalidade de promover o bem-estar social, o desenvolvimento cultural e a melhoria da qualidade de vida do trabalhador que atua nas indústrias, de sua família e da comunidade na qual estão inseridos, em geral.

Das contribuições[editar | editar código-fonte]

As contribuições para o SESI e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) foram previstas nos decretos-lei 4.048, de 22 de janeiro de 1942, 4.936, de 7 de novembro de 1942, 6.246, de 5 de fevereiro de 1944 e 9.403, de 25 de junho de 1946. Segundo estes diplomas legais, as referidas contribuições são devidas pelos estabelecimentos industriais, enquadrados como tais pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em vista do que são obrigados ao pagamento de um contribuição mensal para o financiamento da assistência social aos industriários e seus dependentes e para a montagem e custeio das escolas de aprendizagem. A organização também foi acusada de colaborar com o DOPS durante o Regime Militar do Brasil.[2]

Estrutura[editar | editar código-fonte]

O Conselho Nacional do SESI é responsável por definir todos os programas e metas e supervisionar a ação dos projetos de abrangência nacional, como o Cozinha Brasil e o Fórum Nacional do Sistema S. Além disso, aprova e fiscaliza o orçamento do Departamento nacional e dos Departamentos regionais. É composto por:[3]

Departamentos regionais[editar | editar código-fonte]

O SESI está presente em todos os Estados da Federação e no Distrito Federal por intermédio de Departamentos Regionais, cada qual com jurisdição na respectiva base territorial e com autonomia técnica, financeira e administrativa. Sua função é a prestação de serviços sociais de saúde, educação, lazer, cultura, alimentação e de promoção da cidadania, visando à melhoria da qualidade de vida do trabalhador da indústria e sua família. Além de disponibilizar seus serviços nos Centros de Atividades e nas Unidades Operacionais e Móveis, o Departamento Regional desenvolve ações dentro da empresa industrial, em sintonia com as necessidades e expectativas do empresariado. Diversos projetos beneficiam também a comunidade, mediante parcerias e convênios firmados com instituições governamentais e privadas, nacionais e internacionais.

Segurança do Trabalho e Saúde[editar | editar código-fonte]

O SESI contribui para aumentar a produtividade e a competitividade da indústria, também, por meio de ações de promoção da saúde e segurança do trabalhador. Em parceria com os principais institutos internacionais voltados à área de Saúde e Segurança do trabalho, a instituição leva os métodos e tecnologias mais atualizados para as empresas e os profissionais. Apenas em 2015 foram mais de milhão de trabalhadores atendidos em serviços de saúde e segurança e promoção da saúde.De acordo com levantamento do Instituto FSB Pesquisa de 2016[4], o SESI foi apontado espontaneamente como referência no tema por 20,5% dos gestores entrevistados, sendo a instituição mais lembrada no Brasil quando o assunto é saúde e segurança no trabalho.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Osmar Rodrigues Cruz, diretor de teatro, fundou a companhia de Teatro Popular do Sesi, em 1963, apresentando a peça Cidade Assassina de Antônio Callado: que conquistou o endereço na avenida Paulista a partir de 1977 com o musical Noel Rosa - O poeta da Vila e seus Amores de Plínio Marcos. Trouxe peças de teatro e nomes da música popular brasileira, que se tornaram de bastante sucesso na época. Os ingressos eram de distribuição gratuita e disputados pela população, pois eram limitados. Osmar Cruz queria oferecer um teatro de qualidade, ajudando na formação de público das camadas menos favorecidas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «História do SESI - O que é o SESI». SESI. Consultado em 27 de junho de 2008. 
  2. «Dos males de beber além da conta e lembrar em vez de esquecer». Carta Maior. Consultado em 20 de fevereiro de 2013. 
  3. «Conselho Nacional do SESI». SESI. Consultado em 1 de fevereiro de 2012. 
  4. «Portal da Indústria». Consultado em 30 de agosto de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]