Teoria do éter

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A teoria do éter é o nome dado ao conjunto de idéias produzidas principalmente na segunda metade do século XIX com o objetivo de dar um corpo coeso às teorias físicas existentes até então. Apesar de podermos encontrar traços fortes dessa teoria desde o pensamento de Isaac Newton (1642-1727), foram Hendrik Lorentz (1853-1928) e Henri Poincaré (1854-1912) os cientistas que ficaram conhecidos como autores dessa teoria.

Hoje a teoria do éter é vista como uma abordagem equivocada para os fenômenos naturais. Ela não é mais lecionada ou defendida enquanto teoria física, restando-lhe somente seu grande valor histórico.

Motivação da teoria do éter[editar | editar código-fonte]

No final do século XIX tanto a mecânica de Newton como o eletromagnetismo de Maxwell estavam consolidados enquanto teorias físicas.

Do ponto de vista da mecânica, para todos os observadores que viajam a uma velocidade constante valem as mesmas leis do movimento. Por exemplo, uma moeda lançada no interior de um automóvel descreve o mesmo movimento para o carro em repouso na calçada como para o carro em movimento retilíneo uniforme. Nesse sentido, a mecânica newtoniana não trabalha com observadores privilegiados. Há uma série de observadores equivalentes que percebem a mesma natureza da mesma forma.

Segundo a teoria eletromagnética, uma partícula carregada eletricamente que atravessa um campo magnético sofre a ação de uma força que depende: da carga da partícula, do campo magnético e da velocidade da partícula.

Como a teoria eletromangética não definia claramente a partir de qual observador essa velocidade deveria ser medida, popularizou-se a existência de um observador privilegiado onde são válidas as leis do eletromangetismo. Tal observador foi chamado éter.

Para justificar o éter não ter sido descoberto anteriormente foi necessário atribuir a ele algumas propriedades 'mágicas', como, por exemplo, ter densidade nula e preencher todos os espaços vazios - mesmo os intergaláticos.

O Experimento de Michelson Moreley[editar | editar código-fonte]

Em 1881 A. Michelson (1852-1931) encontrou uma forma de medir a velocidade do éter em relação à Terra. O experimento foi aprimorado e repetido em 1887 sem indicar resultados positivos em nenhum dos casos. Ao que tudo indicava, se o éter realmente existe, a natureza se comporta de forma a torná-lo imperceptível.

Hipóteses ad hoc[editar | editar código-fonte]

Como o éter não era detectado por nenhum dos experimentos realizados, a teoria do éter sofreu sucessivos acréscimos. Suas alterações mais significativas foram a hipótese do arrastamento do éter, a hipótese da contração de Lorentz e as transformações de Lorentz. Todas elas apontavam para uma questão simples: Se a natureza se comporta como se o éter não pudesse ser visto, então quais são nossas razões para acreditar na sua existência?

Nos primeiros anos do século XX a teoria do éter já se encontrava enfraquecida e desacreditada por seus próprios idealizadores. Em 1905 Albert Einstein inaugurou o que hoje conhecemos por teoria da relatividade restrita. Por essa nova teoria, o éter foi definitivamente abandonado e banido dos currículos.