Terras do Sem-Fim

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Disambig grey.svg Nota: Se procura telenovela da Rede Globo de 1981, veja Terras do Sem-Fim (telenovela).
Terras do Sem-Fim
Capa do livro Terras do Sem-Fim.
Autor (es) Jorge Amado
Idioma português
Género Romance
Lançamento 1943
Páginas 282 (versão original)
ISBN 978-0-14-310637-1
Cronologia
Último
O cavaleiro da esperança
São Jorge dos Ilhéus
Próximo

Terras do Sem-Fim é um romance escrito por Jorge Amado e publicado em 1943. O livro descreve conflitos em busca da conquista de pedaços de terra nas florestas da Bahia, para transformá-los em plantações de cacau. Amado escreveu que "Nenhum outro dos meus livros é tão querido para mim como Terras do Sem-Fim, nele também se encontram as minhas raízes... É a partir do sangue com o qual eu fui criado, que contém o tiroteio que ressoou durante a minha primeira infância" e sugeriu que o romance pertence a uma distinta "literatura brasileira do cacau".[1]

Em 1948, a Atlântida Cinematográfica produziu o filme Terra Violenta, inspirado no romance de Jorge Amado.[2] Já em 1981, o livro foi adaptado para a televisão pela Rede Globo, que produziu a telenovela Terras do Sem-Fim.[3]

Resumo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

A história se passa no sul da Bahia, no começo do século XX. No livro, são retratados os conflitos entre os irmãos Badarós e coronel Horácio da Silveira pela posse de terras, especialmente as do Sequeiro Grande, na região cacaueira do sul da Bahia. Por ser conhecida como a melhor terra do mundo para o plantio de cacau, Sequeiro Grande atrai os olhos dessas duas famílias, que não poupam esforços para conseguir a posse das terras e assim ampliar mais ainda suas riquezas plantando cacau.

A região de Ilhéus estava sob o domínio político do fazendeiro-coronel Sinhô Badaró que, visando apropriar-se das terras devolutas do Sequeiro Grande, manda o jagunço Damião assassinar o pequeno fazendeiro Firmo, proprietário de um sítio que ficava de permeio. O atentado fracassa, e é deflagrada a luta pela posse daquelas terras, igualmente disputadas por outro rico latifundiário vizinho, o oposicionista coronel Horácio da Silveira, que também promove demanda judicial através do seu advogado Virgílio Cabral, enquanto se sucedem os atos de violência de parte a parte, com tropelias, plantações destruídas, incêndios e muitas mortes.

Com o acontecimento de uma reviravolta política no estado, a situação local passa a ser comandada por Horácio, que alicia os pequenos fazendeiros circunvizinhos para as suas hostes. Sinhô Badaró, ferido nos combates, é substituído pela filha, Don'Ana Badaró. Paralelamente, desenvolve-se às ocultas o amor entre Virgílio Cabral e a esposa de Horácio. As cartas reveladoras do adultério caem nas mãos do viúvo, que não vacila em mandar matar Virgílio.

Referências

  1. Jorge Amado (1965). The Violent Land Alfred A. Knopf [S.l.] OCLC 568755899.  Texto "The Violent Land" ignorado (Ajuda)
  2. Jorge Amado (2008). Terras do Sem-Fim Companhia Das Letras [S.l.] p. 269. ISBN 978-85-359-1252-4. 
  3. Nilson Xavier (2010). «Terras do Sem-Fim». Tele Dramaturgia. Consultado em 2 de janeiro de 2015.