Uretrite não gonocócica

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São denominadas uretrites não gonocócicas (UNG) as uretrites sintomáticas cujas bacterioscopias pela coloração de Gram e/ou cultura são negativas para o gonococo.[1] As UNGs são causadas por diversos agentes como a Chlamydia trachomatis e o Ureaplasma urealyticum, sendo ainda reconhecidos Mycoplasma hominis, Trichomonas vaginalis, dentre outros.

As suas diferenças para as uretrites gonocócicas permeiam aspectos laboratoriais, mas estão também relacionadas com uma menor intensidade de sintomas e corrimento. Segue então os sintomas clássicos das uretrites: dor para urinar, aumento da frequência urinária, secreção (corrimento) pela uretra, dor durante ejaculação ou relações.

O seu período de incubação é mais longo, que varia de uma semana a um mês com média entre 14 e 21 dias. Durante esse período pode haver transmissão da doença e o indivíduo está assintomático [2]. A C. trachomatis é o agente mais comum de UNG. É uma bactéria, obrigatoriamente intracelular, que também causa o tracoma, a conjuntivite por inclusão no recém-nascido e o linfogranuloma venéreo.

A UNG caracteriza-se, habitualmente, pela presença de corrimentos mucóides, discretos, com disúria leve e intermitente. A uretrite subaguda é a forma de apresentação de cerca de 50% dos pacientes com uretrite causada por C. trachomatis. Entretanto, em alguns casos, os corrimentos das UNG podem simular, clinicamente, os da gonorréia. As uretrites causadas por C. trachomatis podem evoluir para: prostatite, epididimite, balanites, conjuntivites (por autoinoculação) e a Síndrome uretro- conjuntivo-sinovial ou Síndrome de FiessingerLeroy-Reiter.

O diagnóstico definitivo da C. trachomatis é feito por cultura celular, por imunofluorescência direta, Elisa e PCR (Polimerase Chain Reaction). Entretanto, outras técnicas mais simples, embora não confirmatórias, podem ter utilidade. São elas: o achado de cinco piócitos ou mais por campo, em esfregaços uretrais corados pelo Gram, ou de 10 ou mais piócitos por campo em grande aumento no sedimento do primeiro jato urinário, somados à ausência de gonococos e aos sinais clínicos.


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  1. Ministério da Saúde. Manual de controle das doenças Sexualmente transmissíveis (DST), Ministério da Saúde, 2006 http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_controle_das_dst.pdf
  2. Netto Júnior. Urologia Prática. Editora Atheneu.