Clamídia

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Infecções por Clamídia
Bactéria Clamídia Trachomatis
Classificação e recursos externos
CID-10 A55
A56.8, A70
A74.9
CID-9 099.41
483.1
DiseasesDB 2384
MedlinePlus med
eMedicine 340
MeSH D002690
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Clamídia é uma doença sexualmente transmissível (DST) comum causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Pode infectar os órgãos genitais masculinos ou femininos, o ânus e a garganta. Quando infecta os olhos causa tracoma.

Causa[editar | editar código-fonte]

A clamídia é transmitida por sexo vaginal, anal ou oral sem camisinha. Também pode ser transmitida ao bebê durante o parto. Ser curado de clamídia não previne novas infecções.[1]

A Chlamydia é um parasita intracelular obrigatório que produz esporos, o que torna sua disseminação mais fácil. Na verdade, existem três espécies de Chlamydia que causam doenças em humanos: Chlamydia trachomatis, Chlamydia psittaci e Chlamydia pneumoniae. A espécie Trachomatis é a mais comum e causa infecção urinária e tracoma(infecção dos olhos). A espécie Pneumoniae causa doenças respiratórias semelhante a pneumonia causada por Micoplasmas. A espécie Psitaci causa psitacose, uma doença respiratória transmitida pelos psitacídeos (araras, papagaios e periquitos). [2]

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

Em torno de 75% das mulheres e 50% dos homens infectados não apresentam sintomas. Caso os sintomas apareçam, eles geralmente se manifestam entre 1-3 semanas depois da contaminação através do sexo. Os possíveis sintomas incluem[1]:

  • Ardor ao urinar (disúria);
  • Secreção genital anormal;
  • Dor durante a relação sexual.

Nas mulheres a bactéria inicialmente infecta o cérvix ou a uretra. Quando a infecção se espalha do cérvix às trompas de Falópio algumas mulheres ainda podem não apresentar nenhum sintoma, outras têm dores no abdômen inferior e na parte de baixo das costas, náusea, febre, dor durante o sexo e sangramento entre os ciclos menstruais. A infecção vaginal de clamídia pode se espalhar para o reto por tecidos.[1]

Homens também podem ter coceira ao redor da abertura do pênis. Dor e inchaço nos testículos são incomuns.[1]

Homens ou mulheres que fizeram sexo anal receptivo podem adquirir infecção de clamídia no reto, o que pode causar dor na região, secreções ou sangramento. [1]

Clamídia também pode afetar a garganta de quem fez sexo oral com um parceiro infectado causando faringite bacteriana.[1]

Complicações[editar | editar código-fonte]

Clamídia pode infectar as vias reprodutivas causando doença inflamatória pélvica e infertilidade tanto em homens quanto em mulheres. Essas complicações são mais comuns em mulheres. Além disso, aumenta o risco do feto se implantar fora do útero (gravidez ectópica).[1]

Prevenção[editar | editar código-fonte]

O uso de camisinha, inclusive em sexo anal ou oral, reduzem o risco de todas DSTs. Quanto menor o número de parceiros sexuais menor o risco. [1]

Epidemiologia[editar | editar código-fonte]

Segundo a OMS, a doença responde por 25% das causas de infertilidade, sendo 15% nas mulheres e 10% nos homens. No Brasil, cerca de 10% das jovens na faixa de 15 anos a 24 anos, atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são identificadas com a doença, de acordo com estudo elaborado em 2011 pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.[3]

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Clamídia pode ser curada com uma dose única injetável de antibióticos ou com comprimidos por uma semana, geralmente azitromicina ou doxiciclina. As complicações, como infertilidade, podem precisar de cirurgia.

Todos os parceiros sexuais devem ser examinados, pois correm o risco de estarem infectados e desenvolverem complicações. Pessoas com clamídia devem abster-se de intercurso sexual por 7 dias, até que elas e seus parceiros sexuais estejam completamente curados, do contrário podem se re-infectados. [4]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e f g h Centers for Disease Control and Prevention. Division of STD Prevention (DSTDP). https://www.cdc.gov/std/chlamydia/stdfact-chlamydia.htm
  2. Portal São Francisco. Clamídia. Acesso em 10 de fevereiro de 2013/
  3. Agência Brasil. Uso da camisinha no carnaval protege contra infecção que causa infertilidade. Acesso em 10 de fevereiro de 2013
  4. Medline plus. Chlamydia Infections. https://medlineplus.gov/chlamydiainfections.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]