Febre purpúrica brasileira

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Febre purpúrica brasileira
Classificação e recursos externos
CID-10 A48.4
Star of life caution.svg Aviso médico

A Febre purpúrica brasileira é uma doença infecciosa de diagnóstico recente com alto nível de letalidade. É causada pela bactéria Haemophilus influenzae. Foi descrita pela primeira vez no município de Promissão, no estado de São Paulo, em 1984, com dez mortes com quadro parecido ao da meningococcemia.[1]

Seus sintomas vão desde uma simples conjuntivite até uma síndrome séptica, com aparecimento de lesões e manchas avermelhadas na pele e nas mucosas, devido ao extravasamento de sangue.

A transmissão se dá pelo contato direto com pessoas que estejam com conjuntivite ou por contato indireto, com transmissão via toalhas, insetos ou mãos, por exemplo.

Atingiu 15 municípios de São Paulo, além de regiões do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na região de Promissão. Na cidade de Londrina, Paraná, registraram-se 13 casos e sete óbitos.[1] Os únicos casos descritos fora do Brasil ocorreram em novembro de 1986, na Austrália Central, na região de Alice Springs.[1]

O diagnóstico é feito por meio do isolamento da bactéria a partir do sangue. O tratamento consiste de ampicilina e cloranfenicol. A taxa de mortalidade ronda os 70%, mesmo com tratamento.

Referências