A Rainha Louca

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

A Rainha Louca é uma telenovela brasileira que foi produzida e exibida pela Rede Globo entre 20 de fevereiro e 16 de dezembro de 1967. Foi escrita por Glória Magadan, baseada no romance Memórias de um médico de Alexandre Dumas, e dirigida por Ziembinski e Daniel Filho. Teve 215 capítulos.

Trama[editar | editar código-fonte]

Relata a história do imperador francês no México, Maximiliano de Habsburgo, no momento das guerras de anexação de Napoleão III e de Charlotte, esposa de Maximiliano e filha do rei da Bélgica. Ela enlouquece por ser incapaz de resolver a contento os seus ideais.

Nos porões do palácio, vivia a Marquesa, uma simpática mendiga que protegia o romance secreto entre o nobre Xavier Montenegro, a quem chamava de "Bonitão", e uma camponesa. Enquanto isso, o plebeu Robledo cortejava Maria de las Mercês.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
  • Mais do que qualquer romance de Alexandre Dumas, Glória Magadan se inspirou mesmo no filme mexicano "Juárez y Maximiliano", de grande sucesso em 1934. Tanto que teve duas versões norte-americanas: "Juarez", com Bette Davis interpretando a rainha louca, e "The Mad Empress", ambos de 1939.
  • Também foi produzida uma telenovela no México, "Maximiliano y Carlota", em 1965.
  • A atriz Maria Rivas que viveu a rainha em "Maximiliano y Carlota", também foi Maria Helena na primeira versão mexicana de "El derecho de nacer", em 1966, assim como Nathália Timberg, no Brasil, fez os mesmos personagens em "A Rainha Louca" e em O Direito de Nascer.
  • Pela primeira vez, elenco, direção e produção foram para o México, com o objetivo de obter imagens que dessem maior veracidade à história.
  • Por sugestão de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, a história, originalmente ambientada no século XIX, foi adaptada para o século XVIII, o que obrigou a autora a fazer algumas alterações. Na versão original, o imperador Maximiliano seria o rei Luís XVI de França, e Charlotte, Maria Antonieta.
  • O título da telenovela é atribuído à Borjalo. Quando questionado sobre qual nome deveria ser dado a uma novela sobre uma rainha louca, respondeu: A rainha louca!
  • O título contém um erro, já que a personagem não era rainha, mas imperatriz.
  • Foi a estréia de Daniel Filho na Globo, como diretor. Em sua autobiografia "O circo eletrônico", ele relata sobre esse fato.
  • Destaque para a interpretação de Paulo Gracindo em seu trabalho de estréia na TV Globo, interpretando o Conde Demétrius, uma espécie de Drácula. Devido ao mistério e fascínio do personagem, conseguiu permanecer na trama apesar de alguns problemas com a autora.
  • Também foi a estréia de Zilka Salaberry na Globo.
  • Em São Paulo a novela foi exibida pela TV Paulista.
  • Em março de 2008, foi exibido um documentário no canal pago Globo News sobre a vida e obra de Ziembinski, que dirigiu a novela. No programa, apareceu cenas do cinerjornal que a Rede Globo produziu em 1967. Apareceu cenas de Natália Thimberg e Rubens de Falco atuando, bem como as cenas dos atores embarcando rumo ao México, para gravar as cenas no castelo de Chapultepec. Ao todo, foi exibido 1 minuto de cenas de A Rainha Louca.

Fontes: sites teledramaturgia.com.br, imdb.com, Recordar es vivir.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]