Alexandre Brongniart

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Alexandre Brongniart

Alexandre Brongniart (Paris, 10 de fevereiro de 1770 – Paris, 7 de outubro de 1847, foi um cientista francês, destacando-se em química, zoologia e mineralogia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Era o pai de Adolphe Theodore Brongniart ( 1801-1876), médico e botânico, filho de Alexandre Théodore Brongniart (1739-1813), arquiteto que construiu o Palácio da Bolsa de Paris, e sobrinho de Antoine-Louis Brongniart (1742-1804), químico do Museu Nacional de História Natural de Paris.

Interessou-se muito cedo pelas ciências naturais e participou da fundação, em 1788, da "Sociedade Filomática". Tornou-se engenheiro de minas em 1794, professor de história natural na "Escola Central das Quatro-Nações" em 1796 e, em seguida, sucedeu o professor René Just Haüy (1743-1822) na cadeira de mineralogia do Museu Nacional de Paris.

Em 1800, após a publicação da sua obra, Mémoire sur l'Art de l'émailleur, Claude Berthollet nomeou-o diretor da Manufatura de porcelana de Sèvres, posto que conservou até à sua morte em 1847. Como diretor de manufatura de Sèvres, renovou e aperfeiçoou a indústria da pintura sobre vidro, e criou o "Museu cerâmico", incluindo a publicação da obra Description com Denis Désiré Riocreux (1791-1872)).

Em 1807, publicou Traité élémentaire de minéralogie, que rapidamente se tornou um clássico sobre o assunto. Após a publicação em 1810 de Essai sur la géographie minéralogique des environs de Paris redigiu em parceria com Georges Cuvier, em 1812, Description géologique des environs de Paris, republicado em 1822. Como consequência dos seus trabalhos na bacia parisiense, Brongniart criou a paleontologia estratigráfica: os fósseis desempenham um papel de marcador na cronologia relativa dos terrenos sedimentares. Precisou esta cronologia e, em especial, a subdivisão dos terrenos terciários, numa obra publicada em 1829: Tableau des terrains qui composent l'écorce du globe - essai sur la structure de la partie connue de la Terre.

O nome de Alexandre Brongniart é também associado ao termo ofiolito (do grego "ophis", serpente), que empregou em 1813 para designar uma rocha cujo aspecto evocava a pele das serpentes. Atualmente, este termo não designa mais somente a rocha ( rebatizada de serpentina), porém um complexo de rochas características de uma litosfera oceânica carregadas sobre um continente devido a um fenômeno de convergência de duas placas litosféricas que é composto, em parte, de serpentinas.

Entrou em 1815 no Instituto da França e na Academia das Ciências da França.

Escreveu vários tratados sobre mineralogia, artes da cerâmica e, também, um estudo extenso sobre as trilobitas. Publicou com Anselme Gaëtan Desmarest em 1832 a Histoire naturelle des crustacés fossiles, e em 1844, o Traité des arts céramiques ou des Poteries, em dois volumes com atlas; uma obra capital que resume as pesquisas efetuadas durante toda a sua vida.

A mineralogia não foi o seu único campo de interesse. Brongniart também se interessou pela zoologia. Deve-se a ele a divisão dos répteis em quatro ordens: os Saurias, os Anfíbios, os Anapsidas e os ofídios.

Seu filho Adolphe Brongniart (1801-1876) foi botânico e os genros, Victor Audouin (1797-1841) foi naturalista e Jean-Baptiste Dumas (1800-1884) foi químico.

Referência[editar | editar código-fonte]

  • Rudwick, Martin J.S., Georges Cuvier, Fossil Bones, and Geological Catastrophes ( Imprensa da Universidade de Chicago, 1997) ISBN 0-226-73106-5



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