Aulo Atílio Calatino

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Aulo Atílio Calatino (em latim A. Atilius A.f. C.n. Caiatinus ou A. Atilius A.f. C.n. Caiatanus;[1] morto por volta de 216 a.C.) foi um político e militar romano. Foi o primeiro ditador romano a dirigir um exército fora da península Itálica, dirigindo-o na ilha da Sicília.

Foi cônsul em 258 a.C. e 254 a.C.[1] Ocupou o cargo de pretor em 257 a.C., altura em que recebeu um triunfo. Ocupou também a censura em 247 a.C.

Calatino terá falecido por volta de 216 a.C., pois Marco Fábio Buteu (censor em 241 a.C.) é conhecido por ser o ex-censor de maior idade no seu momento. Calatino seria mais velho que ele tanto partindo da data do seu censorado como das suas idades respectivas.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Foi eleito cônsul em 258 a.C., com Caio Sulpício Patérculo[1] e foi enviado à ilha da Sicília.[2] Durante o seu primeiro consulado teve vários sucessos militares, chegando a tomar muitas cidades sicilianas, mas caiu numa emboscada da qual se salvou por pouco, graças à intervenção de um tribuno. Conquistou mais cidades após conseguir escapar dos cartagineses e finalmente foi-lhe outorgado um triunfo pela sua campanha. Foi nomeado pretor em 257 a.C., o ano do seu triunfo.

Calatino foi reeleito cônsul em 254 a.C., sendo o seu colega consular Cneu Cornélio Cipião Assina, que também ocupava o consulado pela segunda vez.[1] Os cônsules dedicaram-se à reconstrução da frota, com 220 novas naves, depois que a frota anterior se perdeu numa tormenta. Navegaram até à Sicília e capturaram Panormo esse mesmo ano. Contudo, somente Assina recebeu um triunfo pelos sucessos militares conseguidos (possivelmente devido ao fato de Calatino já ter conseguido um três anos antes).[3]

A partir das desastrosas perdas navais de Públio Cláudio Pulcro e Júnio Pulo, em 249 a.C., o Senado decidiu multar o primeiro com 120.000 asses, enquanto o segundo suicidou-se. O ditador Cláudio Glícia, um escriba,[1] que fora nomeado por Cláudio Pulcro, foi despedido do seu posto com o argumento de que era o liberto deste, e que não merecia nem a categoria de senador.[carece de fontes?] Calatino foi nomeado ditador no lugar de Glícia e escolheu como mestre da cavalaria (magister equitum) Lúcio Cecílio Metelo.[1] Foi-lhe imediatamente encomendado liderar os exércitos na Sicília, tornando-se assim no primeiro ditador romano a encabeçar um exército fora da Itália.

Foi eleito censor em 247 a.C., junto de Aulo Mânlio Torquato Ático, no trigésimo oitavo lustrum.[1] [Nota 1] Vários anos mais tarde, em 241 a.C., Calatino foi eleito para que agisse como mediador entre o procônsul Caio Lutácio Cátulo e o pretor Quinto Valério e decidisse quem devia celebrar um triunfo. Após deliberar longamente, Calatino optou por decidir em favor de Cátulo.[4]

Segundo Smith, Calatino erigiu um templo em honra de Spes (personificação da esperança e felicidade para o jovem) no Fórum Holitório e a Fides (personificação do bem fazer, representado por um par de mãos que se estreitam num aperto) no Capitólio.[Nota 2]

Família[editar | editar código-fonte]

Calatino era filho de Aulo Atílio Calatino, que fora acusado de atraiçoar a cidade de Sora durante as Guerras Samnitas. Quando a condenação do velho Calatino parecia iminente, o pretor e três vezes cônsul Fábio Máximo Ruliano, seu sogro, intercedeu a seu favor no juízo conseguindo salvá-lo do exílio. A influência e as palavras de Ruliano expressando a sua crença de que Calatino não era capaz de efetuar os fatos imputados foram determinantes na hora do veredito. Isto mostra que os Atílios (Atilii) eram clientes dos aristocratas Fábios (Fabii) e que eram aparentados com eles através do matrimônio do velho Calatino. Aulo Atílio Calatino era portanto neto de Fábio Ruliano através da sua mãe.

Os Atílios Calatínios (Atilii Calatinii) eram primos de outro famoso Atílios, Atílio Régulo. O cognome Calatino é muito provável que se referisse a Calatia, situada seis milhas a sudoeste de Cápua. Esta região fora conquistada durante o consulado de Marco Atílio Régulo Caleno (335 a.C.). Porém, foi o patrício Valério que realmente conquistou Cales, pelo que é provável que Atílio procedesse dali. O mais provável é que os Atílios fossem a primeira família da Campânia a obter a cidadania romana e que o sobrenome de Régulo procedesse precisamente do presente que supunha a cidadania para os Atílios.[5]

Notas e referências

Notas

  1. Este censorado não é mencionado pelo lexicógrafo William Smith
  2. Smith escreve isto ao dizer
    Cquote1.svg À parte de que dedicou um templo a Spes, não se sabe nada mais sobre a sua vida após a sua retirada da vida pública. (Cícero Ue Lei. ii. 11, De Nat. Deor, ii. 23; Tácito. Annales.) Cquote2.svg

Referências

  1. a b c d e f g Fasti Capitolini [em linha]
  2. Políbio I. 24
  3. Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology , v. 1, pp. 560
  4. Valério Máximo, ii. 8. § 2., citado por Smith
  5. Munzer
Precedido por:
Lúcio Cornélio Cipião e Caio Aquílio Floro
Cônsul da República de Roma com

Caio Sulpício Patérculo
258 a.C.

Sucedido por:
Caio Atílio Régulo e Caio Semprônio Bleso
Precedido por:
Marco Emílio Paulo e Sérvio Fúlvio Petino Nobilior
Cônsul da República de Roma com

Cneu Cornélio Cipião Assina
254 a.C.

Sucedido por:
Cneu Servílio Cépio e Caio Semprônio Bleso