Bíblia Poliglota Complutense

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde maio de 2010).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.

Bíblia Poliglota Complutense é o nome por que é conhecida a primeira edição poliglota da Bíblia por inteiro, projeto do Cardeal Cisneiros. Incluía as primeiras versões impressas do Novo Testamento grego, a Septuaginta completa e o Targum Onkelos. Das seiscentas impressas, apenas 123 chegaram aos nossos dias.

História[editar | editar código-fonte]

Com o surgimento da prensa móvel em 1450 tornou-se possível a impressão de textos numa escala até então desconhecida. Por esta época o Cardeal Cisneiros convidou vários eruditos, incluindo Hernán Nuñez para o ambicioso projeto de compilar uma edição poliglótica completa da Bíblia. Encontraram-se em Alcalá de Henares (em latim, Complutum) na Universidade de Alcalá, fundada pelo próprio cardeal e, sob seus cuidados iniciaram o trabalho, que teve a direção de Diego Lopez de Zúñiga e lá continuou por quinze anos.

O Novo Testamento estava completo e impresso em 1514, porém não se deu sua publicação enquanto trabalhava-se ainda no Velho Testamento para que pudessem vir a luz como uma única obra. Por essa época, notícia do projeto chegou até o conhecimento de Erasmo de Roterdã que produziu sua própria edição impressa do Novo Testamento grego. Erasmo obteve do imperador Maximiliano e do papa Leão X o privilégio de publicação exclusiva por quatro anos. Este texto tornou-se o Textus Receptus e suas edições posteriores foram a base para o Novo Testamento da versão do rei James.

O Velho Testamento complutense estava completo em 1517, mas por força do privilégio obtido por Erasmo a publicação da Poliglota Complutense foi adiada até que o papa Leão X pudesse sancioná-la em 1520. Acredita-se que sua distribuição foi reduzida até 1522. O cardeal Cisneiros morreu em julho de 1517, cinco meses após o término da obra e não chegou a ver sua publicação.

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

Primeira página do original, com o brasão cardinalício de Cisneiros.

A Poliglota complutense foi publicada em seis volumes. Os primeiros quatro volumes contêm o Velho Testamento. Cada página consiste em três colunas de texto paralelo: hebraico à esquerda, a Vulgata no meio e a Septuaginta grega na última coluna. Em cada página do Pentateuco o texto aramaico (Targum Onkelos) e sua tradução para o latim estavam na parte inferior. O quinto volume, o Novo Testamento, consistia em colunas paralelas do texto grego e da Vulgata; O sexto volume continha dicionários de hebraico, aramaico e grego e textos de apoio.

Um fac-símile em tamanho fólio foi publicado em Valência entre 1984 e 1987, reproduzindo os cinco primeiros volumes a partir da cópia da Biblioteca dos Jesuítas em Roma. O raro sexto volume foi reproduzido a partir da cópia da Universidade de Madri.

A letra criada para a Complutense por Arnaldo Guillén de Brocar foi considerada por tipógrafos como Robert Proctor como o ápice do desenvolvimento da tipografia grega naquela época de início das publicações impressas. Antes que a letra criada por Aldus Manutius tomasse conta do mercado pelos próximos dois séculos. Proctor baseou sua criação, a letra Otter Greek na letra da Poliglota. A GFS Complutensian Greek da organização grega Greek Font Society igualmente baseou-se na Poliglota.

Vide também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Ícone de esboço Este artigo sobre a Bíblia é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.