Bloco Nacionalista Galego

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Discurso de Anxo Quintana. Assembleia da BNG, em Dezembro de 2006, Santiago de Compostela.

O Bloco Nacionalista Galego (BNG) (em galego Bloque Nacionalista Galego) é o principal partido de esquerda nacionalista galega da Galiza. O BNG possui 12 000 militantes (2002), 590 concelheiros[1] e prefeitos em diversos concelhos da Galiza, 12 deputados no Parlamento de Galiza e no 2 no Congresso dos Deputados.

O porta-voz Nacional é Guillerme Vázquez.

Galiza Nova é a organização juvenil do Bloco Nacionalista Galego.

Estrutura interna[editar | editar código-fonte]

O nascimento do BNG surge com a intenção de aglutinar, no seu interior, toda a ampla gama ideológica da esquerda nacionalista. Por esta razão, a sua organização é frentista. Dentro dele convivem partidos nacionalistas de esquerda que têm as suas próprias assembleias e os seus próprios secretários gerais. Eis alguns deles:

História[editar | editar código-fonte]

Nos anos 1960 fundou-se a União do Povo Galego (UPG) e o Partido Socialista Galego (PSG), partidos nacionalistas de carácter comunista e socialista. No ano 1975 foi fundada a Assembleia Nacional-Popular Galega (AN-PG), frente impulsionada pela União do Povo Galego como plataforma de mobilização social e base para o futuro estabelecimento de uma candidatura eleitoral nacionalista.

Em outubro de 1981 celebrou-se a primeira convocatória para eleger o governo galego. Estas eleições foram vencidas pela Aliança Popular. Os partidos nacionalistas galegos tiveram um resultado discreto .

A 26 de setembro de 1982 tem lugar na Corunha a Assembleia fundadora do Bloco Nacionalista Galego que agrupava a AN-PG, a UPG, o PSG e outros colectivos independentes. Quase um ano depois, em 1983, o PSG abandona o BNG, juntamente com um grupo substancial de militantes do PSG. O PSG fundir-se-ia com a Esquerda Galega.

Nas eleições autonómicas de 1985 o BNG só consegue um assento enquanto que a Colição Galega consegue 11, e o Partido Socialista Galego-Esquerda Galega ganha 3. As eleições são ganhas, de novo, pela Aliança Popular com o nome de Coligação Popular de Galícia.

En 1987 e 1988 diversos grupos independentistas unem-se ao BNG. O BNG tem que escolher a direcção política a tomar e escolhe o caminho moderado. O BNG, liderado por Beiras foge ao radicalismo para tentar ganhar mais votos. Na terceira assembleia, o Partido Comunista de Libertação Nacional (que logo se converte na FPG) abandona a coligação por apoiar a Herri Batasuna.

Nas eleições autonómicas de 1989 o BNG conseguiu 5 deputados e criou um grupo parlamentar próprio. O Partido Nacionalista Galego-Partido Galeguista (PNG-PG) e a Frente Popular Galega (FPG) não obtiveram qualquer assento parlamentar. O PSG-EG conseguiram dois.

Inzar, PNG-PG e Unidade Galega (antigo Partido Socialista Galego-Esquerda Galega) unem-se ao Bloco Nacionalista Galego, e nas eleições autonómicas de 1993 o BNG consegue eleger 13 deputados.

Nesta época o BNG vive a sua época mais dourada. Nas eleições gerais de 1996 o BNG elege dois deputados no Congresso dos Deputados de Espanha. Nas eleições autonómicas de 1997 é a segunda força política na Galiza diante do PSdeG-PSOE. Nas Eleições europeias de 1999 na Galiza obteve um eurodeputado. Nesse mesmo ano, uma corrente independentista e comunista organizada no partido Primeira Linha abandona a frente, devido ao que a sua direcção denomina "irrespirável clima de assédio" por parte do sector maioritário na cúpula do BNG, ligada à UPG.

Nas eleições autonómicas de 2001 o BNG e o PSdeG-PSOE empataram com 17 deputados. Na derradeira Assembleia Nacional houve uma mudança geracional no BNG, em que Anxo Quintana tornou Beiras como porta-voz nacional e candidato à presidência da Junta de Galiza.

Nas eleições gerais de 2004 na Galiza, o BNG começa uma crise pelo contínuo retrocesso de votos, já que só consegue 2 assentos no Congresso dos Deputados e nenhum no Senado.

A crise agrava-se com as eleições europeias de 2004, em que depois de apresentar-se em coligação de direita com o PNV e CiU (GalEusCa), não consegue quaisquer eurodeputados.

Assim, em Julho de 2004, Anxo Quintana, estabelece mudanças na cúpula do partido.

Evolução do voto[editar | editar código-fonte]

Eleições autonómicas[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1985 52 - 1
1989 105 8 5
1993 269 18,3 13
1997 395 24,8 18
2001 346 22,4 17
2005 312 18,7 13

Eleições ao Congresso[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1986 27 2,11 0
1989 47 3,59 0
1993 126 8,01 0
1996 220 12,85 2
2000 306 18,62 3
2004 208 11,37 2
2008 209 12,07 2

Eleições ao Parlamento Europeu[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1987 45 3,7 0
1989 38 4,17 0
1994 32 11,4 0
1999 335 21,98 1
2004 (*) 141 12,32 0

Eleições municipais (autárquicas)[editar | editar código-fonte]

Ano Votos por mil Percentagem Deputado(s)
1983 49 - 0
1987 61 4,53 139
1991 107 7,71 241
1995 208 13,15 428
1999 290 18,54 586
2003 325 19,41 595
2007 315 19,15 661

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]