Canas de Senhorim

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 Portugal Canas de Senhorim  
—  Freguesia  —
Brasão de armas de Canas de Senhorim
Brasão de armas
Canas de Senhorim está localizado em: Portugal Continental
Canas de Senhorim
Localização de Canas de Senhorim em Portugal
40° 31' N 07° 54' O
País  Portugal
Concelho NLS.png Nelas
Fundação 1196 (data do 1.º Foral)
 - Tipo Junta de freguesia
Área
 - Total 25,66 km²
População (2011)
 - Total 3 509
    • Densidade 136,7/km2 
Gentílico: português
Código postal 3525
Orago Santíssimo Salvador

Canas de Senhorim é uma Vila, sede da freguesia portuguesa de mesmo nome do concelho de Nelas, distrito de Viseu, com 25,66 km² de área. Densidade: 138,5 hab/km². As povoações da freguesia são: Caldas da Felgueira, Póvoa de Santo António e Vale de Madeiros.

Demografia[editar | editar código-fonte]

População do Concelho de Canas de Senhorim
1527 1675 1801 1821 1849
648 945 1770 1667 3074
População da Freguesia de Canas de Senhorim
1991 2001 2011
3748 3535 3509

História[editar | editar código-fonte]

A mais antiga fonte documental relativa a Canas de Senhorim aparece, em 1155, num texto que celebra um escambo entre Soeiro Mendes e sua mulher com o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, de dois casais de Lageosa (Oliveira do Hospital) com dois casais que ficavam «in villa de Cannas que est in territorio de Seniorim». (Livro Santo de Santa Cruz, N.º 201). Trinta anos passados, noutro documento, lê-se que, entre o mês de Outubro de 1184 e Junho de 1186, Soeiro Formariz (ou Fromariguiz) e Dona Mónica, sua mulher, e Pedro Heriz e sua mulher, Dona Maria, e Marílio com todos os seus filhos venderam para sempre a D. João Pires (ou Perez), então bispo de Viseu, a villa de Canas de Senhorim, «com todos os seus termos novos e antigos, com todas suas terras rotas e por romper, com suas águas e pastos e com todas as entradas e saídas…». Em Novembro de 1186, conforme se lê num velho documento do Cartório do Cabido de Viseu, por uma carta de couto, o rei D. Sancho I doou ao bispo D. João Pires a «Vila de Canas, no limite de Senhorim», com «todas as calúnias (multas), [...] todas as portagens donde quer que vierem aí, [...] e todos os direitos reais que nos pertenciam, para vós, em perpétuo, e para todos os que depois da vossa morte quiserdes nomear e instituir por herdeiros».

Em 1192, ano do falecimento do Bispo D. João Pires, o Cabido da Sé de Viseu logo se apressou a tomar posse da Vila de Canas de Senhorim. E foi o referido Cabido que, quatro anos depois, em 1196, aos moradores, presentes e futuros, outorgou CARTA DE FORAL. O outro foral conhecido, o foral novo, foi dado em Lisboa a 30 de Março de 1514 por El-Rei D. Manuel I. Do texto desse foral colhe-se a informação de que já antes vigorava um outro «foral dado por composição entre o cabido e concelho», o que pressupõe, sem dúvidas, que Canas de Senhorim já era concelho antes do foral subscrito por Fernão de Pina - o de 30 de Março de 1514. No Cadastro da População do Reino, de 1527, tombo mandado elaborar por D. João III, registaram, no concelho de Canas de Senhorim, 171 moradores (fogos). Assim distribuidos: « na villa - 93; no lugar de vall de madeyrus - 18; no lugar de lapa do lobo - 7; na pouoa de santarem - 17; no lugar de carualhal redomdo - 36». Duarte Nunes de Leão, na sua Descrição do Reino de Portugal, inclui a Vila de Canas de Senhorim na correição de Viseu. Em 1675, na Instrução e Relação da Catedral da Cidade de Viseu e mais Igrejas do Bispado, o bispo D. João de Melo apurou, para o concelho de Canas de Senhorim, 945 habitantes.

Foi extinto em 1852, embora a sua extinção nesta data não tenha ainda até hoje qualquer justificação legal, porque o decreto que a promulgou nem sequer foi publicado na Folha Oficial.

Porém os Canenses, aproveitaram com o desenvolvimento da sua terra e a incerteza concelhia de então a reconquista do seu município em 1866 a que a revolução da Janeirinha determinou (ver António José de Ávila), algum tempo depois a sua extinção.

A maioria da população deseja que a freguesia seja elevada a concelho, reavendo o estatuto que a vila já teve anteriormente. Para esse efeito, o Movimento de Restauração do Concelho de Canas de Senhorim (MRCCS) tem realizado diversas acções políticas e mediáticas. Esta pretensão é fortemente contestada pelos políticos do concelho de Nelas, ao qual pertence Canas de Senhorim. Depois das eleições autárquicas de 2005 esta pretensão é tolerada e apelidada de romântica pelo executivo autárquico nelense, eleito por uma coligação PSD/CDS, e as manifestações públicas de exigência pela restauração do concelho praticamente cessaram por motivos estratégicos.

A elevação a concelho esteve prestes a acontecer quando a Assembleia da República assim o decidiu em 1 de Julho de 2003, mas, no mês seguinte, o Presidente da República Jorge Sampaio vetou a Lei que possibilitava a restauração do Município, depois de sempre ter garantido que nunca o faria por diversas vezes.

Durante muitos anos Canas de Senhorim constituiu o mais importante pólo industrial da região centro. As suas indústrias mais significativas eram a CPFE – Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos, e a ENU – Empresa Nacional de Urânio responsável em Portugal pela extracção de urânio e que operava na Urgeiriça. Ambas as empresas cessaram a sua actividade, lançando no desemprego mais de um milhar trabalhadores e criando uma situação social muito complicada.

Em termos de festividades destaca-se o Carnaval, celebração enraizada entre os Canenses e que conta já com mais de trezentos anos de tradição e a já, também, tradicional Feira Medieval.

Instituições cívicas[editar | editar código-fonte]

  • Centro Social Paroquial de Canas de Senhorim
  • Santa Casa da Misericórdia de Canas de Senhorim
  • Museu de Arqueologia de Canas de Senhorim
  • Biblioteca José Adelino

Associações[editar | editar código-fonte]

  • Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim
  • EAM – Associação para o Estudo Arqueológico da Bacia do Mondego
  • Grupo Desportivo e Recreio de Canas de Senhorim
  • Sport Vale de Madeiros e Benfica (Vale de Madeiros)
  • Associação Recreativa e Cultural da Póvoa de Santo António
  • Associação Recreativa e Cultural do Paço
  • União Cultural e Recreativa do Rossio
  • Grupo de Teatro Pais Miranda
  • Rancho Folclórico Rosas do Mondego (Vale de Madeiros)
  • Canto e Encanto - Associação Cultural
  • Agrupamento 604 do CNE
  • Associação Canas + Jovem
  • Núcleo Sportinguista
  • Casa do Benfica
  • Casa de Pessoal dos Trabalhadores das Minas da Urgeiriça

Património[editar | editar código-fonte]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

  • Travesseiros de São João (doce conventual)
  • Arroz de pato à Mineiro
  • Morcela com trepos
  • Pato à moda da Beira
  • Torresmos à beirão
  • Frango na púcara

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • (L.S.) - Livro Santo de Santa Cruz, Ed. Leontina Ventura, Ana Santiago Faria, Coimbra, 1990.
  • Chancelaria D. Sancho I, Livro dos Mestrados, Arquivo Nacional Torre do Tombo
  • Loureiro, José Pinto, Concelho de Nelas (Subsídios para a História da Beira), 3.ª Edição, Câmara Municipal de Nelas,1988.
  • Canas de Senhorim - História e Património, Ed. Junta de Freguesia de Canas de Senhorim, 1996.
  • Nery, Júlia Lopes, Do Forno 14 ao Sud-Express com Autos de Foral, Ed. Câmara Municipal de Nelas,1996.

Património[editar | editar código-fonte]

  • Lóio, Duarte Sampaio, Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos - Subsídios para a sua História, 1917-1967, Ed. Câmara Municipal de Nelas, Nelas, 1994.
  • Pinto, Evaristo João de Jesus, Vila de Canas de Senhorim - Roteiro do Património Artístico, Ed. GRUA, Viseu, 1999.

Património arqueológico[editar | editar código-fonte]

  • Por Terras de Viriato, Ed. Governo Civil do Distrito de Viseu e Museu Nacional de Arqueologia, Viseu, 2000.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]