Carlos Kleiber

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Carlos Kleiber (Berlim, 3 de julho de 1930Konjšica, Eslovénia, 13 de julho de 2004) foi um maestro austro-alemão, filho do condutor Erich Kleiber.

Começo da carreira[editar | editar código-fonte]

Kleiber nasceu Karl Ludwing Kleiber, filho de um maestro austríaco, o famoso Erich Kleiber e Ruth Goodrich, uma americana. Em 1935 a família de Kleiber imigrou para Buenos Aires, depois que Erich Kleiber se demitiu do seu posto na Ópera Estatal de Berlim em protesto ao Partido Nazi. Kleiber cresceu estudando inglês, com sua governanta e em escolas em Buenos Aires e mais tarde foi estudar em Nova Iorque e Zurique. Ele já compunha musicas e tocava piano e tímpano. Seu pai, quando notou o talento musical de seu filho, sempre tentou persuadí-lo para Kleiber não seguir a carreira musical, chegando a escrever em uma carta, para um amigo "Que pena, o garoto tem talento para a música!"

Carlos Kleiber inicialmente estudou Química em Zurique, mas logo decidiu que iria se dedicar a música. Ele foi trabalhar no Teatro Gartnerplatz em Munique em 1952 e tornou Kapellmeister em Potsdam em 1954. De 1958 atpe 1964 ele foi Kapellmeister na Deutsche Oper am Rhein em Düsseldorf e Duisburg, e em seguinda na Ópera de Zurique, de 1964 ate 1966.

Entre 1966 e 1973 ele foi o primeiro Kapellmeister em Stuttgar, o seu último lugar permanente. Nos anos seguintes, ele frequentemente conduzia a Ópera do Estado Bávaro, em Munique.

Carreira madura[editar | editar código-fonte]

Durante sua carreira de freelance, Kleiber restrigiu suas aparições para um seleto número de ocasiões. Ele fez sua estreia britânica em 1966 no Festival de Edimburgo. Sua primeira regência em Bayreuth deu-se em 1974, dirigindo a ópera Tristan und Isolde de Richard Wagner.

Sua estreia norte-americana veio em 1978 com a Orquestra Sinfônica de Chicago, onde ele se apresentou novamente em 1983. Em 1988 ele conduziu no Metropolitan Opera a ópera La Bohème (Puccini), com o tenor italiano Luciano Pavarotti e a soprano Mirella Freni. Em 1989, após a renúncia de Herbert von Karajan da Orquestra Filarmônica de Berlim, Kleiber recebeu o convite para suceder-lhe, mas o recusou. Kleiber voltou para o Metropolitan Opera em 1990 para conduzir Otello e Der Rosenkavalier.

Kleiber sempre se manteve fora dos olhos do público e nunca deu uma entrevista oficial. Depois de sair da Ópera do Estado Bávaro, suas aparições se tornaram menos frequentes, e ele fez poucas gravações. Mas as que ele fez são consideradas majestosas; suas versões das sinfonias nº 5 e 7 de Beethoven, com a Orquestra Filarmônica de Viena e as sinfonias nº 4 e 7 com a Orquestra do Estado Bávaro são notáveis. Outras notáveis gravação foram da Sinfonia nº4 de Brahms e as Sinfonias nº 3 e 8 de Schubert, as óperas La Traviata de Verdi, Tristan und Isolde de Wagner e Der Freischütz de Carl Maria von Weber, todas com a Filarmônica de Viena. Existe uma gravação da sinfonia nº 6 (Pastoral) de Beethoven, ao vivo em Munique, sendo interessante salientar que foi a única vez que Kleiber regeu tal obra; essa gravação, lançada pela Orfeo, foi captada por seu filho em uma fita cassete comum, pois a feita pela Rádio Bávara estava em péssimas condições, mesmo restaurada pelos métodos mais modernos.

Kleiber ficou mundialmente famoso por conduzir obras de Strauss, como a ópera Die Fledermaus.

Performances em vídeo[editar | editar código-fonte]

As únicas performances de Kleiber, preservadas em vídeo são: as performance das Sinfonias nº 4 e 7 de Beethoven, gravadas no Concertgebouw em Amsterdã; Die Fledermaus de Johann Strauss gravada em Munique; Der Reosenkavalier de Richard Strauss também em Munique; a Sinfonia nº36 de Mozart; Sinfonia Nº2 de Brahms no Musikverein em Viena; Overture de Coriolan de Beethoven, Sinfonia nº33 e a Sinfonia nº4 de Brahms em Munique; e a ópera Carmen de Bizet; também está gravada em vídeo as apresentações da Concerto de Ano Novo de Viena com a Filarmônica de Viena em 1989 e 1992.DER ROSENKAVALIER ao vivo em VIENA , LA BOHEME ao vivo no CONVENT GARDEN em LONDRES , OTELLO de VERDI no SCALA de MILÃO ao vivo .

Discografia oficial[editar | editar código-fonte]

Gravações em vídeo[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

  • Mauro Balestrazzi: Carlos Kleiber: Angelo o demone? L'epos, Palermo 2006, ISBN 88-8302-325-0.
  • Jens Malte Fischer: Carlos Kleiber - Der skrupulöse Exzentriker. Wallstein, Göttingen 2006, ISBN 3-8353-0138-1.
  • Alexander Werner: Carlos Kleiber - Eine Biografie. Schott, Mainz 2007; 2. bearbeitete Auflage 2009, ISBN 978-3-7957-0598-5.
  • Tomislav Vichev: Kleiber's Era , Sofia, 2003.
  • Barber, Charles: Corresponding With Carlos, 8/ 2010

Ligações externas[editar | editar código-fonte]