Ciclamato de sódio

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Ciclamatto de sódio
Alerta sobre risco à saúde
Sodium-cyclamate-2D-skeletal.png
Outros nomes Ciclohexilsulfamato de sódio
Identificadores
Número CAS 139-05-9
PubChem 23665706
Propriedades
Fórmula molecular NaC6H12SNO3
Riscos associados
Frases R -
Frases S -
LD50 17.000 mg·kg−1 (Camundongos, via oral)[1]
Compostos relacionados
Outros catiões/cátions Ácido ciclâmico
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN

Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.

Ciclamato de sódio ou 'N-ciclo-hexil-sulfamato de sódio é um composto químico com fórmula Na(C6H11NHSO2O). É inodoro, solúvel em água, álcool e propilenoglicol.

Usos[editar | editar código-fonte]

É usado como adoçante artificial não calórico em diversos alimentos e bebidas, e na indústria farmacêutica. É numerado como aditivo alimentar com o Número E "E952". É mais estável que o aspartame e a sacarina, podendo por isso ser levado a altas e a baixas temperaturas.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Foi descoberto em 1937 por Michael Sveda, aluno de graduação da University of Illinois, Estados Unidos, que casualmente descobriu seu sabor adocicado, 30 vezes mais doce que a sacarose, sem o sabor amargo posterior e residual da sacarina.

Foi adicionada como substância segura pelo Food and Drug Administration (FDA) em 1959. Mas foi retirada da lista em 1969. Conforme consta no site do FDA: procure por sodium cyclamate em Food Additive Status List (em inglês) e em EAFUS: A Food Additive Database (em inglês).

Ingestão Diária Admissível[editar | editar código-fonte]

Estabelecer um valor para a ingestão diária admissível para o ciclamato de sódio foi um processo bastante delicado porque apenas o resultado da metabolização por parte da flora intestinal é toxico, e diferentes pessoas metabolizam este edulcorante de forma quantitativamente muito diferente, incluindo uma percentagem bastante significativa (80%) que excretava o ciclamato sem qualquer tipo de metabolização.

De acordo com a JECFA (The Joint FAO/WHO Expert Committee On Food Additives) a ingestão diária admissível situa-se entre 0-11 mg/kg de peso para o ciclamato de sódio, expresso em ácido ciclamico. Em 2000, a Scientific Comimittee on Food da União Europeia decidiu avaliar novamente a dose diária admissível, baseando-se em novos estudos, tendo decidido descer o valor para 0-7 mg/kg de peso corporal[2]


Questões médicas[editar | editar código-fonte]

Esta substância era usada no Japão como um adoçante artificial ("chikuro") até ser banida em 1969, graças ao trabalho de Kojima e Ichibagase, na década de 60, apresentaram publicações em que confirmavam ciclamato de sódio (e portanto, igualmente o de potássio) não era eliminado plenamente, mas é metabolizado, por uma pequena percentagem da população, como ciclohexilamina, uma substância potencialmente cancerígena.

O ciclamato, associado à sacarina na proporção 10:1, até então consumido em grandes quantidades nos EUA, foi interpretado pelo FDA como indutor de câncer de bexiga em ratos. Posteriormente a estes estudos, o US Department of Health, Education and Welfare proibiu seu uso nos EUA em 1969, quando apresentou-se que este composto não possuía qualquer valor no tratamento da obesidade ou diabetes

Apesar destas pesquisas e decisões, o World Health Organization's Joint Expert Committee on Food Additives em 1977 aprovou o ciclamato de sódio como adoçante em alimentos e bebidas. Contudo, os americanos continuam com a proibição. O uso do ciclamato de sódio é liberado em mais de 55 países, incluindo Brasil, Alemanha, Finlândia, Paquistão, África do Sul, Suíça e Canadá.

A razão pela qual o ciclamato de sódio voltou a ser autorizado nesses países é que ficou demonstrado que a toxicidade na bexiga só se verificava em ratos, pois possuem uma urina mais concentrada que o ser humano, e o aumento do pH que acompanhava o consumo excessivo de sais sódicos pelos animais levava ao depósito de cristais na bexiga, e era a porção sódica da molécula, e não o ciclamato, que levava a esse aumento de pH.[3]

Existem várias razões apontadas para a proibição do ciclamato de sódio. Uma esteve relacionado com o facto de que, em certos animais, o edulcorante provocar atrofia testicular [4] quando consumidos em doses massivas, mas há estudos feitos em clínicas de fertilidade humana que não encontraram uma co-relação entre o consumo do adoçante e alterações na quantidade e qualidade do esperma [5]

Os estudos mais recentes feitos apontam para que a ciclohexilamina não é cancerígina. Vários cientistas analisaram vários conjuntos de estudos feitos, e chegaram a conclusão que o seu consumo é seguro. Existe inclusive um estudo feito em macacos, ao longo de 24 anos, a quem foram administradas doses significativas, todos os dias, durante esses anos, de ciclamato de sódio, e nenhum desenvolveu cancros associados ao consumo do adoçante.[6]

Os ciclamatos, quando ingeridos em grandes quantidades, produzem diarréia em humanos.

Referências

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