Colégio Militar de Salvador

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Sistema Colégio Militar do Brasil
Cms.jpg
CMS
Colégio Militar de Salvador
Fundação 28 de janeiro de 1957 (57 anos), pelo Presidente Juscelino Kubitschek
Comandante Coronel Marcos Souto de Lima
Localização Rua Território do Amapá, 455, Pituba
Salvador
Bahia
Página oficial www.cms.ensino.eb.br
E-mail comsoc@esfcex.ensino.eb.br

O Colégio Militar de Salvador ou CMS é uma escola militar do Exército brasileiro que se localiza na cidade de Salvador, no estado da Bahia. O Colégio é subordinado à Diretoria de Educação Preparatória e Assistencial.

Objetivos[editar | editar código-fonte]

O Colégio Militar de Salvador (CMS) tem como objetivo proporcionar o ensino de qualidade nos níveis fundamental e médio a dependentes de militares e civis, residentes na Grande Salvador.

História[editar | editar código-fonte]

O decreto nº 40.843, de 28 de janeiro de 1957, é assinado pelo Presidente, criando o Colégio Militar de Salvador. Provisoriamente instalado no prédio situado à Rua Agripino Dórea, nº 26, em Pitangueiras, onde funcionava o Instituto de Preservação e Reforma do Estado.

Em 05 de abril de 1957, o Coronel Uchoa assumiu o Comando do Colégio, caracterizando de fato o início das atividades.

O Colégio foi transferido para o Bairro da Pituba em 02 de julho de 1961. Estavam presente na cerimônia de inauguração diversas autoridades, dentre elas, o Governador Antônio Balbino, o Ministro da Guerra General Lott, o Comandante do CMS Coronel Bezerra Cavalcante.

Em 1989 o CMS foi desativado. No ano de 1993 o CMS foi reativado, graças a um convênio firmado entre o Exército Brasileiro e o Governo do Estado da Bahia. No mesmo ano iniciaram-se as obras da 1ª parte do novo Pavilhão de Aula, na mesma área na Pituba.

No ano de 1993 foi realizado o exame de admissão para o preenchimento das 65 vagas para 5ª série. Concorreram 1702 candidatos, entre meninos e meninas.

No dia 03 de fevereiro de 1994, foi inaugurado o pavilhão de aulas com entrada pela Rua das Hortênsias. Compareceram a solenidade o então Governador Antônio Carlos Magalhães, o Comandante do Colégio Coronel Oliveira Freitas, seu diretor de ensino, Coronel Ivan Sérgio Martins e demais autoridades. A aula inaugural foi proferida no Centro de Convenções, pelo Professor Aristides Fraga Lima, primeiro professor de Língua Portuguesa do CMS.

Ingresso[editar | editar código-fonte]

Por exame intelectual (concurso)[editar | editar código-fonte]

É considerado habilitado à matrícula no CMS o candidato que, oriundo do concurso de admissão, satisfizer a todas as condições abaixo:

  • for aprovado no exame intelectual para aquela série;
  • tiver sua classificação compreendida dentro da quantidade de vagas fixadas no edital do concurso;
  • apresentar o histórico escolar de acordo com as exigências legais, além dos demais documentos estabelecidos no edital do concurso;
  • comprovar, se maior de dezoito anos, que sua situação perante a Justiça Eleitoral e o Serviço Militar está regularizada; e
  • for considerado apto na revisão médica.

Por condições especiais[editar | editar código-fonte]

Independente do concurso de admissão e atendendo as condições do Regulamento do Colégio, é considerado habilitado à matrícula no CMS:

  • o órfão de militar de carreira das Forças Armadas, a partir da conclusão da 4ª série do ensino fundamental, independente da data do falecimento do responsável;
  • o dependente legal de militar de carreira do Exército, nos termos do Estatuto dos Militares, se o responsável encontrar-se em uma das seguintes situações:
    • movimentado, com mudança de sede, para localidade compreendida na área sede de Colégio Militar ou área pioneira, e a apresentação na Guarnição de destino ocorrer durante o ano da matrícula ou nos dois anos anteriores;
    • designado para missão no exterior nas condições constantes do Regulamento do Colégio.
    • movimentado para Guarnições Especiais ou para áreas pioneiras definidas em Portarias do DEP, ou nelas estiver servindo, à época do início dos estudos da 5ª série do ensino fundamental ou da 1ª série do ensino médio;
    • transferido para a reserva remunerada, uma vez comprovada a mudança de sede e a fixação de residência em localidade compreendida na área sede ou pioneira de Colégio Militar, desde que o ato da transferência ocorra durante o ano da matrícula ou nos dois anos anteriores;
    • separado judicialmente ou divorciado, e somente para a situação que ocorrer primeiro, cujo responsável legal pela guarda do dependente venha, comprovadamente, a mudar de sede e fixar residência em área sede ou pioneira de Colégio Militar, desde que o ato da homologação por sentença do processo ocorra durante o ano de matrícula ou nos dois anos anteriores;
  • o dependente de militar de carreira das Forças Armadas que tenha sido reformado por invalidez, nos termos do Estatuto dos Militares, a partir da conclusão da 4ª série do ensino fundamental.

Proposta, visão de futuro e valores[editar | editar código-fonte]

Proposta[editar | editar código-fonte]

O CMS tem como objetivo/finalidade geral proporcionar uma educação integral que ofereça aos jovens “a formação necessária ao descobrimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, qualificação para o trabalho e preparo para o exercício consciente da vida de cidadão brasileiro”. Busca atingir os objetivos principais nos Ensino Fundamental e Médio, a seguir descritos:

  • permitir ao aluno desenvolver atitudes e incorporar valores familiares, sociais e patrióticos que lhe assegurem um futuro de cidadão cônscio de seus deveres, direitos e responsabilidades, em qualquer que seja o campo profissional de sua preferência;
  • propiciar ao aluno a busca e a pesquisa incessante de informações relevantes, desenvolvendo, dessa forma, a autonomia, valorizando suas experiências, seu conhecimento prévio e a interação professor-aluno e aluno-aluno;
  • valorizar a interação discente como instrumento de desenvolvimento pessoal, considerando diferenças individuais, contribuições, respeito a regras coletivas e atitudes que propiciam o desenvolvimento da autonomia no grupo;
  • desenvolver no aluno a visão crítica dos fenômenos políticos, econômicos, históricos, sociais e científico-tecnológicos, incentivando-os, pois, a aprender para vida e não mais, simplesmente, para fazer provas.
  • preparar o aluno para refletir e compreender os fenômenos e não para meramente memorizá-los.
  • capacitar o aluno à absorção de pré-requisitos fundamentais ao prosseguimento dos estudos acadêmicos e não de conhecimentos supérfluos que se encerrem em si mesmos.
  • estimular o aluno para a saudável prática da atividade física, buscando o seu desenvolvimento físico e incentivando-o à prática habitual do esporte

Visão de futuro[editar | editar código-fonte]

A visão de futuro do CMS é ser uma referência na qualidade de ensino e na educação integral.

Valores[editar | editar código-fonte]

O CMS cultiva os seguintes valores: amor ao Colégio; responsabilidade; autenticidade; respeito às pessoas; vontade de vencer e espírito de camaradagem.

Ensino[editar | editar código-fonte]

Para melhor assistir o Subdiretor de Ensino, foi criada a divisão de ensino, que tem como encargo ajudar nas atividades de planejamento, programação, coordenação, execução, controle e avaliação do ensino, da pesquisa e da aprendizagem, assim como na seleção e orientação educacional ou profissional dos alunos. A divisão de ensino foi dividida em duas seções: a psicopedagógica e a técnica.

Seção psicopedagógica[editar | editar código-fonte]

A seção psicopedagógica é dividida em seis subseções, estas representadas pelas seis primeiras letras do alfabeto. São as subseções e suas subcompetências:

Seção técnica[editar | editar código-fonte]

Controle da qualidade de ensino, ou seja, por ela passa todas as provas, planos de aulas, resultados do concurso de admissão e notas.

Identidade do colégio[editar | editar código-fonte]

Uniformes[editar | editar código-fonte]

Os uniformes do colégio militar de salvador são cinco femininos e cinco masculinos.São eles:

  • A túnica branca: é o uniforme utilizado em situações, ocasiões e datas especiais.Utilizado regularmente na Atividade Cívica-militar de início e de final de ano, do aniversário do colégio e no 7 de Setembro.
  • O garança: para ocasiões especiais, mas um pouco mais casuais, que não requerem o uso da túnica branca.Normalmente, visita de altos oficiais.
  • O diário: uniforme que se usa no dia-a-dia do colégio.

Outros uniformes[editar | editar código-fonte]

Há também outros uniformes menos importantes, como:

  • 5°A, o Uniforme de Educação Física, composto de uma camisa regata com o nome do aluno, short azul, meia branca e tênis preto. É utilizado em atividades físicas.
  • O "Abrigo" ou "Agasalho" (Este último menos utilizado por motivos lógicos), composto por uma calça azul, uma camisa branca com gola de várias cores que representa o ano do aluno, a insígnia do colégio no peito esquerdo, jaqueta esportiva azul, vermelha e branca com a insignia do colegio no mesmo lugar que a camisa (opcional), meia branca e tenis preto. Utilizado para atividades esportivas ou extra-curriculares e, excepcionalmente, nas Quartas-feiras.

Agremiações[editar | editar código-fonte]

Banda de música[editar | editar código-fonte]

A Banda de Música do Colégio Militar de Salvador é uma Seção voltada para a Formação Artística Musical do Aluno. Quem participa da Banda, recebe aulas teóricas e práticas, dando-lhes condições para executar os hinos, canções e músicas populares. Podemos destacar o trabalho da Banda no Colégio, nas formaturas feitas semanalmente, que dão aos integrantes deste Estabelecimento de Ensino marcialidade e vibração. Outros destaques são as apresentações no meio civil, servindo assim para integrar a sociedade ao nosso Estabelecimento.

Infantaria[editar | editar código-fonte]

A Infantaria tem como característica essencial a aptidão para combater a pé, em todos os tipos de terreno e sob quaisquer condições meteorológicas, podendo utilizar variados meios de transporte.

Uma de suas missões é conquistar e manter o terreno, aproveitando a capacidade do infante de progredir em pequenas frações, difíceis de serem detectadas em todos os tipos de terreno. Isso permite que ele se aproxime do inimigo para travar o combate corpo-a-corpo.

A Infantaria poderá ter especializações das mais diversas: motorizada, blindada, para-quedista, leve, de selva, de caatinga, de montanha, de guardas e de polícia. O Grêmio de Infantaria Brigadeiro Sampaio (GIBS), como é conhecido, foi criado, originalmente, no ano de 1997, sendo o primeiro Grêmio de Armas a funcionar no Colégio Militar de Salvador. Era composto pelo então Maj Inf José Adelmo de Jesus Neves, Cmt da 1ª Cia de Alunos, como oficial orientador; Al Antunes, como presidente; Al Nogueira, como vice-presidente; Al Nazário, como secretário; Al Falcão, como secretário. Seu distintivo foi inicialmente usado na manga direita, abaixo da divisa de série e não na manga esquerda entre a divisa de série e graduação de praça (no caso de alunos graduados), como é atualmente, para que pudesse ser visualizada nos desfiles internos do Batalhão de Alunos e fosse mantida a hierarquia das insígnias do uniforme (primeiro, a divisa de série, depois a agremiação). Em 1998 o Grêmio de Infantaria tinha 54 alunos e alunas, selecionados pelo oficial orientador de acordo com seu desempenho escolar e comportamento (o aluno pertencente ao Grêmio de Infantaria deveria ter comportamento no mínimo Muito Bom e não estar em recuperação de mais de uma disciplina). Em 1999, por motivo da criação dos Grêmios de Artilharia, Cavalaria, Naval e da Aeronáutica, além do já existente da Banda de Música,o Batalhão Escolar foi organizado dentro dos Grêmios de Arma em formatura realizada no Pátio Maria Quitéria, com presença dos militares mais antigos das diversas Armas/Forças servindo na guarnição de Salvador. Na ocasião, o Cel Inf Gongim, então comandante do 19ºBC, "apadrinhou" os alunos do Grêmio de Infantaria do CMS, realizando a aposição de distintivos nos novos alunos-infantes e apossando a nova diretoria do Grêmio de Infantaria, organizada dentro da antiguidade de seus membros, ficando composta da seguinte forma: Al Lantyer (Capitão Aluno da 2ª Série do 2º Grau) - presidente/comandante; Al Antunes (1º Tenente Aluno da 2ª Série do 2º Grau) - vice-presidente/subcomandante; além dos diversos alunos compondo os demais cargos de diretoria sem necessariamente ocupá-los por antiguidade.

Cavalaria[editar | editar código-fonte]

Desde as suas origens a Cavalaria tem passado por inúmeras modificações, adaptando-se aos avanços tecnológicos da humanidade e às modificações da Arte da Guerra. Esta influência da tecnologia sobre a Arma pode ser avaliada pela gama de meios de combate utilizados desde a antigüidade: plataformas, carros de guerra, elefantes, cavalos, carros de combate e, em alguns exércitos, helicópteros. Estes meios condicionaram a sua doutrina de emprego e as suas possibilidades operacionais e limitações.

Em determinados períodos da história, o combate adquiriu características especiais, influenciado por novas descobertas ou sofisticações tecnológicas, que deram aos exércitos vantagens táticas ou estratégicas, modificando as formas de combater.

Os cavalarianos, atentos a estas modificações, conduziram a Arma ao longo dos séculos, evoluindo e aprimorando suas táticas de combate e sua doutrina de emprego, adaptando seu equipamento e meios de transporte às evoluções que surgiam. Aqueles que não souberam acompanhar a evolução da arte da guerra, não acreditaram nas mudanças que ocorriam nos campos de batalha ou se apegaram demasiadamente às tradições e seus paradigmas, foram inexoravelmente destruídos ou viram suas unidades serem extintas ou absorvidas por outras Armas, por serem consideradas inúteis e antiquadas ante o aparecimento de novos meios e formas de combate. A Cavalaria é a "Arma da Tradição" e a tradição na Cavalaria significa a "constante evolução doutrinária".

Esta página aborda, sucintamente, a história da Cavalaria e a evolução da Arma de Cavalaria no Brasil. Estas considerações foram inseridas por serem consideradas de fundamental importância para a compreensão do "espírito de corpo da Arma" e para o "correto entendimento do papel da Cavalaria no combate", desde os seus primórdios à sua atualidade.

Artilharia[editar | editar código-fonte]

Tem como patrono Marechal Emílio Luís Mallet.Artilharia, arma do exército que faz apoio de fogo através do lançamento de projécteis em trajetória parabólica (indirecta) à infantaria e cavalaria podendo também realizar outras missões específicas no teatro de combate.

Tradicionalmente a Artilharia empregava como armamento as bocas de fogo de maior calibre. Actualmente, além das tradicionais bocas de fogo, a Artilharia emprega outro tipo de armas, sendo de destacar os diversos tipos de misseis:

Obuses - bocas de fogo para tiro curvo de longo alcance; canhões ou peças - bocas de fogo para tiro tenso ou directo; morteiros pesados - bocas de fogo de grande calibre para tiro curvo de curto e médio alcance; foguetes - projécteis autopropulsados, de trajectória pré-estabelecida, normalmente usados contra alvos de superfície; mísseis - projectéis autopropulsados, de trajectória regulável durante o voo, usados contra alvos aéreos ou de superfície.

No colégio, o grêmio pratica atividades extra-classe como visitas a centros historicos relacionados a arma de Artilharia(visitas aos fortes).

Engenharia[editar | editar código-fonte]

"Por vezes construir, por vezes destruir, mas sempre servir."

A Engenharia divide-se em duas vertentes: de combate e de construção.

A Engenharia de combate apoia as armas-base, facilitando o deslocamento das tropas amigas, reparando estradas, pontes e eliminando os obstáculos à progressão e, ainda, dificultando o movimento do inimigo. Uma operação de grande envergadura, e que depende diretamente da Engenharia, é a transposição de cursos de água obstáculo.

A Engenharia de construção, em tempo de paz, colabora com o desenvolvimento nacional, construindo estradas de rodagem, ferrovias, pontes, açudes, barragens, poços artesianos e inúmeras outras obras.

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Agremiação criada em 2006 e tem como base a Arma de Comunicações do Exército Brasileiro.

Intendência[editar | editar código-fonte]

Agremiação criada em 2007 e tem como base a arma de Intendência do Exército

Material Bélico[editar | editar código-fonte]

Agremiação criada em 2007 e tem como base o Quadro de Material Bélico do Exército Brasileiro.

Aeronáutica[editar | editar código-fonte]

Agremiação associada a Força Aérea Brasileira

Marinha[editar | editar código-fonte]

Agremiação associada a Marinha do Brasil

Ver também[editar | editar código-fonte]

Colégios Militares do Brasil
CM Brasilia.png
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Cm rj.png
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CMB CMBH CMC CMCG CMF CMJF CMM CMPA CMR CMRJ CMS CMSM