Colégios Militares do Brasil

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O Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é composto por doze colégios militares e pela Fundação Osório. Encontra-se sob o controle da Diretoria de Ensino Preparatório e Assistencial, por sua vez subordinada ao Departamento de Educação e Cultura do Exército - DECEX (Antes chamado de Departamento de Ensino e Pesquisa - DEP). O SCMB é um subsistema de ensino do Exército Brasileiro. Seu objetivo é promover a Educação Básica ( Ensino Fundamental e Médio) no âmbito da Força Terrestre. Seu corpo discente é formado por dependentes de militares do EB, atendidos de forma assistencial regida por regulamento próprio, e por alunos que prestaram concurso público.[1] Por determinação do Ministério da Defesa, sob o comando de Celso Amorim, os Colégios Militares deverão iniciar a partir de 2014 uma adequação de seu currículo escolar, passando a utilizar os mesmas bibliografias usadas pelas demais instituições de ensino fundamental do Brasil, abolindo a visão dos militares sobre o passado recente do Brasil.[2]

O Sistema Colégio Militar do Brasil atende atualmente a cerca de 14.500 alunos de ambos os sexos.

Composição[editar | editar código-fonte]

Atualmente o sistema é composto pelos seguintes estabelecimentos de ensino:

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Entrada do Colégio Militar do Rio de Janeiro
  • 1889 (6 de maio) - criação do Imperial Colégio Militar pelo decreto 10.202; no mesmo ano, após a proclamação da República, passou a ser denominado Colégio Militar do Rio de Janeiro
  • 1912 - Criação dos Colégios Militares de Porto Alegre e Barbacena
  • 1925 - Extinção do Colégio Militar de Barbacena
  • 1938 - Fechamento dos Colégios Militares de Porto Alegre e do Ceará
  • 1955 - Criação do Colégio Militar de Belo Horizonte
  • 1957 - Criação do Colégio Militar de Salvador
  • 1958 - Criação do Colégio Militar de Curitiba
  • 1959 - Criação do Colégio Militar de Recife
  • 1962 - Reabertura dos Colégios Militares de Porto Alegre e Fortaleza (antigo Colégio Militar do Ceará)
  • 1971 - Criação do Colégio Militar de Manaus
  • 1978 - Criação do Colégio Militar de Brasília
  • 1988 - Fechamento dos Colégios Militares de Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Recife
  • 1989 - As jovens do sexo feminino passam a ser aceitas nos Colégios Militares.
  • 1993 - Reabertura dos Colégios Militares de Salvador, Belo Horizonte e Recife e criação dos Colégios Militares de Campo Grande e Juiz de Fora.
  • 1993 - A Fundação Osório passa fazer parte do Sistema Colégio Militar do Brasil.
  • 1994 - Criação do Colégio Militar de Santa Maria.
  • 1995 - Reabertura do Colégio Militar de Curitiba.

Corpo Docente[editar | editar código-fonte]

Professor ministrando aula no CMRJ.

O corpo docente permanente dos colégios é composto por professores civis e militares que juntos integram o Magistério do Exército. Os militares fazem parte do Quadro Complementar de Oficiais do Magistério (QCO). São profissionais licenciados por universidades civis que após a conclusão da graduação prestaram concurso público para ingressarem como oficiais de carreira do Exército Brasileiro. Seu treinamento militar é realizado na Escola de Administração do Exército (ESAEX).

Há ainda professores temporários que ministram aula nos colégios militares. Estes profissionais são divididos em dois grupos principais: Os Oficiais Técnico Temporários (OTT) e os Prestadores de Tarefa por Tempo Certo (PTTC). Ainda há grupos de baixa percentagem como os professores em comissão e contratos realizados pela Associação de Pais e Mestres - APM . Devido ao grande número de contratações temporárias e à diminuição de vagas para concursos públicos de civis e militares, pode-se notar que atualmente o número de oficiais de carreira do magistério e professores civis de carreira tem diminuído consideravelmente.

Uniformes dos colégios militares[editar | editar código-fonte]

Desfile dos alunos em Salvador (Bahia) com o Uniforme de Gala (1ªA/CM).

Os uniformes utilizados nos Colégios Militares são:

Uniforme de Gala[3]
  • Uniforme de Gala (1ªA/CM) é o uniforme utilizado em ocasiões e datas especiais. Utilizado regularmente nas atividades cívico-militares ao início e ao final do ano letivo, além dos aniversários de fundação de cada colégio e no dia da Independência do Brasil (7 de Setembro). O uniforme é composto por:
  • Túnica ou jaqueta branca;
  • Calça ou saia garança (para meninas, com meia calça branca);
  • Sapatos pretos ou coturno; e
  • Boina.

(Quando utilizado em Guarda de Honra usa-se barretina, charlateiras e polainas).

Uniforme Garança[3]
  • Uniforme Garança é utilizado em ocasiões especiais, porém um pouco mais casuais, que não requerem o uso do uniforme de Gala. Normalmente, visita de altos oficiais. O uniforme é composto por:
  • Camisa cáqui;[3]
  • Calça ou Saia Garança (para meninas, com meia-calça branca);
  • Sapatos pretos ou coturno; e
  • Boina.
Alunos de dois colégios militares (Fundação Osório e CMRJ) em frente ao busto do Marechal Trompowsky patrono do Magistério do Exército.
Uniforme Diário[3]
  • Uniforme diário (3°D1) é o uniforme utilizado diariamente nas atividades regulares dos Colégios Militares. É composto por:
  • Camisa cáqui;
  • Calça ou saia cáqui;
  • Sapatos pretos ou coturno; e
  • Boina.

Abrigos desportivos[editar | editar código-fonte]

  • Eventualmente, podem ser encontrados em alguns CMs os abrigos desportivos, geralmente substituindo o diário em dias que há Ed. Física, quando o aluno permanece em horário contra-turno no colégio ou quando há passeios ou viagens externas ao colégio. É o único traje diferente entre os colégios militares.
  • Calça (cor variada);
  • Camisa (cor variada);
  • Tênis (geralmente preto); e
  • Jaqueta (cor variada).

Obs: embora não previstos na lista oficial de uniformes dos CMs, os abrigos podem sim ser utilizados, sob forma de concessão do comando aos alunos.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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