Maurits Cornelis Escher

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Maurits Cornelis Escher
Fotografia de uma obra de Escher em exposição.
Nascimento 17 de Junho de 1898
Leeuwarden
Morte 27 de Março de 1972 (73 anos)
Hilversum
Nacionalidade Países Baixos holandês
Ocupação Artista gráfico

Maurits Cornelis Escher (Leeuwarden, 17 de Junho de 1898Hilversum, 27 de Março de 1972) foi um artista gráfico holandês conhecido pelas suas xilogravuras, litografias e meios-tons (mezzotints), que tendem a representar construções impossíveis, preenchimento regular do plano, explorações do infinito e as metamorfoses - padrões geométricos entrecruzados que se transformam gradualmente para formas completamente diferentes.[1] . Ele também era conhecido pela execução de transformações geométricas (isometrias) nas suas obras.[carece de fontes?]

Obra[editar | editar código-fonte]

Uma das principais contribuições da obra deste artista está em sua capacidade de gerar imagens com efeitos de ilusões de ótica.

Foi numa visita à Alhambra, na Espanha, que o artista conheceu e se encantou pelos mosaicos que havia neste palácio de construção árabe. Escher achou muito interessante as formas como cada figura se entrelaçava a outra e se repetia, formando belos padrões geométricos. Este foi o ponto de partida para os seus trabalhos mais famosos, que consistiam no preenchimento regular do plano, normalmente utilizando imagens geométricas e não figurativas, como os árabes faziam por causa da sua religião muçulmana, que proíbe tais representações.

A partir de uma malha de polígonos, regulares ou não, Escher fazia mudanças, mas sem alterar a área do polígono original. Assim surgiam figuras de homens, peixes, aves, lagartos, todos envolvidos de tal forma que nenhum poderia mais se mexer. Tudo representado num plano bidimensional. Destacam-se também os trabalhos do artista que exploram o espaço. Escher brincava com o fato de ter que representar o espaço, que é tridimensional, num plano bidimensional, como a folha de papel. Com isto ele criava figuras impossíveis, representações distorcidas e paradoxais. Posteriormente foi considerado um grande matemático geométrico.[1] Escher utilizou quatro tipos de transformações geométricas que são: translações, rotações, reflexões e reflexões deslizantes. [carece de fontes?]

Referências na cultura popular[editar | editar código-fonte]

  • Matt Groening, criador de Os Simpsons, utilizou uma referência à SOMEHOME THE IS A Escher em sua tira Life in Hell. Em sua paródia à obra Relativity (1953), coelhos desenhados caem de escadas em ângulos impossíveis. Groening posteriormente usou a mesma situação cômica em um episódio de Futurama. Quando jovem, o autor costumava colecionar pôsteres de Escher [carece de fontes?].
  • Um episódio de Os Padrinhos Mágicos mostra em seu título um design similar à obra Drawing Hands.
  • Em um episódio de Family Guy, Stewie e Brian compartilham um quarto no qual Stewie coloca na parede uma gravura de Relativity, a qual ele chama "escadas loucas". Ele a quebra enquanto joga frisbee.
Esquema de uma queda d'água de Escher.
  • A fase bônus do jogo Sonic, do Sega Mega Drive, contém uma animação de pássaros se transformando em peixes, uma clara referência à Sky and Water.
  • O jogo Lemmings, da produtora Psygnosis, possui um nível chamado Tributo a M.C. Escher, ainda que ele não apresente um cenário ao estilo do autor.
  • A figura de um grande olho com uma caveira em sua íris aparece na parede do quarto de Donnie Darko [carece de fontes?].
  • O videoclipe da canção Around the World, do grupo Daft Punk, dirigido por Michel Gondry, é baseado na obra Encounter.
  • O videoclipe da música Drive, do grupo Incubus, é baseado em Drawing Hands, começando com uma mão animada desenhando um pedaço de papel e uma segunda mão, para então formar a própria obra de Escher. Também mostra uma mão desenhando o vocalista da banda, Brandon Boyd.
  • No filme Labirinth (Labirinto - A Magia do Tempo), com David Bowie no papel principal (Jareth), há uma cena nitidamente inspirada em Relativity.
  • A abertura da novela brasileira Top Model é inspirada na obra Relativity[carece de fontes?], que mostra várias escadas, de diversos ângulos, em um mesmo lugar.
  • O filme A Origem (Inception) utiliza repetidamente a ideia de paradoxos geométricos, inclusive com escadas retorcidas como em Relativity.
  • O videoclipe da música Laughing with, da cantora Regina Spektor, utiliza em sua cena inicial as escadas retorcidas de Relativity. Assim como o videoclipe Samson, também da cantora, tem uma abertura inspirada nos pássaros de Sky and Water.

Referências

  1. a b Ernst, Bruno. O espelho mágico de M. C. Escher. [S.l.]: Taschen, 2007. 118 pp.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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