Grande Esfinge de Gizé

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A Grande Esfinge de Gizé, Egipto

Grande Esfinge de Gizé (em árabe: أبو الهول; Abu al-Haul), comumente referida apenas como Esfinge, é uma estátua da pedra calcária que representa uma esfinge (uma criatura mítica com corpo de leão e uma cabeça humana) localizada no planalto de Gizé, na margem oeste do rio Nilo, em Gizé, Egito. O rosto do monumento é geralmente considerado como uma representação do rosto do faraó Quéfren.

É a maior estátua feita de monólito no mundo, com 73,5 metros de comprimento, 19,3 metros de largura e 20,22 m de altura.[1] É a mais antiga escultura monumental conhecida e é comumente tida como uma obra construída por egípcios antigos do reino velho Império Antigo durante o reinado do faraó Quéfren (c. 2558-2532 aC).[1] [2]

Etimografia[editar | editar código-fonte]

A esfinge de Gizé em 1880 (note que seu corpo ainda está parcialmente enterrado)

Não se tem certeza qual seria o nome usado pelos antigos egípcios para designar a estátua. A palavra "esfinge" foi dada já na Antiguidade clássica baseando-se numa criatura da mitologia grega formada pelo corpo de um leão, a cabeça de uma mulher e asas de águia, embora as estátuas egípcias tenham a cabeça de um homem. A palavra "esfinge" deriva do grego σφινξ, aparentemente do verbo σφινγω, que significa "estrangular", já que a esfinge da mitologia grega estrangulava todos que não conseguissem decifrar suas charadas.[carece de fontes?]

História[editar | editar código-fonte]

Bonaparte diante da Esfinge, (ca. 1868) por Jean-Léon Gérôme.

Embora tenha havido evidências conflitantes ao longo dos anos, o ponto de vista defendido pela egiptologia moderna em geral é que a Grande Esfinge foi construída em cerca de 2500 a.C. para o faraó Quéfren, o construtor da Segunda Pirâmide de Gizé.[3]

Restauração[editar | editar código-fonte]

Após o Complexo de Gizé ter sido abandonado, a Esfinge ficou enterrada até seus ombros pela areia do deserto. A primeira tentativa documentada de uma escavação data de c. 1400 aC, quando o jovem Tutmés IV (1401-1391 ou 1397-1388 aC) reuniu uma equipe e, depois de muito esforço, conseguiu desenterrar as patas dianteiras, entre as quais ele colocou uma placa de granito, conhecida como o Estela do Sonho.[4] Mais tarde, Ramsés II, o Grande (1279-1213 aC) pode ter tentado levar adiante uma segunda escavação.

O egiptólogo Mark Lehner inicialmente afirmou que não houve uma tentativa de restauração durante o Império Antigo (c. 2686-2184 aC),[5] embora ele tenha posteriormente se retratado.[6]

No ano de 1817, a primeira escavação arqueológica moderna, supervisionada pelo capitão italiano Giovanni Battista Caviglia, desenterrou o peito da Esfinge completamente. Todo o monumento foi finalmente escavado entre 1925 e 1936, durante escavações lideradas por Émile Baraize. Em 1931, engenheiros do governo egípcio repararam a cabeça da estátua, porque parte tinha caído em 1926 devido à erosão, que também tinha criado profundas rachaduras em seu pescoço.[7]

Vista panorâmica da Grande Esfinge de Gizé em 2010

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Emporis – Great Sphinx of Giza Emporis.com. Visitado em 15 de maio de 2014.
  2. Dunford, Jane; Fletcher, Joann; French, Carole (ed., 2007). Egypt: Eyewitness Travel Guide. London: Dorling Kindersley, 2007. ISBN 978-0-7566-2875-8.
  3. Sphinx Project: Why Sequence is Important (2007). Visitado em 27 de fevereiro de 2015. Cópia arquivada em 26 de julho de 2010.
  4. Mallet, Dominique, The Stele of Thothmes IV: A Translation, at harmakhis.org. Acessado em 3 de janeiro de 2009.
  5. The ARCE Sphinx Project—A Preliminary Report Hall of Maat. Visitado em 26 de maio de 2009.
  6. 'Khufu Knew the Sphinx' by Colin Reader Ianlawton.com. Visitado em 26 de maio de 2009.
  7. Popular Science Monthly, July 1931, page 56.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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