Exército de Libertação do Kosovo

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Exército de Libertação do Kosovo
UCK KLA.png
Datas das operações 1990 - 1999
Motivos Independência do Kosovo
Área de atividade Kosovo
Tamanho 2000 a 20000 membros

O Exército de Libertação do Kosovo ou ELK (albanês: Ushtria Çlirimtare e Kosovës ou UÇK) foi um grupo paramilitar formado por insurgentes de origem étnica albanesa, que lutou pela independência da província de Kosovo, território da Iugoslávia e da Sérvia no final da década de 1990.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Choques com Belgrado[editar | editar código-fonte]

O Exército de Libertação de Kosovo começou a promover ações contra alvos sérvios na província em 1995. Em 1998, o então presidente iugoslavo Slobodan Milošević respondeu com violência às ações perpetradas pelo ELK.[1]

Slobodan Milošević foi acusado de promover expulsão ou "limpeza étnica" contra a maioria albanesa na província, que tem importância histórica para o nacionalismo sérvio. Belgrado dizia que lutava pela manutenção da integridade territorial da Iugoslávia. O governo nacionalista iugoslavo considerava o ELK um grupo terrorista.

Guerra do Kosovo[editar | editar código-fonte]

Apesar de Slobodan Milošević ter decretado cessar-fogo em dezembro daquele ano, a violência continuou. Um grupo de contato entre sérvios, líderes da comunidade albanesa em Kosovo e representantes das principais potências mundiais foi formado para negociar um acordo de paz que colocasse fim aos conflitos entre os guerrilheiros do ELK e as forças iugoslavas de Slobodan Milošević. O tratado previa a autonomia de Kosovo, a retirada das forças sérvias da província e a presença de tropas de paz, sob o comando da Organização do Tratado do Atlântico Norte, para monitorar o acordo.

Realizada em fevereiro de 1999, na região no castelo de Rambouillet, na França, a reunião fracassou.[2] Os diplomatas sérvios aceitavam conceder autonomia ao Kosovo,[3] mas rejeitada pelos independentistas albaneses.[4] Inversamente, os sérvios recusavam a presença da OTAN no território, desejada pelos albaneses.[5]

Após fracassarem as negociações de paz sobre o conflito separatista, a OTAN atacou a Iugoslávia em 24 de março de 1999,[6] [7] dando início à Guerra do Kosovo. A OTAN exigia que Milošević aceitasse as bases do acordo de paz de Rambouillet.[8]

Após 79 dias de bombardeios, em 3 de junho de 1999, os líderes ocidentais e Milošević chegaram a acordo para o fim à guerra: as tropas sérvias iriam se retirar e permitir o estacionamento de uma força internacional de paz em Kosovo.[9] Em 10 de junho, a cúpula militar da Iugoslávia assinou o acordo para encerrar o conflito.[10] [11]

Crimes do ELK[editar | editar código-fonte]

Durante e após o fim dos bombardeios da OTAN contra o território iugoslavo, o Exército de Libertação de Kosovo foi acusado de cometer crimes de guerra contra a população sérvia e outras minorias étnicas (principalmente romas) - e até kosovares de origem albanesa acusados de colaborar com as autoridades sérvias.[12] Segundo um relatório de 2001 do grupo Human Rights Watch, o ELK sequestrou e assassinou civis durante e depois da guerra.[13]

Dissolução do ELK[editar | editar código-fonte]

O ELK foi desfeito em 1999. Em seu lugar, foi criado o Corpo de Proteção do Kosovo (TMK, nas iniciais em albanês), uma unidade de policial para situações de emergência civil. Ex-membros do Exército de Libertação de Kosovo foram absorvidos pelo CPK.[14] Segundo a ONU, as funções desempenhadas pela TMK são restritas a ações de emergência e trabalho humanitário, mas antigos integrantes do ELK consideram a TMK um núcleo de um exército nacional em um futuro Kosovo independente.[15]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]