Força de Submarinos

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Força de Submarinos
País  Brasil
Subordinação Marinha do Brasil
Missão Comando Operativo
Criação 1914 - atual
Aniversários 17 de julho criação da flotilha de submersíveis
Lema Usque ad sub aquam nauta sum
(Os que são marinheiros até debaixo d'água)
História
Guerras/batalhas Primeira Guerra Mundial
Segunda Guerra Mundial
Sede
Guarnição Niteroi, RJ

A Força de Submarinos é uma unidade da Marinha do Brasil, que coordena esses meios e as Organizações Militares que lhe estão subordinadas.

Constituída em 1914, o país destaca-se atualmente por ser um dos poucos que constroem submarinos, no hemisfério sul, é o único com tal capacidade. O seu principal projeto hoje é o da construção de cinco submarinos com tecnologia francesa e uma base naval, com previsão de inauguração em 2016 na ilha da Madeira, na baía de Sepetiba [1] [2] .

Origens e história[editar | editar código-fonte]

A Marinha do Brasil demonstrou, desde o final do século XIX, interesse pelo novo tipo de embarcação que possibilitava atacar alvos de grande valor sem ser detectado. Inicialmente, foram feitas tentativas de projetar no Brasil uma nova embarcação, que por falta de recursos não lograram êxito [3] .

Submarinos Italianos[editar | editar código-fonte]

SE Humaytá (H) em 1940.

Em 1910, em cumprimento ao Programa de Construção Naval de 1904, elaborado pelo Ministro da Marinha Júlio César de Noronha, que previa a aquisição de três submersíveis, foram encomendados na Itália, três submarinos de tipo costeiro utilizados pela Regia Marina Italiana da classe Laurenti. Construídos no estaleiro Fiat-San Giorgio na cidade de Torino-Spezia, foram no Brasil denominados de classe F (Foca), recebendo as denominações de F1 (Foca 1), F3 (Foca 3) e F5 (Foca 5), e foram os primeiros da Marinha Brasileira. Entregues de 1913 a 1914, estes submarinos tinham 370 toneladas, propulsão diesel-elétrica e dois tubos lança-torpedos. Mergulhavam a aproximadamente 40 metros e navegavam a até 9 nós submersos. Para apoiar os novos meios, foram criadas a Base de Submersíveis e a Escola de Submersíveis e incorporado o Tênder de Submarinos Ceará para treinamento, manutenção e salvamento. Após vinte anos de serviço, seus cascos serviram para alicerçar os pilares da ponte de escaleres da Escola Naval.[4]

Em 1929, foi incorporado o SE Humaytá (H) da classe italiana Balilla. O Humaytá foi o primeiro submarino oceânico do Brasil com 1 885 t e alcance de 12 840 milhas. Outros três submarinos da classe Perla:S Tupy (S-11), S Tymbira (S-12) e S Tamoyo (S-13) de 853 toneladas foram adquiridos em 1937. De construção italiana, estes quatro submarinos serviram para o treinamento das forças aliadas estacionadas no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial.

Submarinos norte-americanos[editar | editar código-fonte]

Com a escassez de peças pelo colapso da indústria militar italiana e com a abundância de meios disponíveis no pós guerra o Brasil passou a adquirir submarinos dos Estados Unidos da América.[5]

Em 1957, chegaram ao país os submarinos da classe Gato, S Humaitá (S-14) e S Riachuelo (S-15), em 1963 chegaram os mais avançados S Rio Grande do Sul (S-11) e S Bahia (S-12) da classe Balao. Diante da incorporação das tecnologias da classe alemã Type XXI pelos Aliados nas | no Brasil denominados Classe Bahia (S Guanabara (S-10), S Rio Grande do Sul (S-11) e S Bahia (S-12) ]), forma adquiridos posteriormente os submarinos Classe Guppy II ( S Rio de Janeiro (S-13) e S Ceará (S-14)) e Classe Guppy II (S Goiás (S-15) e S Amazonas (S-16)), na década de 1970.[5]

Na sequência chegaram os submarinos da Classe Oberon S Humaitá (S-20), S Tonelero (S-21) e S Riachuelo (S-22) .[5]

O S Tonelero (S-21) foi o último submarino operacional da classe Oberon operada no Brasil, tendo afundado no porto de Natal no ano de 2000.[6]

Parceria Alemã[editar | editar código-fonte]

Por motivos estratégicos, visando o domínio tecnologia e a diminuição da dependência externa, e econômicos, visando a nacionalização de componentes e o incentivo à indústria nacional, a Marinha do Brasil iniciou o programa nacional de construção de submarinos.

Mesmo já tendo alcançado certo nível de experiência na manutenção de submarinos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, o alto nível tecnológico empregado nestes meios tornou necessária uma fase intermediária. Para isso, foram recebidas diversas ofertas internacionais que visavam a transferência de tecnologia de projeto e fabricação de submarinos. A oferta vencedora foi a do submarino alemão da classe U-209-1400.

A primeira unidade, o S Tupi (S-30) foi construída no estaleiro Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW) em Kiel, com o treinamento de técnicos brasileiros, e os demais S Tamoio (S-31), S Timbira (S-32) e S Tapajó (S-33) no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. Com a experiência angariada, foi possível introduzir modificações no projeto original, que deram origem ao S Tikuna (S-34).

Missão[editar | editar código-fonte]

  • Garantir o aprestamento dos meios subordinados;
  • Assessorar no estabelecimento da doutrina de emprego e estabelecer a doutrina de condução de meios subordinados;
  • Exercer o controle operativo dos submarinos no mar;
  • Supervisionar, militar e administritivamente, as Organizações Militares subordinadas;
  • Exercer as funções de Diretoria Técnica de submarinos;
  • Estabelecer normas e procedimentos e exercer o controle das atividades de mergulho na Marinha do Brasil; e
  • Manter atualizados os conhecimentos, normas e procedimentos referentes à atividade de SAR/SUB, e dirigir a faina, quando determinado, a fim de contribuir para a eficácia do emprego dos meios navais subordinados na aplicação do Poder Naval.[7]

A Força de Submarinos[editar | editar código-fonte]

Submarinos[editar | editar código-fonte]

Classe Foca[editar | editar código-fonte]

O início da história dos submersíveis brasileiros começa em 1914 com a aquisição de três submarinos italianos da classe Foca. Os F como ficaram conhecidos tiveram seu papel limitado a treinamento e capacitação da engenharia em construção e manutenção dos mesmos. Deram baixa em 1933.[4]

  • F 1 - 1913 -1933
  • F 3 - 1913 -1933
  • F 5 - 1913 -1933

Classe Balilla[editar | editar código-fonte]

O primeiro submarino brasileiro oceânico foi o Humaitá, construído ainda na Itália, semelhante ao Balilla italiano. Entregue em 1929, esse submarino foi o recordista em mergulho sendo o primeiro a descer até 100 m.

Classe Tupy[editar | editar código-fonte]

Em 1937, chegam os submarinos Tupy, Timibira e Tamoio de origem italiana. Esses submarinos da classe T/Perla foram encomendados pela Itália, que acabou extinguindo a Flotilha de Submersiveis. Os modelos então já fabricados, participaram da Segunda Guerra Mundial na patrulha da costa brasileira.

Classe Humaytá[editar | editar código-fonte]

Em 1957 houve uma renovação da frota brasileira com a aquisição de submarinos da classe Gato que serviram a Marinha dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial com os nomes de USS Muskallunge (Humaitá) e USS Paddle (Riachuelo), encerrando a função dos classe T.

Classe Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

Em 1963 foram recebidos os S12 Bahia e S11 Rio Grande do Sul, ambas as embarcações eram do tipo Fleet da classe Balao e foram construídos durante a Segunda Guerra Mundial.

Classe Guanabara[editar | editar código-fonte]

Nos anos 70, foram adquiridos sete submarinos da classe Classe Guppy II e III.

Classe Humaitá[editar | editar código-fonte]

Entre os anos 60 e 70, foram adquiridos três submarinos ingleses da classe Oberon.

Classe Tupi[editar | editar código-fonte]

Classe Tikuna[editar | editar código-fonte]

Scórpene[editar | editar código-fonte]

Scorpène Nuclear[editar | editar código-fonte]

Tênder de Submersíveis[editar | editar código-fonte]

Classe Ceará[editar | editar código-fonte]

Navios de Socorro Submarino[editar | editar código-fonte]

Classe Gastão Moutinho[editar | editar código-fonte]

Classe Felinto Perry[editar | editar código-fonte]

Navios de apoio[editar | editar código-fonte]

Embarcações que foram utilizadas como apoio a Força de Submarinos.[4]

Organizações Militares[editar | editar código-fonte]

As Organizações Militares que lhe são afetas são:

Os submarinos do futuro[editar | editar código-fonte]

Com verba prevista no orçamento da União de 2009 e com o novo Plano Estratégico Nacional, o novo propulsor de energia nuclear, com tecnologia 100% nacional, passará a equipar uma nova geração de submarinos para assegurar a defesa do Atlântico Sul. O primeiro submarino nuclear brasileiro será chamado S Álvaro Alberto (SN-10), em homenagem a Álvaro Alberto da Mota e Silva vice-almirante da Marinha brasileira e cientista brasileiro.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Fabrícia Peixoto, BBC Brasil (24-12-2008). Brasil compra da França helicópteros e submarinos. Visitado em 13 de novembro de 2010.
  2. Guilherme Poggio, Poder Naval (17-5-2009). Definido local da construção do SNB. Visitado em 13 de novembro de 2010.
  3. Comando da Força de Submarinos, Marinha do Brasil. Unidades Navais (1913-2010). Visitado em 13 de outubro de 2010.
  4. a b c Os submersíveis Classe F SDGM. Visitado em 30 de dezembro de 2013.
  5. a b c FORSUB: origem estadunidense Defesa net. Visitado em 30 de dezembro de 2013.
  6. Isabel Clemente, Folha de S.Paulo (7-2-2001). Escotilha aberta ajudou a afundar submarino Tonelero no Natal. Visitado em 13 de novembro de 2010.
  7. Comando da Força de Submarinos. Missão do Comando da Força de Submarinos. Visitado em 13 de novembro de 2010.
  8. Francisco Santos. SBR-2 ‘Humaitá’ (S41) – ICN avança na fabricação do segundo submarino convencional do Prosub Guerra & Armas. Visitado em 7 de março de 2015.
  9. Victor Barreira (8 de janeiro de 2015). First steel cut for third Brazilian submarine IHS Aerospace, Defense & Security. Visitado em 7 de março de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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