Georg Steller

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O pato de Steller foi uma das muitas espécies descritas por este naturalista na sua viagem ao Alasca.[1]

Georg Wilhelm Steller (Bad Windsheim, Baviera, 10 de março de 1709  — Tiumen, 12 de novembro 1746[2] ) foi um naturalista, botânico, zoólogo, médico e explorador russo de origem alemã que explorou a Sibéria e o Mar de Bering ao serviço da Rússia. Steller foi anexado a uma expedição russa que deixou Kamchatka em dois navios para explorar a "Grande Terra" ao leste, hoje chamado de Alasca.[1]

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Steller nasceu na vila de Windsheim, próximo de Nuremberga, filho de Johann Jakob Stöhler, um cantor luterano. Ele foi educado na escola em Windsheim, de 1713 a 1729 e estudou botânica na Universidade de Wittenberg de 1731 a 1734 e medicina na Universidade de Halle.[2] Em 1734, viajou para a Rússia, onde se tornou membro da Academia de Ciência de São Petersburgo.[3] Dois anos depois aceitou o convite para integrar a expedição de Vitus Bering que se iria dedicar à exploração da costa ártica da Sibéria. Steller conheceu Bering em agosto de 1740, e em setembro do mesmo ano, a expedição partiu da Península de Kamchatka. A experiência foi positiva e no ano seguinte, Bering convidou Steller para o acompanhar na viagem que pretendia realizar à costa oeste americana.

Durante esta viagem, Bering cartografou pela primeira vez a costa do Alasca e muitas das ilhas Aleutas. Steller foi o primeiro naturalista a visitar a região e descreveu inúmeras espécies novas de plantas e animais, incluindo o dugongo-de-steller, extinto pouco tempo depois da sua descoberta. Apesar dos sucessos científicos, a expedição não estava a correr bem, devido à escassez de alimentos e ao escorbuto que começava a afectar a tripulação. A aproximação do Inverno também tornava as circunstâncias cada vez mais difíceis e Bering ordenou por isso o regresso à Rússia.

A 5 de novembro de 1741, a o navio St. Peter encalhou na costa da ilha de Bering, baptizada então com o nome do capitão. A tripulação abandonou o navio, que uma semana depois foi despedaçado pelo mar contra as rochas da ilha. A situação foi de mal a pior e muitos membros da expedição, incluindo Bering, morreram de frio ou escorbuto. Os sobreviventes conseguiram subsistir graças à fauna abundante da ilha que incluía, por exemplo, o cormorão-de-lunetas uma ave pelecaniforme muito lenta em terra e fácil de caçar. Neste entretanto, Steller arranjou tempo para escrever o seu único livro De Bestis Marinis, sobre a fauna e flora da ilha. Na Primavera, Steller organizou os sobreviventes e conseguiu construir uma embarcação que conseguiu chegar à Kamchatka depois de meses no mar. A expedição custara a vida a mais de metade dos homens que a tinham integrado.

Steller sobreviveu e passou os dois anos seguintes a explorar a península da Kamchatka. No regresso a São Petersburgo adoeceu de uma febre desconhecida e morreu emTiumen no fim de 1746.[2] Os seus diários da expedição ao Mar de Bering foram depois publicados por Peter Simon Pallas, que descreveu oficialmente muitas das espécies observadas pela primeira vez por Steller.

Referências

  1. a b Evans, Howard Ensign. Edward Osborne Wilson (col.) The Man who Loved Wasps: A Howard Ensign Evans Reader. in: Evans, Mary Alice. Big Earth Publishing, 2005. pp. 169. ISBN 1555663508
  2. a b c Nuttall, Mark. Encyclopedia of the Arctic. Routledge, 2012. pp. 1953. ISBN 1579584365
  3. Egerton, Frank N.. (2008). "A History of the Ecological Sciences, Part 27: Naturalists Explore Russia and the North Pacific During the 1700s" (em inglês). Bulletin of the Ecological Society of America 89 (1): 39–60. DOI:10.1890/0012-9623.