Georgi Dimitrov

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Dimitrov com Stalin, em 1936.

Geórgi Mikhaïlov Dimitrov (em búlgaro, Георги Михайлов Димитров) (18 de junho de 1882 - 2 de julho de 1949) foi um estadista búlgaro, secretário-geral da Internacional Comunista entre 1934 e 1943 e dirigente da Bulgária entre 1948 e 1949.

Militante comunista desde a juventude, Dimitrov foi um dos líderes da insurreição revolucionária de 1923 na Bulgária. Exilou-se e passou a trabalhar para o Komintern em vários países, sendo preso em 1933 na Alemanha depois que os nazistas chegaram ao poder. Após ser processado, conseguiu ser repatriado para a URSS, que lhe concedeu cidadania soviética. Em 1934, foi eleito secretário-geral da IC e, como tal, presidiu seu último Congresso em 1935, no qual foi aprovada a tática da Frente Popular.

Após a Segunda Guerra Mundial e a libertação da Bulgária pelo Exército Vermelho, em 1944, Dimitrov retornou ao seu país natal e foi eleito deputado pela Frente Democrática, que venceu as eleições por maioria absoluta. Num referendo em 1946, os búlgaros votaram pelo fim da monarquia de Simão II e instalaram uma república. No ano seguinte, o Partido Comunista Búlgaro (BKP) chegou ao poder, nacionalizando a economia. Dimitrov foi então eleito secretário geral do BKP.

Depois de doença e de uma longa convalescença, o estadista foi enviado para um hospital na URSS, onde faleceu em junho de 1949. Em sua homenagem, foi construído um mausoléu em Sofia, onde seu corpo permaneceu com todas as honras até ao derrube do socialismo na Bulgária, em 1990. O mausoléu, um prédio de mármore que ficava na Praça Battenberg, foi demolido pelo governo em 1999 e os restos de Dimitrov foram cremados.

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