Simeão II da Bulgária
| Simeão II | |
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| Rei (Tsar) da Bulgária | |
| Governo | |
| Reinado | 28 de agosto de 1943 - 15 de setembro de 1946 (sob a regência do Príncipe Cirilo) |
| Consorte de | Margarita Gómez-Acebo y Cejuela |
| Antecessor | Bóris III |
| Sucessor | Vasil Kolarov (Chefe do Governo Provisório da República) |
| Casa Real | Saxe-Coburgo-Gota |
| Vida | |
| Nome completo | Simeão de Saxe-Coburgo-Gota |
| Nascimento | 16 de Junho de 1937 (74 anos) Sófia, |
| Pai | Bóris III |
| Mãe | Joana de Sabóia |
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Família Real Búlgara
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SM o Tsar
SAR a Princesa Marie Louise |
Simeão de Saxe-Coburgo-Gota (em búlgaro: Симеон Сакскобургготски; Sófia, 16 de Junho de 1937) é um importante político da Bulgária. Foi o último rei (ou tsar) de seu país e, atualmente, é um político da oposição búlgara, já tendo ocupado o cargo de primeiro-ministro.
[editar] Biografia
Filho do rei Bóris III e da rainha Joana de Sabóia, nasceu em Sófia. Como membro da família Saxe-Coburgo-Gota, Simeão está ligado a uma série de Casas Reais Europeias, algumas ainda reinantes e outras não, tais como a britânica, belga, alemã, austríaca, espanhola e portuguesa.
Houve, por ocasião do nascimento do príncipe herdeiro, uma série de comemorações, incluindo amnistia a alguns prisioneiros. Semanas mais tarde o príncipe foi baptizado em Sófia com água do Rio Jordão trazida por um piloto militar búlgaro.
Subiu ao trono após a morte súbita do pai, com apenas seis anos de idade e o título de Simeão II. Um conselho de regência composto por três membros foi instaurado, para governar a Bulgária até à sua maioridade. Depois do golpe comunista de 9 de setembro de 1944, Simeão II permaneceu no trono, mas os regentes, incluindo o seu tio (o Príncipe Cirilo), e grande parte da hierarquia mais elevada do governo e intelectuais do país, foram executados. Dois anos mais tarde, em 1946, um referendo foi editado, forçando Simeão II e sua irmã, a Princesa Maria Luísa, e a Rainha-Mãe Joana de Sabóia, a fugir da Bulgária.
Após o término da Segunda Guerra Mundial, a Bulgária ficou assim de uma vez por todas sob a influência da União Soviética, tornando-se uma república popular. Aliás, aquando da criação do reino da Bulgária, no tempo de Alexandre I da Bulgária e do seu sucessor - o avô de Simeão, Fernando I da Bulgária, já eram os interesses da política externa da Rússia que determinavam em grande parte os acontecimentos na região.
Em julho de 1951, o governo espanhol concedeu o asilo à família real búlgara. Em Madrid, Simeão graduou-se no Liceu Francês em Direito e Ciências Políticas. Em 1958-1959 matriculou-se no conceituado Valley Forge Military Academy and College nos Estados Unidos, onde ficou conhecido como o "cadete Rylski" e saiu de lá como segundo tenente.
Em 1962, Simeão casou-se com a aristocrata espanhola Margarita Gomez-Acebo y Cejuela, e tiveram quatro filhos e uma filha. Além de búlgaro, Simeão II fala inglês, francês, alemão, italiano e espanhol e um pouco de árabe e português.
Entretanto a situação alterava-se no seu país. O governo comunista terminou em 1990, quando o país teve eleições com a participação de diversos partidos. Assim, em 1996, Simeão retornou à Bulgária após quase 50 anos de exílio, grande parte dos quais preocupado com o desenvolvimento do seu país e com tudo o que dizia respeito à Bulgária. Nessas 5 décadas, trabalhou ativamente ajudando os vários exilados búlgaros em redor do mundo, e manteve também estreito contato com homens de negócios e outros atores fundamentais no processo político búlgaro. As suas múltiplas atividades (quase sempre em prol do seu país) levaram-no a diversas partes do mundo.
Em 1998, o Tribunal Constitucional devolveu-lhe as propriedades familiares confiscadas pelo golpe comunista. Em 6 de abril de 2001, ele expressou o desejo de voltar ao serviço governamental, e ajudar a moldar através do seu contributo o futuro do seu país, agora liberto da influência soviética e em aproximação à União Europeia. Assim, participou num intenso movimento de moralização política e renovação da integridade nacional, baptizado com o seu nome. Como líder do Movimento Simeão II, chegou assim ao parlamento búlgaro na eleição de 17 de junho de 2001, acabando conduzido ao cargo de primeiro-ministro em 24 de julho de 2001, que ocupou até ao final do mandato, a 17 de agosto de 2005. Foi durante o seu governo que a Bulgária aderiu à NATO em 2004, e preparou o terreno para a adesão à União Europeia, que se veio a efectuar a 1 de janeiro de 2007.
Simeão II é um caso único na história: monarca deposto, conseguiu retornar ao poder, já não como rei numa monarquia, mas como chefe de um governo democrático de cariz republicano.
| Precedido por Bóris III |
Rei da Bulgária 1943 - 1946 |
Sucedido por Proclamação da República Popular |
| Precedido por Ivan Kostov |
Primeiro-ministro da Bulgária 2001 - 2005 |
Sucedido por Sergei Stanishev |